<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672</id><updated>2011-11-16T17:41:28.855-02:00</updated><category term='Ano Novo'/><category term='Sonhos'/><category term='ensaio'/><category term='Textos de Amigos'/><category term='* Leonardo Pezzella'/><category term='Símbolos Natalino'/><category term='* Débora'/><category term='preguiça'/><category term='Wikkiborn'/><category term='Inveja'/><category term='Asterios Polyp'/><category term='Orgulho'/><category term='* M. D. Amado'/><category term='Livre'/><category term='* Paulo Alonso'/><category term='texto muito longo a espera de um milagre para ser lido'/><category term='um'/><category term='Morte'/><category term='* Rene Serafim'/><category term='pós-modernismo'/><category term='Luxúria'/><category term='Goethe'/><category term='tentativa frustada de'/><category term='Convidados'/><category term='Música'/><category term='Símbolos Natalinos'/><category term='Formas poéticas'/><category term='Ilusionistas'/><category term='Edgard Allan Poe'/><category term='meta-narrativa'/><category term='Poetas Consagrados'/><category term='Lar não é um lugar físico'/><category term='resenha'/><category term='Avareza'/><category term='mãe'/><category term='Ira'/><category term='Tema livre'/><category term='* Natacia'/><category term='Cotidiano'/><category term='* Leonardo Petersen'/><category term='Gula'/><title type='text'>Ilusionistas do Verbo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Natacia Araújo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02192673137690664490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_VVKDPU48LLQ/St33FSv9dtI/AAAAAAAAAJM/S78PqlJZkdQ/S220/natacia+005.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>261</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1074107847203507991</id><published>2011-10-04T23:31:00.001-03:00</published><updated>2011-10-04T23:31:41.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Atravessando paredes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo ao seu redor girava. Parecia que todos os fogos de artifício estavam explodindo diante de seus olhos. As cores se alternavam na mesma intensidade que o som propagava e apitava estridente em seu ouvido. Ele estava completamente zonzo.&lt;br /&gt;Passado o efeito anestésico do baque, veio a dor. Ele se lembrava dessa dor, pois não era a primeira vez que a experimentava. E no instante seguinte, engoliu a saliva da boca e sentiu o gosto férreo do sangue. Por hora seus dentes estavam no lugar, mas o corte no lábio contribuía com a pancada o fazendo ver as estrelas ao redor de sua cabeça.&lt;br /&gt;Os que passavam por ele não ofereciam ajuda, apenas deixavam aquele velho olhar de reprovação. Todos os dias ele estava lá, sofrendo a mesma silenciosa acusação dos que passavam. Os que não o reprovavam, pensavam que ele era louco ou algo parecido. Afinal, todas as pessoas conhecem o ditado que ‘errar é humano, persistir no erro é burrice’.&lt;br /&gt;Mas ele não se importava com o que pensavam. Todos os dias, ele estava no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa; sofrendo a mesma dor decorrente da forte pancada.&lt;br /&gt;Certo dia um velho aproximou-se do jovem enquanto este se recuperava de um novo baque e perguntou o motivo dele fazer aquilo. Não havia repreensão em seu tom de voz, pelo contrário, havia respeito. O rapaz ergueu os olhos, ainda sentado no chão, e disse ao velho que fazia aquilo, pois alguém um dia disse que ele não era capaz. O silêncio perdurou por alguns instantes, o velho refletia sobre aquilo que tinha acabado de ouvir. Por fim, respondeu ao jovem que ele deveria mudar o foco do seu pensamento, pois, até então, ele só tinha comprovado que realmente não era capaz. Ele limpou suas roupas e começou a se afastar do garoto, quando parou e disse: “Por que não pára de provar a esse sujeito que ele está certo e começa a acreditar que realmente pode fazer isso?”.&lt;br /&gt;Passaram dias e nada havia mudado. O jovem continuava a fazer sua rotina diária e enfrentar o forte impacto e as conseqüentes dores. Mas aquelas palavras foram alimentando algo dentro dele que estava adormecido. Em nenhum momento alguém lhe disse que aquilo que pretendia fazer era impossível, apenas que ele não era capaz. E foi pensando nisso, que desejou realmente fazer aquilo a que se propôs a fazer.&lt;br /&gt;O dia estava limpo, as pessoas caminhavam normalmente e algumas até aguardavam pelo jovem para poder rir de seu mais novo tombo. Mas dessa vez, o inesperado aconteceu. O garoto chegou com um olhar diferente, como se tivesse envelhecido anos de um dia para outro. Estava seguro daquilo que estava prestes a fazer e não trazia o medo ou o receio do impacto que outrora fossem comuns. Isso atraiu a atenção de muita gente, que parou sua rotina para observá-lo.&lt;br /&gt;Ele cerrou os punhos, trincou os dentes, semi-serrou os olhos e correu. Diferente das outras vezes, ele não estava tímido ou evitando atingir a máxima velocidade, suas pernas moviam-se de acordo com a explosão de seus músculos; ele acelerava. As pessoas arregalaram os olhos, pensando que o impacto poderia lhe causar sérios ferimentos dessa vez. Mesmo assim, ele corria. Ninguém foi capaz de acreditar, mas quando todos esperavam por um choque e o baque do seu corpo estatelando contra a parede, o que viram foi uma nuvem de poeira se erguendo e o corpo do rapaz destruindo o cimento o qual sempre se chocava. Seus cabelos, seu rosto e corpo estavam esbranquiçados em função dos destroços. Mas isso não importava, ele estava do outro lado, sem nenhum ferimento sequer.&lt;br /&gt;Aquele jovem, não comemorou. Nem mesmo esboçou um olhar soberbo para reprimir aqueles que duvidaram dele. Pelo contrário, ele simplesmente partiu. Deixou aquelas pessoas para trás, dando a elas a simples prova de que um objetivo traçado pode ser alcançado se dispormos de dedicação e confiança em nós mesmo; até mesmo se o objetivo for atravessar uma parede.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1074107847203507991?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1074107847203507991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/10/atravessando-paredes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1074107847203507991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1074107847203507991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/10/atravessando-paredes.html' title='Atravessando paredes'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6111901980098886093</id><published>2011-09-20T03:51:00.000-03:00</published><updated>2011-09-20T03:51:00.297-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Eu não busco as estrelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não importa as coisas que me aconteceram no passado, assim como não faz a menor diferença aquilo que acontece no meu presente. As conquistas, as glórias e as vitórias, podem ostentar a minha prateleira, mas logo perdem espaço em meus pensamentos, que buscam olhar para frente; apenas para frente.&lt;br /&gt;Ter você ao meu lado é a forma mais clara de demonstrar uma conquista e um objetivo alcançado. Mas não pense que será esquecida em minha prateleira, pois agora almejo o futuro com você ao meu lado. Quero pensar sempre no próximo passo.&lt;br /&gt;Você pode me beijar agora, mas estarei pensando no próximo beijo. Posso lhe cobrir de presentes, mas minha mente trabalha intensamente em qual será o próximo presente que lhe darei. Não importa se os humores estão abalados, ou se algo me aborrece. Meu pensamento está no dia seguinte, no próximo mês e até mesmo nas próximas brigas que iremos superar.&lt;br /&gt;Talvez o presente esteja lhe satisfazendo, mas eu não me aquietarei até ter traçado um futuro ainda mais grandioso. Chame-me de ambicioso se quiser, mas isso não tem nada com ambição. Chame-me de sonhador, mas isso não tem nada de fantasioso ou irreal. O que passa por minha incansável mente é uma única coisa: tê-la para sempre. E ao usarmos a palavra como ‘sempre’, estamos assumindo compromissos que fogem de nosso controle. Não controlamos todas as variáveis do universo, não podemos garantir que tudo aconteça conforme planejamos. Aquele ditado martela a minha cabeça e luto diariamente para enfrentá-lo e provar ao universo que existem outras coisas certas, além da morte.&lt;br /&gt;Construímos nossa casa, subimos o nosso castelo. Alcançamos o topo do mundo. Mas eu quero lhe dar mais, pois você merece as estrelas.&lt;br /&gt;E quando eu estiver com a primeira delas em minhas mãos, as estrelas não serão o bastante. Pois eu a quero para sempre. E o 'sempre' exige mais do que algumas estrelas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6111901980098886093?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6111901980098886093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/09/eu-nao-busco-as-estrelas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6111901980098886093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6111901980098886093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/09/eu-nao-busco-as-estrelas.html' title='Eu não busco as estrelas'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-7802981809766297282</id><published>2011-09-13T20:57:00.001-03:00</published><updated>2011-09-13T21:03:44.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Chiquito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você levanta cedo para trabalhar, pega ônibus lotado, trem apertado e em nenhum deles consegue viajar sentado? Mas que pena, você não é nem um pouco sábio.&lt;br /&gt;Esperto é o Chiquito; jovem, saudável e cheio de manias interessantes. Ele levanta cedo também, ou você pensa que só a sua vida é corrida? Acorda, toma um banho e depois de 45 minutos arrumando o topete, Chiquito está preparado para tomar o café da manhã. Receita sadia, repleta de fibras e vitaminas. Um mamão aqui, uma banana ali, um açaí aqui e ali. Entre uma coisa e outra toma uns comprimidos. O azul, o vermelho, o amarelo e o preto. O preto é o mais irado, chega a dar um troço do tipo ‘sei lá’!&lt;br /&gt;Agora Chiquito está pronto para sair. Pega as chaves de seu conversível importado e sai queimando o chão. Esse Chiquito é um cara que se deu bem na vida. Enquanto isso, você está no seu trabalho, ouvindo sermão, tomando safanão e quando pede aumento... Já sabe que vai ouvir ‘não’!&lt;br /&gt;O som bombando já faz as vidraças tremerem e os alarmes dos carros tocarem; 5 minutos depois, Chiquito chega à academia. Puxa um ferro aqui, bate um papo com os amigos ali, confere o topete aqui e ali. Entre uma coisa e outra toma uns comprimidos. Dois azuis, dois vermelhos, dois amarelos e dois pretos. Já falei que o preto é irado? Quando ele toma os pretos, dá um negócio do tipo... ‘sei lá’!&lt;br /&gt;Depois de malhar, Chiquito passa no trabalho, mas só pra dar as caras e lançar uns xavecos nas gatinhas que contratou; talvez dar um alô pro paizão, afinal ele é o patrão! Feito isso, precisa ver com qual das cocotas vai sair essa noite. Ou podia fazer o mesmo da semana passada, sair com duas juntas. Você é casado? Aposto que chega cansado, esgotado e ainda por cima acaba sendo mal amado? É uma pena, se você fosse esperto, faria como Chiquito.&lt;br /&gt;Chega aquele momento de indecisão: terminar o relatório mensal, participar da reunião departamental ou pedir ajuda para seu chefe, aquele animal? As escolhas são essas, pois o horário do almoço não te pertence e isso você pode fazer outra hora, ou outro dia. Já o nosso amigo Chiquito tem sua parcela de incertezas também. Sempre que chega ao restaurante do Lee, não sabe se pede um sushi com sashimi aqui, um temaki e uramaki ali, um hossomaki aqui e ali. Entre uma coisa e outra toma uns comprimidos. Três azuis, três vermelhos, três amarelos e três pretos... Sim o preto ‘sei lá’, que dá um troço irado, ou vice e versa. Tanto faz.&lt;br /&gt;A volta do trabalho é sempre pior, é sempre mais longa e é incrível como sempre chove. Justo hoje que a previsão afirmou que não ia chover. Mas Chiquito não precisa de guarda-chuvas, seu apartamento duplex tem portão automático. É o que eu venho dizendo sempre... Esse Chiquito é esperto pra caralho!&lt;br /&gt;E quando o dia está se aproximando do fim, você tomou seu banho e se acomodou na cama para deitar e se prepara para o dia seguinte, Chiquito usou mais 45 minutos para arrumar o topete e se preparar. A noite é uma criança e a balada só vai começar. Decidiu sair com a estagiária dessa vez, pois Chiquito tem certeza de que os peitos dela são maiores do que os da secretária do pai. Mas que diferença isso faz, amanhã ele pode comprovar com as duas juntas.&lt;br /&gt;Você não consegue dormir, as contas roubam o seu sono. Por outro lado, na balada o Chiquito acabou de colocar três caras para dormir. Um soco aqui, uma cotovelada ali e uns chutes aqui e ali. Entre uma coisa e outra arruma o cabelo e pisca para a gatinha que está impressionada com a sua força. Chiquito vai pegar mais uma.&lt;br /&gt;Amanhã, sua vida vai ser exatamente igual ou pior do que a vida que teve hoje. Mas para Chiquito, não vai ser pior, vai ser melhor ainda; amanhã vai tomar 4 pretos. O preto é o mais irado, chega a dar um troço do tipo... ‘sei lá’!&lt;br /&gt;Não sei você, mas quando crescer, eu quero ser que nem o Chiquito! Cara esperto pra caralho!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-7802981809766297282?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/7802981809766297282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/09/chiquito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7802981809766297282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7802981809766297282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/09/chiquito.html' title='Chiquito'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3249217357701963680</id><published>2011-09-01T09:02:00.000-03:00</published><updated>2011-09-01T09:02:04.284-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Eternidade</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:TrackMoves/&gt;  &lt;w:TrackFormatting/&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;   &lt;w:DontVertAlignCellWithSp/&gt;   &lt;w:DontBreakConstrainedForcedTables/&gt;   &lt;w:DontVertAlignInTxbx/&gt;   &lt;w:Word11KerningPairs/&gt;   &lt;w:CachedColBalance/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;m:mathPr&gt;   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;   &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;   &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;   &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;   &lt;m:dispDef/&gt;   &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;   &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;   &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;   &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;   &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;   &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;  &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"  LatentStyleCount="267"&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-priority:99;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin-top:0cm;	mso-para-margin-right:0cm;	mso-para-margin-bottom:10.0pt;	mso-para-margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-theme-font:minor-fareast;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Alcançaro amor é fácil, o difícil é mantê-lo. O comodismo e a preguiça deixam-no morrerde fome, e depois se arrependem numa morbidez pessimista. Tem gente que acreditana eternidade sem o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Tique taque,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Passam-se as horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Bem na nossa frente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Mas a gente não vê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Oras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;O que é um grão de areia na praia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Uma gota d´água pra chuva?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Uma centelha da chama?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Ou um “eu te amo” na cama?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Um segundo não é nada,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Se uma hora for marcada,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Mas é primeiro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Senão a hora não se faz por inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Um giro pro cata-vento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Pro sonhador, uma miragem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;E para a janela do trem,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;O que é uma paisagem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Assim é a eternidade sem o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;O cata-vento sem rodar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;O trem sem viajar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;E a chama sem brilhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Assim é a eternidade,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Uma sequência de fotos que formam o filme,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Que dão movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;De versos que dão a rima, o ritmo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;E o sentimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;De carinhos que compõem o amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;De gestos que constroem amizades&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Trocados fazem a cumplicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;E mútuos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Alimentam-se,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;Pois a eternidade não é uma,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;Senão várias!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3249217357701963680?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3249217357701963680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/09/eternidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3249217357701963680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3249217357701963680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/09/eternidade.html' title='Eternidade'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1736721098325582012</id><published>2011-08-30T23:35:00.001-03:00</published><updated>2011-08-30T23:35:42.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Acaso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não importa se andamos com um pé de coelho no bolso, ou se andamos com uma muda de arruda atrás da orelha. Ou se preferir, um chumaço inteiro.&lt;br /&gt;Você pode ter a mania de acordar e não encostar seu pé esquerdo no chão antes do direito. Fugir de escadas abertas no seu caminho, você é especialista. Os gatos pretos, nem se quer se aproximam de você, o que dizer de cruzar a sua frente, certo?&lt;br /&gt;Um espelho jamais caiu de sua mão, pois esse deve ser o objeto o qual segura com mais cuidado. E em seu bolso (não aquele com o pé de coelho, o outro), você carrega uma pequena figa. Na carteira, um raro trevo de quatro folhas, não é?&lt;br /&gt;Mas que diferença isso vai fazer?&lt;br /&gt;Acredita que os acontecimentos ao redor de sua singela vida serão afetados se alguma dessas superstições não for seguida a regra?&lt;br /&gt;Somos menores do que pensa, logo, isso não o poupará de ter um dia de má sorte. Por outro lado, não somos marionetes que caminham no percurso, já pré-determinado, do destino. Somos maiores do que isso.&lt;br /&gt;Estamos numa tênue média dessas coisas, onde o acaso pode interferir nossa rotina e plantar a má sorte naquele dia, quer você saia de casa ou não. Quer você ande com a arruda na orelha, ou não.&lt;br /&gt;Mas quando isso acontecer, quando o seu dia lhe aborrecer, não resgate da gaveta aquele empoeirado chaveiro de pé de coelho. Ao invés disso, lembre-se que o acaso pode estar jogando a nosso favor. O acaso pode nos livrar de passar por algo pior.&lt;br /&gt;E se por acaso você não acreditar no acaso... Bom, nesse caso eu vou rezar. Rezar pela pobre alma dos inocentes coelhos que, mesmo tendo seus pés consigo o tempo todo, não terão sorte de sobreviver com você a solta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1736721098325582012?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1736721098325582012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/acaso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1736721098325582012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1736721098325582012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/acaso.html' title='Acaso'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4168070662286548028</id><published>2011-08-25T10:31:00.000-03:00</published><updated>2011-08-25T10:32:02.556-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Quem pode parar o vento?</title><content type='html'>Quem pode parar o vento?&lt;br /&gt;De soprar,&lt;br /&gt;Do movimento,&lt;br /&gt;De amar,&lt;br /&gt;De um sentimento.&lt;br /&gt;De ser livre do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanentemente insatisfeito.&lt;br /&gt;Mente insatisfeita,&lt;br /&gt;Nunca contenta em descansar&lt;br /&gt;Dúvidas que morrem&lt;br /&gt;E se tornam respostas,&lt;br /&gt;Que se tornam dúvidas.&lt;br /&gt;Como o sangue que não pára de vazar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria por hora parar,&lt;br /&gt;Viver como na fantasia,&lt;br /&gt;Sem precisar explicar,&lt;br /&gt;Ser, estar, e sempre, sempre sonhar&lt;br /&gt;Até onde esse vento puder me soprar&lt;br /&gt;Erguer as velas, e navegar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E morrer,&lt;br /&gt;Como se morre uma dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4168070662286548028?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4168070662286548028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/quem-pode-parar-o-vento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4168070662286548028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4168070662286548028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/quem-pode-parar-o-vento.html' title='Quem pode parar o vento?'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1870067550596529771</id><published>2011-08-23T22:58:00.002-03:00</published><updated>2011-08-23T22:58:56.839-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Dono da razão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que é que aquele velho sabe? Ele sempre está se metendo na minha vida. Risc, risc. Já sou um homem maduro, tenho consciência daquilo que estou fazendo e das decisões que estou tomando. Risc, risc. Trabalhei duro para conquistar tudo que tenho e o suor foi meu. Eu decido o que vou fazer. Risc, risc.&lt;br /&gt;Eu vou seguir em frente com meus acordos e meus negócios, tenho certeza que ganharei mais dinheiro do que já tenho e aí jogarei, com orgulho, essa verdade na cara daquele velho. Risc, risc. Aquele encardido só sabe palpitar. Odeio pessoas intrometidas. Risc, risc.&lt;br /&gt;Perdi minha família e meus herdeiros, não tenho que me preocupar com mais nada além de mim. Se eu corro risco, o problema é meu! Risc, risc. Sempre me deito com a consciência tranqüila, mas aquela maldita voz permanece em meus ouvidos. Risc, risc. E pra piorar, aquele velho babão não consegue nem mesmo falar direito. Afinal, quantos dentes sobraram na sua boca? Risc, risc.&lt;br /&gt;O tempo passou e meus negócios não prosperaram como eu imaginei. Não tem coisa pior nesse mundo do que ouvir aquele idiota dizer: “Eu falei!”. Risc, risc. O ancião tinha razão, mas foi pura sorte. As chances eram 50-50. Apostei que daria certo, e o babaca fez questão de me contrariar dizendo que não daria. Risc, risc.&lt;br /&gt;A única propriedade que me restou foi a velha fazenda que pertenceu a ele. Na verdade, acho que foi ele quem construiu essa espelunca que está a ponto de despencar. Risc, risc. Eu nunca odiei tanto uma pessoa como odeio esse velho intrometido. Se existe alguma coisa no mundo que possa trazer azar para alguém, essa coisa é a múmia ambulante que está no quarto ao lado. Risc, risc.&lt;br /&gt;Estou aqui pensando... Sou tão azarado que esse velho, mesmo estando com um pé na cova, vai viver mais do que eu. Risc, risc. Eu poderia mudar isso, sei disso. Mas eu aposto o coração que bate no meu peito que se eu falasse que viveria menos do que ele, o maldito se jogaria do penhasco apenas para ter a razão, como sempre teve. Risc, risc. Ele faria isso e gritaria, “você se enganou de novo!”. Eu não suportaria.&lt;br /&gt;Então, dessa vez eu não deixarei que ele seja o dono da razão. Risc, risc. Pelo menos uma vez em minha vida vou tomar uma decisão que ele não terá como me contrariar e ainda por cima sair com razão. Risc, risc. Hoje, esse velho otário vai ver só. Quem ele pensa que é? Risc, risc. O que é que ele pensa que sabe? Ele não sabe de nada!&lt;br /&gt;Ele pode ser mais experiente, ele pode ter vivido mais tempo do que eu. Pode até mesmo já ter passado por tudo que eu passei e ter aprendido com isso. Risc, risc. Mas isso não lhe dá o direito de palpitar e contrariar minhas decisões. Ainda por cima, teima em estar certo quando me repreende. Risc, risc. Hoje eu acabo com ele.&lt;br /&gt;Passo o dedo pela lâmina. Risc, risc. Sim, está extremamente afiada. Risc, risc. Corto aquela maldita língua junto com suas sempre-certas-decisões. Risc, risc. Aproximo dele e não faço a menor questão em me esconder, a decisão é minha e ele não pode me contrariar. Risc, risc. Hoje, sou eu que tenho a razão. Ele vai morrer.&lt;br /&gt;- Você vai me matar – ele afirmou com a voz calma e cuspida entre as gengivas banguelas.&lt;br /&gt;Aquilo me congelou, paralisou meu sangue e me deixou desconcertado. Maldição! Que velho filho da puta! Eu não posso deixá-lo morrer tendo razão. Risc, risc. Confiro a lâmina e o fio está mais afiado do que nunca. Risc, risc. Penso por alguns instantes e por fim dou uma gargalhada. Risc, risc. Os olhos castigados pela catarata se arregalam ao ver a lâmina passando pelo pescoço em um movimento rápido e decidido.&lt;br /&gt;Minha visão começou a ficar turva, senti o sangue escorrendo pelo extenso corte que fiz, o ar não chegou mais em meus pulmões. Quase não senti dor, pelo contrário, senti a melhor sensação da minha vida. Dessa vez ele não teve razão. Hoje, eu morri com a razão!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1870067550596529771?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1870067550596529771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/dono-da-razao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1870067550596529771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1870067550596529771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/dono-da-razao.html' title='Dono da razão'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-9026403791141965511</id><published>2011-08-18T16:58:00.001-03:00</published><updated>2011-08-18T17:00:20.414-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Aonde Fica a Vida</title><content type='html'>Aonde fica a vida?&lt;br /&gt;Quando conhecemos alguém,&lt;br /&gt;E o que importa é o passado&lt;br /&gt;Remoído e remexido&lt;br /&gt;Magoado e expelido&lt;br /&gt;Relembrado muito além.&lt;br /&gt;E o que importa é o futuro&lt;br /&gt;Planejado como deve&lt;br /&gt;Com sonhos que se atrevem a dizer&lt;br /&gt;Que já são reais.&lt;br /&gt;Sonhos em cima do muro,&lt;br /&gt;Num cai não cai,&lt;br /&gt;Sem saber se podemos pegá-los&lt;br /&gt;Se podemos suportá-los&lt;br /&gt;Sem o agora.&lt;br /&gt;Agora já virou passado,&lt;br /&gt;E quando não cuidado,&lt;br /&gt;Agora não existe mais.&lt;br /&gt;São os sonhos que escorrem pelos olhos&lt;br /&gt;E caem direto no ralo.&lt;br /&gt;E vão.&lt;br /&gt;É vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-9026403791141965511?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/9026403791141965511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/aonde-fica-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9026403791141965511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9026403791141965511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/aonde-fica-vida.html' title='Aonde Fica a Vida'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1357243051849322329</id><published>2011-08-16T19:53:00.002-03:00</published><updated>2011-08-16T20:01:17.064-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Um segundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O dia está agradável. O ar está poluído, mas essa é minha realidade. Nada para fazer e nada para pensar. Tudo parece estar no devido lugar, como se as coisas tivessem sido planejadas. Sinto-me bem. Sinto-me bem.A cidade consome meu tempo, mas não hoje. Não hoje! Caminho nas ruas e observo o movimento. Não posso perder nada, pois no segundo seguinte tudo estará acabado. Tropeço na rua, gargalho sem motivo. Pareço estar em um roteiro de filme, ou então, animando um quadro pendurado na sala de estar.&lt;br /&gt;Sinto o cheiro do ar, que preenche meus pulmões e alimenta minha alma. E é nesse momento em que planejo desaparecer. Inspiro.Expiro. Um segundo e tudo estará acabado.Abro meus olhos e volto para a dura realidade, nessa maldita cama de hospital!&lt;br /&gt;Então eu lhe pergunto: se esse segundo fosse a sua vida, o que você faria?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1357243051849322329?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1357243051849322329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/um-segundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1357243051849322329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1357243051849322329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/um-segundo.html' title='Um segundo'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1717464951469126123</id><published>2011-08-09T03:21:00.000-03:00</published><updated>2011-08-09T03:21:00.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Chata</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre vai ter aquele dia, em que levantamos com o pé esquerdo. Vamos abrir os olhos, olhar para o ambiente que nos cerca e sentir que aquele não será um dos melhores dias. Ou então, você levanta com o pé direito mesmo, olha ao redor e não vê nada de errado. Mas os fatos ao longo do dia, o tornam maçantes, insuportáveis e transformam o seu humor.&lt;br /&gt;Existem formas e formas de demonstrar o nosso aborrecimento com o mundo. Alguns preferem se calar, se isolar, ficando distante de tudo e todos. Outros se tornam agressivos e violentos. Mas você não chega a ser nenhum desses casos. Você é o do tipo que fica de testa franzida, e insatisfeita com coisas que, em outro momento, não a fariam ficar. Em momentos como esses, você se irrita com as coisas que não acontecem conforme o esperado, mesmo isso não sendo sua culpa ou de ninguém mais. As palavras precisam ser medidas para não lhe causar mais aborrecimento, ou uma briga desnecessária. Seu pensamento fica distante e as vezes você parece ter partido junto dele.&lt;br /&gt;Por outro lado, você se torna carente. Mesmo medindo as palavras, ainda consigo tirar sarro de você. E é incrível como você fica atraente até com a testa franzida.&lt;br /&gt;Não importa se leva um, dois ou três dias. Não importa quão intenso é o seu aborrecimento. Só existe um fato nisso tudo. Ou melhor, dois. Um deles é que, as vezes, você realmente fica chata. Mas o outro é que, mesmo chata você continua sendo linda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1717464951469126123?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1717464951469126123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/chata.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1717464951469126123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1717464951469126123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/chata.html' title='Chata'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-617293139375197905</id><published>2011-08-02T00:41:00.000-03:00</published><updated>2011-08-02T00:42:21.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>O tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu posso fazer qualquer coisa. Sempre sonhei em voar, ou em poder fazer a luz brilhar em meus olhos. Sempre quis transpassar as paredes, ou provocar arrepios e suspiros nas mulheres que amei. Sempre pensei em ouvir seus segredos, e descobri se havia algo sobre mim.&lt;br /&gt;Sonhei em fazer o bem, em estar do lado certo. Lutando a favor do planeta, fazendo o bem. Sempre o bem. Sempre quis tirar o sofrimento das pessoas, sempre desejei a paz. Hoje, ela é tatuada em meu braço direito. Meu sonho se realizou e sou capaz de livrar o sofrimento das pessoas. Trago a calma e a serenidade.&lt;br /&gt;Sorrio ao ver crianças, e me emociono em ver a luta que muitos fazem a favor do bem. Eles lutam do mesmo lado que eu. São meus irmãos.&lt;br /&gt;Hoje eu vejo dois sóis. O segundo é aquele que brilha dentro do meu peito. O mundo desaba sobre a cabeça de muitos e poucos se esforçam contra isso. Eu tenho a força de toda a humanidade junta, mas eu não consigo suportar o peso de tudo. O mundo cai sobre mim e me sinto tão fraco.&lt;br /&gt;As pessoas passam diante de meus olhos. Elas andam depressa e não reparam em mim. Mesmo eu estando semi-invisível para seus olhos. Os anos passam e as pessoas não percebem isso. Elas esquecem de abraçar seus amigos, seus filhos e esquecem de dizer ‘obrigado’.&lt;br /&gt;O mundo corre e ninguém percebe que o tempo passa. Seus filhos não são mais crianças e seu cachorro não mais verá um novo ano. Aquele telefonema que deixou de dar, pode lhe custar caro. Pode lhe custar muito caro. E por deixar as coisas pra depois, elas lamentam e rogam para o tempo, para que ele volte.&lt;br /&gt;Cultivo toda a bondade e procuro fazer o melhor. Mas minhas asas estão cansadas, não consigo mais voar tão rápido quanto antes. Não sei mais como lidar com isso. Tento estar ao seu lado e lhe soprar as palavras certas para que faça o bem. Mas eu preciso estar ao lado dela, dele, e daquele outro; e daquela outra. Preciso ajudar aquele senhor que não parou de fumar; preciso guiar a mão daquele médico que faz uma delicada cirurgia, mesmo depois de ter perdido o filho em um acidente de carro.&lt;br /&gt;Vejo uma linda árvore e penso em descansar. Mas não posso, pois tenho que salvar aquelas baleias; estão sendo caçadas e exterminadas. Preciso acalmar aquele assaltante, ele pode cometer um assassinato por causa de uma maçã. Mas me sinto cansado, preciso dormir.&lt;br /&gt;Sei que se eu fechar os meus olhos, não os abrirei mais. Mas é preciso. Tudo aquilo que sonhei, conquistei; por tudo que almejei, lutei. Mas não consegui terminar com todos os problemas; o tempo passa e ele não passa apenas para os humanos. Minhas asas estão cansadas e o brilho que eu emitia dos meus olhos, não mais tem a intensidade de antigamente. Existem coisas que nunca irão mudar. E pra essas, eu não posso fazer nada.&lt;br /&gt;Serei substituído, eu sei disso. E fico feliz em saber que outro anjo continuará o meu trabalho. Lamento ter que me entregar à escuridão, adoraria ver o mundo se reerguer. Adoraria ver o homem se tornar àquilo que sempre deixou de ser – um ser humano.&lt;br /&gt;Agora fecho meus olhos e sob uma maravilhosa árvore, descanso; repouso. Fecho meus olhos e deixo livre meu posto. O tempo por mim passou e é a vez de outro continuar o meu trabalho. Deixo para uma outra pessoa, que assim como eu, desejou ser um anjo e desejou fazer o bem. Deixo o tempo para quem deseja fazer a paz. E assim como eu, a carrega em seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-617293139375197905?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/617293139375197905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/o-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/617293139375197905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/617293139375197905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/08/o-tempo.html' title='O tempo'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-7003400146142206306</id><published>2011-07-26T22:49:00.000-03:00</published><updated>2011-07-26T22:55:39.962-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Meu espaço</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Já foi dito pelos físicos e demais observadores curiosos: dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Mas isso não é nenhuma novidade, aprendemos no colégio.&lt;br /&gt;E o que dizer de apenas um corpo? Ele deveria ocupar o seu lugar no espaço, e nada mais. Uma observação simples e pouco complexa de ser fazer. Nenhum conhecimento avançado na física é exigido para se afirmar ou concordar com tal raciocínio.&lt;br /&gt;Porém as coisas podem se tornar mais complexas do que realmente são. O corpo, dotado de massa, possui seu peso, volume e, conseqüentemente, assume seu lugar no espaço. Mas quem disse que somos feitos apenas disso?&lt;br /&gt;Estudos e pesquisas já comprovaram, nosso peso é composto por mais coisas, não apenas massa física. Através de balanças atômicas especialmente desenvolvidas para esse propósito, a ciência já provou: nossa alma pesa 21 gramas. Exato! Pode parecer bobagem, mas é verdade. Foi comprovado que o ser humano, após falecer, perde 21 gramas inexplicavelmente (até esse estudo vir a publico). Não se trata do último suspiro, mas sim depois disso. Trata-se da ciência provando tal argumento.&lt;br /&gt;Além disso, foi comprovado que alguns sentimentos, quando sentidos de maneira intensa, podem provocar alterações no volume do nosso corpo. Pessoas que, momentaneamente, sentem uma profunda angústia, ou sentimento de depressão, apresentaram perda no volume corpóreo de 0,38% em relação ao estado normal. Assim como, as pessoas que foram submetidas a grande sensação de alegria, expandiram seu volume em aproximadamente 0,41%.&lt;br /&gt;São dados científicos, principalmente numéricos, capazes de embasar estudos e pesquisas que comprovam teorias que nunca imaginamos. Ou talvez, imaginamos, mas tratamos como sentido figurado. Pois nem sempre temos números para preencher relatórios e tirar tais conclusões.&lt;br /&gt;E é por isso que eu devo procurar a ciência e alguns desses cientistas. Pois vivo, há certo tempo, sob uma condição em que seria facilmente objeto de estudo. Vivo momentos de intensa felicidade. Uma alegria tamanha que invade meu corpo e me faz sentir como se estivesse esticado, repuxado. Meu corpo está retesado e não consigo conter tamanha felicidade. Não tenho números, mas agora acredito nesses estudos.&lt;br /&gt;O amor que sinto por você, não cabe em mim! Meu corpo requer mais espaço...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-7003400146142206306?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/7003400146142206306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/07/meu-espaco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7003400146142206306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7003400146142206306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/07/meu-espaco.html' title='Meu espaço'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3027415589404792509</id><published>2011-07-12T03:10:00.000-03:00</published><updated>2011-07-12T03:10:02.539-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Um péssimo dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Algumas vezes, levantamos da cama com aquela sensação de que deveríamos permanecer lá, o dia todo. Algo nos sopra no ouvido, algo tenta nos impedir, mas mesmo assim não damos atenção.&lt;br /&gt;As coisas que menos gostaria que acontecessem, irão acontecer. Aquilo que mais temia, vai acontecer. Seus medos, receios e preocupações escapam de sua mente e habitam o mundo real como se fosse a coisa mais normal. E isso, acaba com o seu dia.&lt;br /&gt;Você volta pra casa, sentindo como se nada de bom pudesse acontecer. Aliás, não aconteceu mesmo. A sua única vontade é de deitar a cabeça no travesseiro, esquecer desse dia e acordar sem nenhuma lembrança do que aconteceu. Começar de novo.&lt;br /&gt;O dia foi tão ruim, que isso transborda de você em gestos, palavras e atos que não são habituais de sua pessoa. Esse era um ótimo dia para você ficar em casa, mas você não ficou. E com isso, ele passou a se tornar um péssimo dia.&lt;br /&gt;Mas no fim, quando você está a ponto de dormir e dar por encerrado a angústia e o sofrimento do dia de hoje, ela aparece. Ao se aproximar de você, ela te abraça e alheia a sua dor, o conforta. Ignora seus medos e garante estar ao seu lado, não importa quão ruim tenha sido o dia. Agora, não sei o que você vai fazer. Seu dia foi péssimo e tudo que queria era gritar isso bem alto, mas você não pode mais fazer isso... Ela veio, e estragou tudo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3027415589404792509?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3027415589404792509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/07/um-pessimo-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3027415589404792509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3027415589404792509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/07/um-pessimo-dia.html' title='Um péssimo dia'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3590463677151720795</id><published>2011-07-05T02:23:00.000-03:00</published><updated>2011-07-05T02:23:01.596-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Um bom dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu costumo me sentir cansado e um pouco triste. Quando levanto pela manha, costumo sentir frio e um pouco sozinho. Quando a noite cai, eu costumo me sentir perdido e com um pouco de medo.&lt;br /&gt;Mas sabe, eu continuo em frente, pois durante o resto do dia eu me sinto forte. Sinto que eu sou capaz de conseguir. Eu já estou me acostumando com isso. Estou começando a me conhecer.&lt;br /&gt;Ainda sento na varanda, sinto tudo isso ao mesmo tempo e nessas horas eu desejo conhecer mais de mim mesmo do que já conheço. Não importa se eu estou isolado do mundo, eu me sinto esperançoso.&lt;br /&gt;Pois eu sei que durante o dia eu vou ser forte o bastante para seguir em frente. Falo sozinho, sento na varanda e sei que eu posso dar conta. Não é tão difícil.&lt;br /&gt;Eu estou suportando tudo isso, pois já estou acostumado. Sempre que eu falo sozinho e sento na varanda, sinto a luz do sol e percebo que ela nunca foi tão brilhante quanto naquele momento.&lt;br /&gt;É quando isso acontece que eu lembro de você e percebo, que estou tendo um bom dia! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3590463677151720795?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3590463677151720795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/07/um-bom-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3590463677151720795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3590463677151720795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/07/um-bom-dia.html' title='Um bom dia'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2762125797042897738</id><published>2011-06-28T03:02:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T03:02:00.499-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Não ligo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não adianta chorar, insistir ou espernear. Não perca seu tempo sentada na poltrona, sofá ou ao lado do criado mudo com os olhos pregados no telefone. Você pode usar as técnicas do “segredo” e tentar mudar o universo com a mente, mas se o telefone tocar, tenha certeza; saiba de antemão, que não sou eu do outro lado da linha.&lt;br /&gt;Você já pediu uma, duas, três centenas de vezes. Já gastou presente de aniversário, natal e dia dos namorados pedindo um telefonema. Você já simulou um acidente, uma emergência e até “matou” alguns parentes para ver se eu ligava. Nada disso adiantou. O telefone não tocou.&lt;br /&gt;Você me liga com certa freqüência e toda vez que vejo você ligando, o sorriso rasga o meu rosto e transbordo de alegria. Adoro ouvir sua voz, sinto saudade da sua presença constantemente. Quando me liga, essa saudade diminui, assim como a falta que sinto de você. Quando não posso te abraçar, adoro ouvir sua voz.&lt;br /&gt;Mas não adianta fingir que está sem crédito, ou simular um baixo sinal. Se por acaso você entrar no túnel, ou se enfiar no mais profundo subsolo de um shopping ou estacionamento, nós dois sabemos que o túnel irá acabar em algum momento, assim como você voltará à superfície depois de passar pelo subsolo. E quando isso acontecer, você pode me ligar novamente. Pode não, deve! Pois sinto sua falta. Sua voz me tranqüiliza e me faz bem.&lt;br /&gt;Não entenda mal as minhas palavras, o que sinto por você é mais forte do que qualquer outra coisa. Eu só não vou te ligar. Prefiro pegar meu carro e ir ao seu encontro.&lt;br /&gt;Mas quero que saiba de uma verdade. Meus dedos coçam, minha garganta seca e minhas mãos ficam molhadas. É assim que me sinto o dia inteiro, na constante angústia e ânsia de pegar o telefone e te ligar. Sim, é verdade. Pois eu sinto sua falta e quero ouvir sua voz. Mas não quero me tornar um cara chato. Sei lá. É isso que passa na minha cabeça. É por isso que eu não ligo. Pois sei que você sente o mesmo e vai acabar ligando.&lt;br /&gt;Mas no dia que você for mais forte; no dia em que você conseguir resistir ao aperto da saudade que pressiona o nosso peito... O dia em que você não me ligar, admito que eu não serei forte o bastante para suportar.&lt;br /&gt;Nesse dia, eu vou pegar o telefone e matar a saudade que sinto discando o seu número.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2762125797042897738?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2762125797042897738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/nao-ligo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2762125797042897738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2762125797042897738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/nao-ligo.html' title='Não ligo!'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1980211695469772914</id><published>2011-06-21T21:11:00.001-03:00</published><updated>2011-06-21T21:12:39.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Homem de Valor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos nós, seres humanos, temos uma vida cheia de histórias para contar. Nosso dia-a-dia, a cidade em que vivemos, as pessoas que conhecemos, tudo nos coloca em situações das quais marcam a nossa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci nessa metrópole e aprendi a viver nela; outros aprenderam a sobreviver nela, e muitos, morreram nela. Eu não morri, nem mesmo sobrevivi. Eu apenas vivi – e ainda vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudei até a sexta série e mesmo assim atuei em diversas profissões. Fui segurança, fui vendedor, fui empresário, fui engenheiro e cozinheiro. A lista seria muito maior se tivéssemos espaço; a lista seria muito menor se eu tivesse cursado uma faculdade. Em nenhuma dessas profissões eu fui funcionário; sempre fui o dono do meu próprio negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve estar se perguntando como consegui tudo isso sem estudo, não é? Digo-lhe que para se viver nessa cidade é preciso se esforçar, é preciso aprender a viver e não a sobreviver. Irei dizer como vivi nesses empregos que passei. Mostrarei a vocês como criei os meus valores sem ter estudo adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casei cedo e o nascimento de meu filho fez com que eu buscasse uma forma de sobreviver nessa enorme cidade. Com o pouco dinheiro que tinha, eu comprei material de construção e ergui a minha casa. Não tive ajuda, nunca fui instruído, mas fiz minha casa e me orgulho em dizer que ela ficou estável, segura. Mesmo com as terríveis chuvas que freqüentemente destroem casas, ela permaneceu de pé. Firme. Hoje, muitos anos se passaram, e a cada novo dia eu afirmo com orgulho: “Sou um engenheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava de dinheiro para sustentar minha família, e como eu não tinha trabalho e nem qualificação decidi fazer o meu próprio dinheiro ao invés de arranjar um emprego. É importante dizer que nunca roubei. Não seria capaz de fazer algo desse tipo. Comecei a freqüentar o parque do Ibirapuera, e próximo das entradas eu me oferecia para cuidar dos carros. Algumas vezes consegui impedir os veículos de tomarem multa dos ‘marronzinhos’, e alegro-me em dizer que cheguei a evitar um assalto. Naquele dia eu me senti um herói, mas eu era apenas um segurança. Apenas um segurança de carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em agregar valores e tentar conseguir dinheiro de uma forma que não fosse tão ‘fácil’, tão ‘cômoda’. Queria me aproximar das pessoas, ter novos desafios. Comecei a comprar água e refrigerantes a preço de atacado e a revendê-los no interior do parque. Aquilo fez com que eu tivesse um maior contato com as pessoas e fez com que eu ficasse satisfeito. Aprendi a lidar com o dinheiro, aprendi a negociar e a dar descontos. Aprendi a ser educado, a sorrir e a ganhar clientela com esses diferenciais. Eu tinha me tornado em um vendedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa se contagiou com meu contínuo sucesso profissional e com os valores que eu agreguei em minhas características pessoais. Ela notou que eu tinha me tornado em uma pessoa melhor e quis o mesmo para si. Aprendemos juntos a cozinhar e a preparar diferentes tipos de comida. Fizemos lanches, doces e salgados para vender. Nossos pontos de atuação se tornaram mais abrangentes e além do parque do Ibirapuera atuamos no parque Dom Pedro, concorrendo com barracas que ofereciam hot-dog com duas salsichas por preços realmente baixos. Vendemos ao lado de eventos, de festas, de shows e de qualquer outro lugar que pudesse render algum lucro. Nós já éramos cozinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante dizer que nessa época eu já não mais sobrevivia. Mesmo tendo um filho para criar e contas atrasadas para pagar, eu tinha meu lar e eu criei a minha profissão, eu construí uma família. Eu soube ser uma pessoa feliz com tudo aquilo que aprendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo à famosa 25 de março eu abri o meu negócio e me tornei um empresário. Tinha uma pequena barraca na rua e vendia inúmeras coisas. Sofri com investidas da polícia, e me iludi com as promessas dos políticos, mas mesmo assim eu passei por isso. Passei vivendo a vida nessa grande cidade e não sobrevivendo a ela, como muitos outros que tiveram uma história parecida com a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual é a diferença entre viver e sobreviver? É o quanto você leva consigo das experiências que teve. Não trouxe comigo apenas os conhecimentos profissionais que adquiri ao longo dos anos. Eu trouxe amigos, eu trouxe clientes, eu trouxe sorrisos e boas lembranças. Trouxe experiência, e com isso tudo eu consegui dar alimento, teto e carinho para meu filho e minha esposa. Eu encontrei dificuldades ao longo da vida, e a todas elas superei. E tive que superar na mesma velocidade alucinante que rege o tempo nessa cidade que não dorme. Eu vivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei mencionar os reparos nos encanamentos, no cabeamento elétrico e nos inúmeros serviços gerais que prestei na região que moro. Não irei relatar o quanto me orgulhei ao poder ensinar alguns amigos a ler. Nem será preciso dizer que os móveis da minha casa foram construídos por mim mesmo com a utilização de ferramentas emprestadas. Numa outra oportunidade contarei como consegui atender todas as exigências de uma criança sem torná-la em uma criança mimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas as histórias, foram muitas dificuldades. Mas para cada uma delas, eu tenho um final feliz e isso não importa o quanto tive que lutar para que chegasse em um final feliz. Às vezes o meu trabalho não é reconhecido, mas eu sempre estive perto das pessoas de maiores poderes aquisitivos; mesmo estas não me notando. A cidade de São Paulo é uma mãe bondosa que abriga de braços abertos gente de todos os tipos. Eu sou uma delas e não teria vivido se não fosse aqui. Se fosse outro lugar, talvez eu teria sido mais um que sobreviveu a uma grande cidade; ou mais um que morreu na mesma. Mas uma coisa é certa, essa cidade não seria melhor sem os profissionais liberais. Não seria possível viver nessa cidade se não fossem os vendedores, os seguranças, os cozinheiros, os engenheiros, os marceneiros e os empresários. Essa cidade não seria a mesma se não tivesse homens de valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu não mais administro o meu negócio, mas estou com a minha mente trabalhando ativamente. Aprendi a dar valor para as coisas e com isso, aprendi a ter valor. Sou um homem de valor e estou juntando a minha criatividade com os inúmeros recursos e oportunidades que essa São Paulo me oferece para saber qual será minha especialidade de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me senti um desempregado em nenhum momento da minha vida, pois sempre lutei para conseguir as coisas sem depender dos outros, e de uma forma honesta. Eu sou um homem de valor, e com minha criatividade eu estudo, planejo e me preparo, pois amanhã, eu posso ser aquilo que eu quiser...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1980211695469772914?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1980211695469772914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/homem-de-valor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1980211695469772914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1980211695469772914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/homem-de-valor.html' title='Homem de Valor'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5177045574140235788</id><published>2011-06-14T06:25:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T06:25:00.279-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Preço de um pedido</title><content type='html'>"Acho que sou feliz,&lt;br /&gt;pois conquistei as coisas&lt;br /&gt;que sempre desejei.&lt;br /&gt;Que sempre sonhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver você,&lt;br /&gt;me realizo.&lt;br /&gt;E pelo seu olhar,&lt;br /&gt;me hipnotizo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se precisar de paz.&lt;br /&gt;Se precisar de amor.&lt;br /&gt;Se precisar de segurança,&lt;br /&gt;eu lhe darei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dormir,&lt;br /&gt;irei te vigiar.&lt;br /&gt;Quando sorrir,&lt;br /&gt;irei te observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trarei-lhe a calma,&lt;br /&gt;e a confiança.&lt;br /&gt;E se também quiser,&lt;br /&gt;darei-lhe a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta querer.&lt;br /&gt;Basta pensar.&lt;br /&gt;Eu te ouvirei,&lt;br /&gt;não precisa me chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pedir o meu carinho.&lt;br /&gt;Se pedir o meu afeto.&lt;br /&gt;Se pedir pelo meu ombro,&lt;br /&gt;chorarei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pedir para,&lt;br /&gt;que eu seque suas lágrimas,&lt;br /&gt;ou que a abrasse forte.&lt;br /&gt;Não resistirei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou chorar.&lt;br /&gt;Vou gritar.&lt;br /&gt;Vou odiar,&lt;br /&gt;aquilo que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode ser possível,&lt;br /&gt;um anjo da luz amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou me odiar.&lt;br /&gt;E se possível,&lt;br /&gt;acabar com tudo.&lt;br /&gt;Apagar minha luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para poder te abraçar.&lt;br /&gt;Só para poder te tocar.&lt;br /&gt;Só para sentir em você,&lt;br /&gt;a vida que não existe em mim!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5177045574140235788?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5177045574140235788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/preco-de-um-pedido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5177045574140235788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5177045574140235788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/preco-de-um-pedido.html' title='Preço de um pedido'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2700567889329261212</id><published>2011-06-07T21:32:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T21:34:21.520-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Crianças a se pensar</title><content type='html'>"Levanto durante a madrugada.&lt;br /&gt;Entro em nosso quarto&lt;br /&gt;e verifico se continua dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto para a sala.&lt;br /&gt;Recolho os cacos de vidro,&lt;br /&gt;e coloco os móveis de volta em seus lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças estão dormindo,&lt;br /&gt;e eu dou mais um passo em direção a porta.&lt;br /&gt;A cada nova briga,&lt;br /&gt;eu avanço um novo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem desafios a serem superados.&lt;br /&gt;Existem duas crianças para se pensar,&lt;br /&gt;e por elas eu ainda não alcancei a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã você irá se arrepender,&lt;br /&gt;de tudo que disse e fez.&lt;br /&gt;É sempre assim que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos copos serão comprados,&lt;br /&gt;e os móveis serão consertados.&lt;br /&gt;Mas a cada nova briga,&lt;br /&gt;eu avanço um passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças estão dormindo,&lt;br /&gt;você não pensa nelas?&lt;br /&gt;Existem duas crianças para se pensar,&lt;br /&gt;e por elas eu ainda não alcancei a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por elas que eu continuo aqui..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2700567889329261212?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2700567889329261212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/criancas-se-pensar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2700567889329261212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2700567889329261212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/06/criancas-se-pensar.html' title='Crianças a se pensar'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-458887876470476367</id><published>2011-05-31T02:30:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T02:30:00.960-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Palhaço sem graça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele era conhecido por muitas pessoas da região que passavam por aquelas bandas. No parque, podia ser encontrado todos os finais de semana. Mas ele não era simplesmente encontrado, era procurado. As pessoas visitavam o parque por causa dele, queriam vê-lo, queriam se divertir com suas peças e apresentações.&lt;br /&gt;Ninguém sabia o seu nome, ele se apresentava apenas como ‘palhaço’. Algumas crianças o chamavam de ‘tio’, isto é, quando estavam em condições de falar, na maioria das vezes ficavam tão surpresas e felizes, que não tinham reações. A admiração era marca no rosto de todos ao término de cada apresentação.&lt;br /&gt;Mágicas, malabarismo e as normais palhaçadas fazem parte do show, mas a arma especial do seu espetáculo se chama: carisma. Ele tinha um incrível dom de cativar as pessoas de uma forma como ninguém mais poderia. Talvez fosse a pintura em seu rosto em que lágrimas escapavam do seu olho direito, ou então seria seu tom de voz tímido no início de cada apresentação. Seria então o seu sorriso sincero? Não importa. O fato é que o palhaço fazia as pessoas felizes. Não importando a idade; fosse adulto, idoso ou criança, todos paravam seu passeio no parque para ouvir suas piadas e suas palhaçadas. Ele era o máximo!&lt;br /&gt;Alguns afirmavam que seu breve espetáculo podia curar pessoas. O breve olhar de seu rosto tão carregado de maquiagem quanto de sonhos e emoções, seria capaz de espantar a dor. Seria ele um messias? Posso afirma que não, ele é apenas um palhaço. Mas um palhaço capaz de fazer coisas que um ser humano comum não consegue. Um homem com o incrível talento de fazer as pessoas felizes. Mas ele lamenta. O palhaço é um homem só, pois a pessoa mais importante na sua vida, ele não foi capaz de fazer feliz... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua ex-mulher.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-458887876470476367?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/458887876470476367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/palhaco-sem-graca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/458887876470476367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/458887876470476367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/palhaco-sem-graca.html' title='Palhaço sem graça'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-9185251583701039197</id><published>2011-05-24T02:24:00.000-03:00</published><updated>2011-05-24T02:24:00.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Terra dos homens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não tenho muito tempo para pensar, nem mesmo para falar. Quando me dou conta, estou rasgando o céu. Percorrendo a imensidão que separa o mundo dos homens do mundo das nuvens.&lt;br /&gt;Percorro o trajeto, olhando para baixo. Sinto o vento tentar me impedir de chegar ao meu destino, mas ele nunca foi capaz disso. Vez ou outra consegue me tirar da trajetória, mas nunca me impedir. Afinal, somos muitas e sempre viajamos juntas.&lt;br /&gt;Para alguns, trago a esperança e a purificação. Para outros, trago a desgraça e a inundação. Para alguns, venho para matar a sede; mas para outros venho para afogar e arrastar o que eles chamariam de ‘sonho’.&lt;br /&gt;Não sou vilã, não tenho muita escolha. Quando me dou conta, já estou percorrendo minha curta vida. Ora arrasando lares, ora salvando vidas.&lt;br /&gt;Mas o que ninguém pára para pensar, é que meu fim é trágico e minha vida termina no momento em que chego ao ponto mais profundo – na terra dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-9185251583701039197?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/9185251583701039197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/terra-dos-homens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9185251583701039197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9185251583701039197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/terra-dos-homens.html' title='Terra dos homens'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5894756107695617638</id><published>2011-05-17T22:01:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T22:02:14.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Papel de pão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não importa onde vai ser. Pode ser de pé no metro apertado, naquele empurra-empurra que só quem está no meio sabe o que é. Ou então, pode ser sentado, naquele pula-pula do ônibus que trafega pelas planas e límpidas ruas de São Paulo.&lt;br /&gt;Você já imaginou a mais linda e romântica poesia, capaz de fazer seu coração bater acelerado e as lágrimas correrem de seus olhos? Talvez, tenha lido e sentido isso e não apenas imaginado. Mas então, imagine o autor no momento de sua criação. Ele pode ter escrito na mesa do jantar, ao lado de um prato de lasanha, derrubando molho na camisa e cuspindo queijo ralado enquanto fala. Sim, eu sei que isso não soa poético, mas pode ser verdade.&lt;br /&gt;Pense naquela música que marcou o seu primeiro beijo. Ou então, a música tema que escolheu para seu casamento. Estaria o autor da música sóbrio quando a compôs? Não poderia ele estar drogado, cercado de seringas ou com pó no canto do nariz? Vai saber...&lt;br /&gt;A questão é... o importante para um escritor e sua obra, não é o momento em que ela foi criada. Não importa o que o escritor está sentindo. O importante é: o que a obra dele vai proporcionar a você? O importante é: quão intensa será a sua leitura?&lt;br /&gt;Não importa se escrevi isso num dia de chuva, de pé na cozinha ou deitado no meu quarto. Não faz diferença alguma se escrevi isso sentado na privada ou em papel de carta. Não importa a ocasião, o texto pode ser escrito até mesmo no papel de pão. Cabe a nós, escritores, proporcionar um texto que mexa com o seu leitor. Que mexa com você. E isso é o que nos faz continuar escrevendo; faça chuva, faça sol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5894756107695617638?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5894756107695617638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/papel-de-pao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5894756107695617638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5894756107695617638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/papel-de-pao.html' title='Papel de pão'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4356419177801682174</id><published>2011-05-10T03:34:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T03:34:00.646-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Você me ouviu...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há momentos em que não podemos tomar nossas próprias escolhas. Em certas vezes, precisamos fazer coisas que lamentamos e que nos fazem ficar com o peito apertado. Aquele dia estava chegando e nós dois sabíamos disso.&lt;br /&gt;Os últimos dias foram estranhos, como se você me culpasse por aquilo que estava acontecendo, e eu... culpando a mim mesmo por ter acatado uma decisão que não foi a minha. Parecíamos dois inimigos, pouco nos falávamos. Desperdiçávamos momentos preciosos que poderíamos estar juntos.&lt;br /&gt;A despedida foi fria, aquela mágoa não lhe permitia agir normalmente comigo. Um rápido abraço, um beijo no rosto e mal tive tempo de dizer algo e logo você já tinha se enfiado para dentro do carro. Eu disse: “Você vai ficar bem. Eu vou, mas eu vou voltar! Confie em mim!”.&lt;br /&gt;Não sei se me ouviu.&lt;br /&gt;Não foi difícil para eu imaginar o que aconteceria com você nesse meio tempo. Isolou-se do mundo e se afastou de tudo e todos. Passou a ser uma pessoa mais agressiva e de paciência curta, mesmo não sendo essa a sua característica. Na escola, as notas caiam na mesma intensidade em que as reclamações de excesso de violência com o seus colegas aumentava. Você estava a ponto de explodir.&lt;br /&gt;Sempre foi um aluno exemplar, um garoto educado e um orgulho para mim. Eu sabia que ficaria bem, pois meu sangue corre dentro de você. Não importa quão grande seja a sua rebeldia, você ficaria bem.&lt;br /&gt;Depois de três anos do dia em que parti, a aula de física, sua predileta, já não chamava mais a atenção. Sua cadeira, antes no meio da sala, era ocupada por outro aluno mais interessado; hoje você senta no fundo e quando não está dormindo, está distraído com qualquer outra coisa. Os professores chamavam sua atenção, mas você não dava a menor importância. Mas hoje, diante daquela chamada da professora, você pareceu ter despertado. Ela disse: “Miguel, preste atenção! Você vai ficar bem!”. Sua atenção passou a ser totalmente dedicada à professora, que permanecia séria. Você tirou os fones de ouvido, levantou-se da cadeira e ficou encarando aquela mulher. No instante seguinte, ao entrar pela porta eu completei a frase e repeti o que havia dito: “Eu vou, mas eu vou voltar! Confie em mim!”.&lt;br /&gt;Não houve cadeira, mesa, colega ou professora que fossem capazes de te segurar. Você correu; derrubou cadernos, estojos, mesas de alguns amigos e por pouco não derrubou a própria professora. Você lançou-se sobre mim com os braços abertos e os olhos brilhando. O forte abraço não foi o bastante e os soluços do choro fizeram ouvir. Você já era um homem e eu não podia conter o orgulho de voltar para casa. Soluçávamos.&lt;br /&gt;Por mais longe que eu estivesse, por mais difícil que fosse, não haveria nada nesse mundo que me impediria de cumprir uma promessa ao meu filho. Eu fui, mas fiz o impossível para poder voltar. Chorei como uma criança; você me ouviu...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4356419177801682174?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4356419177801682174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/voce-me-ouviu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4356419177801682174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4356419177801682174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/voce-me-ouviu.html' title='Você me ouviu...'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4993282495905938843</id><published>2011-05-03T03:50:00.000-03:00</published><updated>2011-05-03T03:50:00.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Base, chuva e vento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você está caminhando pela estrada encharcada de insegurança e instabilidade. O vento chegou e trouxe com ele a forte tempestade que abala tudo aquilo que parecia estar firme e forte. Os pilares tremeram e a sólida base fraquejou. A água infiltra, o solo amolece e tudo pode vir ao chão.&lt;br /&gt;Eu sigo meu caminho, seguro e estável. Minha base pode fraquejar, mas eu não cairei ao chão. Eu planejo meus passos e vejo além. A água desvia do meu caminho e o vento não chega nem mesmo a ruir na minha janela.&lt;br /&gt;Vejo a tempestade caindo e você debaixo dela. Não irei oferecer-lhe abrigo, nem mesmo farei um único movimento para ajudá-la a ter uma base forte. Meu papel foi outro, mas como o passado não me deixa mentir... Ele foi! Não será mais!&lt;br /&gt;Vou torcer por você, e espero que seja a mais firme construção que a humanidade já viu na vida. Mas terá que fazer isso por você mesmo, sem a ajuda de alguém. É assim que as coisas são, é assim que devem ser.&lt;br /&gt;Não cheguei até o topo apertando o botão do elevador. E também não foi subindo uma longa escadaria que coloquei meus pés no andar mais alto. O caminho é longo e o suor se fundirá com suas lágrimas quando sua humilde e fraca base começar a rachar. Quando construir um sobrado, vai ver que não estava forte o bastante e o tremor das ruas jogará o seu teto ao chão. Vai lamentar muito quando o pequeno edifício de quatro andares se transformar em ruínas, ao notar que não estava forte o bastante para sustentar seu próprio peso. O vento é cruel!&lt;br /&gt;É assim que se chega ao topo, caindo ao chão. É assim que se constrói... destruindo e pondo tudo ao chão. Foi assim que aprendi a formar a minha base, a calcular uma forma de sustentar minhas ousadas ambições. Foi assim que aprendi a vencer a chuva!&lt;br /&gt;Enquanto isso, eu vou ficar aqui. Na cobertura da minha construção observando você chorar e lamentar a sua primeira queda. Não será a última, então trate de erguer essa cabeça. Aprenda com isso, aprenda a levantar, pois antes você estava em uma posição confortável – eu estava por perto. Mas agora, terá que aprender a seguir seu caminho com aquilo que pôde aprender quando estive por perto. Aprenda a se levantar, aprenda a cair. Mas não adianta aprender isso se não aprender a vencer a chuva e ao vento. Eles virão. Sempre virão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4993282495905938843?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4993282495905938843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/base-chuva-e-vento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4993282495905938843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4993282495905938843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/05/base-chuva-e-vento.html' title='Base, chuva e vento'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1967868092379038707</id><published>2011-04-26T02:17:00.001-03:00</published><updated>2011-04-26T02:17:00.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Olhar de Narcizus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu já tinha ouvido falar a respeito daquele par de olhos. Diziam que seu olhar era tão perturbador que até o mais forte e seguro dos homens poderia enlouquecer. Ouvi histórias que afirmavam que aquele era o verdadeiro olhar do desespero, e que seu poder provinha das trevas.&lt;br /&gt;Aquela criatura vivia sozinha, como se fosse um ser humano normal, mas até hoje não é possível dizer se alguém foi capaz de fitar aqueles olhos e sobreviver. Como pode ser possível a existência de algo com o olhar tão cruel, capaz de enlouquecer uma mente e matar?&lt;br /&gt;Já ouvi dizer que uma jovem morreu no exato momento em que seus olhos encontraram os olhos da criatura. Mas a maioria dos relatos se repete de outra forma; o indivíduo fica perturbado, fala bobagens, sua mente é abalada e a insanidade o leva ao suicídio.&lt;br /&gt;Como é possível existir olhar capaz de causar isso? O que haveria de errado com o rosto dessa criatura? Pois não acredito que, de fato, seu olhar seja responsável por tudo isso. Deve existir algo em seu rosto, alguma deformação, talvez. Ou então, ele não teria olhos. Mas, sabe-se que é capaz de enxergar, então isso não faria muito sentido.&lt;br /&gt;Um olhar capaz de deixar uma pessoa insana! Meu Deus, como?&lt;br /&gt;Passei toda a minha vida sabendo dessas histórias e parte dela tendo a certeza de que todas são reais.&lt;br /&gt;Meu nome é Narcizus, filho da sétima casa de K. Sou a criatura humana dona desse olhar que mata as pessoas. Vivo sozinho e vivo sem saber o que há de errado comigo. Mas digo-lhes que eu vivia sem saber... Pois farei algo do qual sei que não deveria, vou olhar meu rosto pela primeira vez e descobrir o que existe nele. Irei relatar o que vou sentir ao me observar e serei breve, pois talvez meu fim seja certo.&lt;br /&gt;Pego o espelho e com os olhos fechados coloco-o diante de mim. Seguro a caneta com firmeza e, por fim, abro os meus olhos. Vejo luz, beleza e segurança. Deus, como meu olhar é puro! Como esse olhar pode matar alguém?&lt;br /&gt;Transmito paz e confiança. Tento tocar o meu reflexo no espelho, quero estar próximo de mim mesmo. Quanta luz! O mundo gira ao redor desse olhar puro. Vejo-me como um anjo mensageiro da felicidade. Meus sentidos vacilam e começo a compreender o contraste do meu olhar com o mundo em que vivemos. Acho que em breve irei perder a consciência. Ainda vejo força, sinceridade; não quero me afastar desse olhar. Mas a escuridão se aproxima; tudo está se acabando.Vejo um perturbador olhar imaculado. Vejo que esses olhos me puxam para um mundo onde a beleza e a paz se tornam perturbadoras. O ser humano não está pronto para isso. A loucura e a insanidade se aproximam de mim, a luz está desaparecendo. Não vejo nada! Não vejo nada além do meu fim e da minha morte. A morte provocada pelo meu próprio olhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1967868092379038707?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1967868092379038707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/04/olhar-de-narcizus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1967868092379038707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1967868092379038707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/04/olhar-de-narcizus.html' title='Olhar de Narcizus'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5572100924024314581</id><published>2011-04-11T19:29:00.001-03:00</published><updated>2011-04-11T19:33:50.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Última mentira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Eu estou bem! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi o que disse pra ela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No instante seguinte eu já sentia o abraço dela ao redor do meu corpo. Tudo aconteceu tão rápido, que eu não me lembraria dos detalhes se fosse outra situação, além dessa a qual me encontro. Tudo o que eu queria era protegê-la e evitar que se assustasse. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estávamos felizes e conversávamos sem nos preocupar com nada. Ela me dizia sobre o que tinha aprendido na escola, mas eu não prestava muito atenção no conteúdo de suas palavras, pois o brilho de seus olhos e a beleza de seu sorriso me distraiam. Ela estava feliz, e aquilo me importava mais do que qualquer outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não pude nem mesmo ver quando se aproximaram do carro. Não ouvi nenhuma palavra, só me dei conta do que acontecia quando seu sorriso se apagou. Ela não disse nada, mas a mudança repentina em seu rosto me fez olhar para o lado. A arma já invadia a janela do carro, e só então pude ouvir a ordem de descer. Não perdi a calma, alertei ao assaltante que ia tirar o sinto e que minha filha ia descer do carro. Mas tudo mudou. Uma única frase, composta por duas palavras, foram o bastante para fazer as coisas mudarem. “Ela, não!”, foi o que ele disse. Como poderia descer do carro e deixar minha filha? Como poderia abandoná-la? Meus olhos estavam fixos, olhando para frente, mas sem enxergar nada. As coisas mudavam dentro de mim e aquela dominante calma que sempre carrego, partia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assaltante notou que eu olhava para frente de maneira fixa e desviou seu olhar para ver para onde eu olhava. Foi aí que tudo mudou. Rapidamente eu segurei sua mão e acionei o fechamento do vidro. Seu braço foi prensado, mas ainda foi capaz de disparar umas três vezes antes de largar a arma. Ela gritou com o barulho dos tiros e com o vidro que se partia. Felizmente, não fomos atingidos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desarmado e com o braço ferido, o assaltante tentou correr. Mas eu não tinha mais a habitual calma de sempre e o persegui. Pulei sobre ele e o que se passou, não ficou claramente gravado em minha mente. Meus olhos estavam injetados, meus dentes e punhos estavam cerrados, e estes, desciam como martelo sobre ele. Não conseguia controlar meus braços, que espancavam violentamente o rosto do assaltante. O sangue espirrava, ora de seu rosto, ora de meus punhos cortados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o tempo passou, eu não sei. Mas dado momento, eu já não estava mais sobre ele, mas de pé, diante de seu corpo inerte. Olhava para minhas mãos, sujas de sangue e só então pude ouvir sua voz atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Papai!? Você está bem? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu estou bem! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi o que disse pra ela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No instante seguinte eu já sentia o abraço dela ao redor do meu corpo. E só então, que pude notar a dor em meu peito e a origem de tanto sangue. No calor da raiva, não notei que ele ainda tinha uma faca; nem mesmo pude ver esse detalhe. Não senti quando a lâmina fria perfurou meu peito em dois lugares. Mas mesmo assim, eu sorri. Mesmo tendo contado a minha última mentira para ela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não estava bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5572100924024314581?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5572100924024314581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/04/ultima-mentira.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5572100924024314581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5572100924024314581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/04/ultima-mentira.html' title='Última mentira'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-600535444292319284</id><published>2011-04-05T08:33:00.000-03:00</published><updated>2011-04-05T08:33:00.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Feio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cara, corpo, alma. Uma combinação de coisas que nem sempre estão combinadas. Contraditório né? Altos e baixos, gordos e magros. Claros, escuros, ou nem tanto. Azul, verde, vermelho... Que diferença isso faz? Liso, ondulado, careca, com mechas, sem pelos. Tatuagem, brinco ou pulseira. Diferenças que são vistas e, podemos parar por aí. Nossa visão não é capaz de ir muito mais além do que esse tipo de diferença. O sangue tem a mesma cor. Coração, pulmão, estômago e um par de rins. Ok, ok, alguns não possuem esse par, mas que diferença isso faz? Se o nariz é reto, curvo ou amassado, isso muda algo? Alguns olhos olham paralelamente para frente, outros possuem certa dificuldade para permanecerem paralelos. Mas isso quer dizer algo? O sol se põe para todos, assim como o mundo gira sob nossos pés na mesma velocidade. Independente de termos um, dois ou nenhum dos pés. O fato é que ele gira para todos. Uns possuem peruca, outros usam óculos. Alguns usaram aparelho nos dentes, outros fizeram cirurgia no nariz. Silicone está sendo vendido na feira e os excessos são tirados até com uma faca cega. Enfim... a solução para quase todos os problemas, existe. Se você cansou do castanho, pode pintar de ruivo, e se cansou do verde, pode usar lentes azuis. Não precisa brigar com a balança, você pode ter um &lt;em&gt;personal&lt;/em&gt; e um nutricionista. Com determinação, seus problemas serão resolvidos. O acesso dessas soluções pode não estar ao seu alcance, mas mesmo estando, você precisa disso? Seria você capaz de viver com óculos ou com uns quilinhos a mais? Acho que todos nós somos. Mas o ponto é que, quem nos olha e nos julga nem sempre é. A maioria das pessoas é forçada a agradar os olhos alheios e esquecemos daquilo que realmente é importante na beleza; aquilo que os olhos não podem ver. Não basta termos uma boa índole, sermos educados e agirmos para tentar melhorar as coisas. Não basta sermos engraçados, companheiros e nem mesmo buscarmos o conhecimento. Isso não pode ser visto através dos olhos, portanto... é trivial. Mas eu insisto em pensar diferente e por isso, eu fiz minha escolha. Vou continuar sendo &lt;strong&gt;feio&lt;/strong&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-600535444292319284?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/600535444292319284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/04/feio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/600535444292319284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/600535444292319284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/04/feio.html' title='Feio'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6440000034691170081</id><published>2011-03-29T01:45:00.000-03:00</published><updated>2011-03-29T01:45:00.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Ajuda</title><content type='html'>"Sombras, frio. Escuro, medo. Silêncio, apreensão. Aguardo uma salvação. Olho para os lados, preciso me abrigar. Corro sem saber onde irei chegar. Armadilhas, passagens secretas. Incertezas. Nenhuma das portas abertas. Estou sem armas, não sei me defender. Procuro por recursos para poder sobreviver. Por mais que procure, estarei sozinho. Não há ninguém nesse escuro caminho. Por mais que eu caia, sempre irei me levantar. Mas mesmo sozinho, sinto alguém me ajudar. Parece você, meu amor. Que sempre consegue me afastar da dor. Não importa a hora, nem mesmo o lugar. Você sempre esteve perto para poder me resgatar! Obrigado!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6440000034691170081?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6440000034691170081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/ajuda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6440000034691170081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6440000034691170081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/ajuda.html' title='Ajuda'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-898748854124338472</id><published>2011-03-22T03:33:00.000-03:00</published><updated>2011-03-22T03:33:00.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Baku</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-raHUK6h9IqA/TYgKpMV3QcI/AAAAAAAAASk/iaJYCvS9vGQ/s1600/baku.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586727040556941762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-raHUK6h9IqA/TYgKpMV3QcI/AAAAAAAAASk/iaJYCvS9vGQ/s200/baku.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, não tema! Não se afaste, nem se esconda. Venha cá, pequena criança. Dê-me sua mão. Segure-a bem firme se isso lhe conforta. Estarei ao seu lado. Esconda essas lágrimas, afaste o seu choro, não há o que temer. Você está em segurança.&lt;br /&gt;Sei que teme a aparência demoníaca e assustadora que eles possuem, mas não deve. Eles não lhe farão mal algum, pelo contrário. Eles estão por perto para zelar por você. A escuridão pode ser assustadora, principalmente quando acordar espantada e suada por causa de pesadelos. Mas assim que escapar do mundo dos sonhos, onde a linha tênue da realidade se funde com o absurdo e o abstrato, eles serão a sua maior proteção, além de mim, meu amor.&lt;br /&gt;Seus olhos dourados faíscam no meio do mais profundo breu, causando-lhe arrepios. Mas eles estão apenas te vigiando.&lt;br /&gt;Não! Não corra. Fique aqui. Confie em mim.&lt;br /&gt;A medida que a luz ilumina seu corpo, talvez você se sinta intimidada. Suas garras afiadas e presas pontiagudas não são amistosas, mas lembre-se que eles não lhe farão mal algum. Trate-os bem e eles serão seus amigos para sempre. Não se espante com seu nariz, que mais se assemelha a uma tromba de elefante, pois esta é a parte mais importante do seu assustador corpo. Repare na maciez de sua cauda. A mais bela raposa não possui cauda tão bem cuidada.&lt;br /&gt;Ei! Olhe para mim! Preste atenção! Não julgue pela aparência. Não, não. Isso nada nos diz. Pois eles são dóceis e serão sua salvação. Estarei por perto, vigiarei o seu sono, mas não prometo estar presente o resto de sua vida, o tempo está passando rápido por mim.&lt;br /&gt;A noite vai cair, o sono cobrirá seus olhos e você vai mergulhar nas profundezas dos sonhos e pesadelos. Não há nada em que eu possa fazer por você, criança. Então, seja valente e siga adiante. Quando os chacais da morte pregarem as presas em sua pele ou quando o chão se desfizer, te arremessando ao infinito, lembre-se deles. Quando sua vida estiver em perigo e seus gritos não forem escutados, lembre-se deles. Estarei aqui, no mundo real segurando sua mão. Mas é lá, dentro de seus sonhos, que o Baku fará o que eu não posso fazer.&lt;br /&gt;Com sua tromba de elefante, essas criaturas de olhos dourados que tanto teme, sugarão seus pesadelos. Serão eles que lhe trarão proteção e serenidade nas noites de sono. São eles que se alimentarão do mal que cerca seu inconsciente.&lt;br /&gt;Feche seus olhos, minha pequena. Você está protegida. Estarei ao seu lado todas as noites, protegendo o seu corpo. E enquanto adormece, o Baku protegerá você dos seus terríveis sonhos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-898748854124338472?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/898748854124338472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/baku.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/898748854124338472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/898748854124338472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/baku.html' title='Baku'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-raHUK6h9IqA/TYgKpMV3QcI/AAAAAAAAASk/iaJYCvS9vGQ/s72-c/baku.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6234840085102286879</id><published>2011-03-17T23:04:00.000-03:00</published><updated>2011-03-17T23:05:35.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Diário de Carnaval</title><content type='html'>Abandono a terceira pessoa logo na primeira frase. Assim, como que em um diário, vou me transpor em letras sem vergonha, sem medo, sem receios de críticas ou conotações.&lt;br /&gt;Algumas semanas antes do Carnaval comentei com algumas pessoas que seria meu último carnaval. – Calma! Não, não. Não vou morrer, não. (Pretendo, pelo menos. Já que esta é a única certeza que todos compartilhamos... que vamos partir um dia.) Mas o último no sentido da festa, da liberdade, da solteirice.&lt;br /&gt;Bem cansada destes amores insípidos, inodoros, incolores e indolores... Estava bem empenhada a passar todos os outros carnavais acompanhada de alguém que, talvez, tivesse vontade de trocar uma noite de samba por filme e pipoca.&lt;br /&gt;É verdade... Meus 27 anos tão bem vividos, sem nenhuma gota de arrependimento e muitas doses de intensidade, pesam e me cobram uma nova postura... Um novo sonho... Uma nova vida, talvez.  Casar, ter filhos. Cuidar do trabalho, da casa, dos filhos, do marido. Dosar as idas ao samba, à praia, ao rock... Uau! Tudo isto? E ainda parece melhor que estar sozinha?&lt;br /&gt;Teimosa e cabeça dura. Perdi oportunidades e pessoas incríveis que eu poderia passar o resto da minha vida dosando as danças e as músicas, porque eram música e dança em presença na minha vida... Mas, não... Sempre achei que o bendito “amor” compartilhado deveria ser gigante e exageradamente verdadeiro! E hoje nem sei mais o que é de verdade...&lt;br /&gt;Então, voltemos ao Carnaval. Insisti em uma viagem distante. Onde eu pudesse me ver longe do que tudo que já fui e ainda sou. Um lugar onde as paisagens pudessem preencher meus vazios e o sol pudesse bronzear cicatrizes e deformações, disfarçando a pele de quem já viveu tanto com só (agora só) 27 anos!&lt;br /&gt;Eis que Florianópolis me presenteou com a graça da vista das praias, ilhas e me agraciou com Sol dourado durante oito dias! Me hospedei em um hostel. Era só para economizar, mesmo. Mas o Carnaval, meio que zombando com minha cara e todo aquele pensamento certinho acima, me brinda com novas pessoas. Ahhh... e como eu amo as pessoas, suas histórias, suas diferenças e suas particularidades.&lt;br /&gt;Solteiras. Eram todas solteiras. E entre todas, as mais novas eram A (médica psiquiátrica, capixaba desbravadora de São Paulo), de 25 e eu, com 27.&lt;br /&gt;Me encantei! A energia balzaquiana de uma contadora que se enfeita de minuto em minuto. Com a sua história de superação e mudança de vida. Depois de uma depressão profunda, renegou a condição de ser triste por tempo indeterminado e jogou tudo para o alto. Nova Vida era o nome do seu novo barco. E me deparei com uma mulher forte, determinada a ser feliz a qualquer custo, velejando em um mar de certezas onde a maior delas é: só depende dela! E com ela aprendi que eu posso morrer todos os dias, desde que eu renasça em uma nova vida. Com ela aprendi que é preciso renegar a algumas regalias para entrar neste novo barco, às vezes apertado e desconfortável, mas que te leva a aventuras incríveis sem preocupações de quanto tempo vai durar a viagem.&lt;br /&gt;Da imagem frágil e sorriso doce, a revelação de uma microempresária bem sucedida e superação de histórias dolorosas. Chorei, sem vergonha, com sua história. Dez anos dedicados ao amor, ao relacionamento e um golpe fatal de realidade: era só um sonho de dez anos. 32 anos em carinha de 22 e no coração, o perdão de forma pura que nunca encontrei. Com seu castelo destruído, foi juntando os cacos reconstruindo sem pressa uma casa simples em bases mais sólidas. Encontrou sete estrelas e fez constelação no seu céu. E hoje vive sorrisos diferentes daqueles 10 anos. E em cada km rodado, se sente mais forte e, mesmo de encontro brusco com a realidade, não perdeu a capacidade de sonhar. Só não se precipita em realizar antes de sonhar. Com ela aprendi que perdoar é, também, se doar a si mesmo e se dar uma chance de apagar o passado de dor e guardar só o que existiu de bom.&lt;br /&gt;Do susto, à surpresa. Ela tinha mesmo era cara de senhorita recém-casada. Mas estava lá, no quarto 40, no primeiro beliche e um armário desarrumado. Chegou fazendo barulho, acordando meu sono. Que coisa!&lt;br /&gt;Tinha se mudado para aquele quarto naquele dia. E só por isso o armário estava uma “zona”. Depois, foi possível perceber o quanto era “arrumadinha”. Minhas bagunças eram muito maiores, como sempre. E não é que ela era solteira. Administradora, bióloga e funcionária pública. Dançarina, revelação do surf amador e, caramba!! É isto! Os 37 anos bem vividos da forma que sempre quis, construiu esta imagem de 29 que ela carrega num sorriso largo e numa fala mansa carregada de sotaque paulista. Meu Deus!! Ela estava ali tão feliz. Tão liberta. Tão exuberante. E com ela eu aprendi que a vida não segue uma linha de tempo como sempre nos ensinaram. Que eu não preciso marcar meu último carnaval, porque nada precisa ser último se tivermos vontade!&lt;br /&gt;Ainda têm as cariocas lindas, loiras e bronzeadas. Com elas aprendi que o dia pode ser melhor que a noite quando a cidade tem mais gays lindos do que homens interessantes!&lt;br /&gt;E a amiga de sempre. Aquela que antes dos 24 nem sabia sorrir. E hoje, com 29 recém-feitos, distribui sorrisos e quase se arrisca em uma super gargalhada. Mais desprendida, menos medrosa, quase bem humorada e o mesmo amor e amizade por mim.&lt;br /&gt;Não foi meu último carnaval. Mas foi o primeiro que me deu a certeza de que não é fazendo cartilha que garantimos a felicidade.&lt;br /&gt;Foi o primeiro que me enriqueceu de histórias que não são minhas e, no entanto, me fazem aprender de vida e superação.&lt;br /&gt;Não foi só um Carnaval. Foi um grande encontro com várias formas que eu posso dar à minha vida.  E, em qualquer uma delas, ser feliz sem a menor preocupação de ainda continuar solteira!&lt;br /&gt;Obrigada, meninas. Obrigada, Floripa. E ao Carnaval... Outra vez aprontando comigo, eu digo: - Valeu.&lt;br /&gt;E depois do carnaval... Renovada fé. Reforçada paz. Revivida esperança. Restabelecidas certezas. Posto em dúvida a razão com sua briga constante com a emoção. E declarada a absoluta divindade que é VIVER! E ainda melhor: Conhecer pessoas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6234840085102286879?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6234840085102286879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/diario-de-carnaval.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6234840085102286879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6234840085102286879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/diario-de-carnaval.html' title='Diário de Carnaval'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3149270913288100070</id><published>2011-03-15T21:53:00.003-03:00</published><updated>2011-03-15T22:00:53.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Passa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passa, passa, passa. Tão rápido que os olhos mal conseguem acompanhar. Passa, passa, passa, como se fosse um borrão cinza e comprido. Os detalhes passam; só que despercebidos.&lt;br /&gt;Não me importo com os detalhes, pois são tantos que consigo observar os detalhes aos poucos. Um pouco de cada um. Passa, passa, passa. Tão rápido que o movimento da minha cabeça não é capaz de acompanhar a chegada do segundo antes do primeiro ter ido embora.&lt;br /&gt;Olho uma parte de uns três ou quatro deles, depois vejo outra parte nos próximos cinco. Passa, passa, passa. No fim, tenho certeza que serei capaz de ver um no mais perfeito detalhe, afinal são todos iguais. Sutis devem ser as diferenças. Passa, passa, passa. É nisso que eu acredito, e é isso que meus olhos enxergam.&lt;br /&gt;Nunca tinha vivido uma experiência como essa. Deveria ter pensado em contar. Mas são tantos que não sei se saberia continuar contando. Não aprendi a contar. Passa, passa, passa. Acho que já estou ficando entediado. Nada mais chato do que ver sempre a mesma coisa, passando. Acho que estou perdendo o interesse dos detalhes! É isso!&lt;br /&gt;Passa, passa. Ué, o que está acontecendo? Passa, passa. Parece que estão cansados, ou estão diminuindo o ritmo da corrida. Passa. Tudo está mais lento, até mesmo o vento que antes soprava meu cabelo para trás. Passa. Está parando.&lt;br /&gt;- Trombadinha dos infernos! Eu não falei pra você que, sem bilhete não embarca?&lt;br /&gt;Era aquele homem de uniforme de novo!&lt;br /&gt;- Agora, vai fazer o resto do caminho andando. Vai aprender a lição!&lt;br /&gt;Suas mãos me jogaram para fora daquele trem. Mal havia tirado o pó do meu corpo e aquela incrível máquina já estava distante, levantando poeira e me deixando sozinho. Passa.&lt;br /&gt;Continuei a caminhada, debaixo do sol. O calor estava insuportável e eu não havia alternativa, senão caminhar. Tentar chegar até a próxima estação. Tentar um novo embarque furtivo. Passa.&lt;br /&gt;Foi só então que dei mais atenção para cada um deles. Sim, em sua maioria eram compridos e cinzas, mas as semelhanças ficavam por aí. Cada um tinha características distintas. Alguns tinham cores, outros desenhos. Haviam postes de formato cilíndrico, mas também haviam outros que pareciam perfis da letra “H”. Passa.&lt;br /&gt;Os quilômetros iam ficando para trás lentamente, pois eu dava atenção a todos eles. Havia uma beleza peculiar em cada um. A tarde estava caindo e dando lugar para a noite, quando finalmente me aproximei da estação. Passa. E só então, eu pude concluir que, apesar da aparência, quando olhamos com mais atenção, veremos que eles são diferentes uns dos outros. Eu estava enganado. Eles são únicos, e desperdicei a chance de conhecê-los, por tratá-los como iguais. Passa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3149270913288100070?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3149270913288100070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/passa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3149270913288100070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3149270913288100070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/passa.html' title='Passa'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6679267448348191530</id><published>2011-03-08T08:09:00.000-03:00</published><updated>2011-03-08T08:09:00.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>A menina e as fadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os olhos da pequena garota acompanhavam seu sutil e cativante movimento. Parecia uma apresentação de ballet, onde as bailarinas esbanjavam serenidade e encanto. De um lado para o outro, de cima pra baixo e rodando em espirais.&lt;br /&gt;O sorriso lhe escapava dos lábios, estava envolvida e hipnotizada por tamanha beleza e graça. Sua inocente mente ludibriava seus olhos e acreditava que observava coloridas borboletas. Mas borboletas não deixam rastros após sua passagem e aquelas criaturas despejavam um pó cintilante que deixava um trilho brilhante no ar.&lt;br /&gt;Iluminavam o ar e distraiam a jovem garota, que estendeu a mão na tentativa de que uma dessas criaturas lhe tocasse o dedo. As asas batiam tão rápido que pareciam estar paradas. Movendo-se sutilmente, sem perder a graça, a pequena criatura pousou na palma da mão da menina. Seus delicados e diminutos pés tentavam se equilibrar enquanto a menina evitava sacudir a mão em função da cócega que o toque da purpurina lhe causava. A garota via cores, ouvia o som das asas batendo, mas não era capaz de compreender que aquele ser dispunha de um corpo semelhante ao de um humano se não fosse pelas asas e sua minúscula estatura. Ela não compreendia.&lt;br /&gt;Um suave balançar da mão causou espanto na criatura, que se preparou para alçar vôo. Mas na tentativa vã de manter aquela luminosa criatura em sua mão, a garota fechou seus dedos, acertando em cheio aquele frágil corpo. No mesmo instante a criatura desfaleceu; a luz se apagou, o som de suas asas se calou e o pequeno corpo ficou estendido na mão da garota, que não soube o que fazer. Olhou ao seu redor, e viu que inúmeras outras criaturas como aquela dançavam no ar, porém, sem exibir aquela alegria e magia de antes.&lt;br /&gt;O movimento das demais passou a ser mais rápido, mais ameaçador, assustando a menina. A alegria se fora e a menina compreendeu que aqueles seres não eram mais engraçados e agradáveis de ver. Em um movimento sincronizado e extremamente rápido, duas criaturas, uma ligeiramente azulada e outra de cor lilás predominante, voaram em direção ao rosto da menina, desviando do contato na última fração de segundo. Ao fazer tal movimento, o pó brilhante que desprendia de seus pequenos corpos entrou nos olhos da menina, que ficou cega. Coçava, gritava, piscava, mas de nada adiantava. Estava cega!&lt;br /&gt;Na tentativa vã de fugir, outras criaturas atravessaram o caminho da menina, que tropeçou e foi ao chão. Sentiu diversas pontadas ao longo do corpo, mas não podia ver aqueles seres empunhando longas espadas, que para a criança era como inúmeros alfinetes. Seu corpo era perfurado incessantemente. Atingiram sua garganta, seus braços e pernas. Furaram seus tímpanos e não tardou para deixar de ouvir os próprios gritos. As picadas continuaram e depois de mais alguns minutos a garota deixou de existir. Morreu sem saber que as fadas podem ser mortais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6679267448348191530?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6679267448348191530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/menina-e-as-fadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6679267448348191530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6679267448348191530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/menina-e-as-fadas.html' title='A menina e as fadas'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5223436219468076454</id><published>2011-03-01T04:47:00.000-03:00</published><updated>2011-03-01T04:47:00.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>O herói de Joana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele é gigante! Forte e totalmente imune àquela sensação que os normais chamam de medo. Mais rápido que um raio e mais inteligente que um computador. Sim, ele é!&lt;br /&gt;O uniforme fica escondido debaixo daquela roupa que usa para se camuflar e se infiltrar no castelo inimigo. O lugar é enorme, chega a tocar o céu. Mas nunca desvendaram sua identidade, pois ele se veste iguais aos outros. Tem até aquela corda colorida enrolada no pescoço.&lt;br /&gt;Seus olhos são capazes de enxergar através das coisas. Ele sabe o que fiz na escola mesmo quando não contei nada pra ninguém. Ele sabe quando estou triste e sabe também quando estou fingindo que estou dormindo.&lt;br /&gt;Ele já esteve do outro lado do mundo e voltou no dia seguinte. Aposto que ficou cansado em passar a madrugada toda voando para me ver. Só espero que ele não use a cueca por cima da calça, como é moda nos outros amigos da profissão dele.&lt;br /&gt;Só fico chateada, pois mesmo ele sendo o maior super herói do mundo, ele não consegue derrotar o seu inimigo. Mamãe já me levou até a frente do castelo onde ele fica infiltrado, mas são tantos... Por todos os lados eu vejo os homens com a corda no pescoço. Ele vai ter trabalho para derrotar a todos. Imagino como deve ser o chefe deles. Dizem que fica sentado na janela do lugar mais alto do castelo de vidro. Mamãe contou que ele está em missão secreta e que depois de muito tempo infiltrado, talvez consiga derrotar o vilão e sentar na sua cadeira.&lt;br /&gt;Eu torço todas as noites para ele conseguir isso, assim, quem sabe, ele pode passar mais tempo comigo.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Joana não sabia, mas o seu pai tinha estatura mediana. Seu QI não passava de cem pontos. Viajou para o exterior uma única vez e gasta todo o seu dinheiro em uma escola com câmeras. Seu maior medo é não ter condições de dar um futuro para sua filha. O pai de Joana não é um super herói, mas sim um homem comum. Um ordinário qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5223436219468076454?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5223436219468076454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/o-heroi-de-joana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5223436219468076454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5223436219468076454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/03/o-heroi-de-joana.html' title='O herói de Joana'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-530596650920693806</id><published>2011-02-25T12:47:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T12:49:55.372-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Manu</title><content type='html'>Passos pequenos compõem o seu som.&lt;br /&gt;Te vejo e toda tempestade se desfaz.&lt;br /&gt;Tua luz é meu guia, teu sorriso é minha paz.&lt;br /&gt;Dança em ritmo e se enche de graça.&lt;br /&gt;Teu ar doce, minha dor disfarça.&lt;br /&gt;Tudo em ti me faz bem.&lt;br /&gt;E em meus braços,&lt;br /&gt;Roda, brinca e voa sem asas.&lt;br /&gt;Do céu, um anjo em casa.&lt;br /&gt;Olhos altivos a espera de amor.&lt;br /&gt;Não precisa pedir por aquilo que, incondicionalmente, te dou.&lt;br /&gt;Minha menina, minha paixão.&lt;br /&gt;Por ti dou minha vida,&lt;br /&gt;E em qualquer caminho,&lt;br /&gt;Sempre terás minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Manu é minha sobrinha linda que faz maior diferença na minha vida!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-530596650920693806?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/530596650920693806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/manu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/530596650920693806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/530596650920693806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/manu.html' title='Manu'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2429798738002374890</id><published>2011-02-15T06:23:00.000-02:00</published><updated>2011-02-15T06:23:00.989-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Um pedaço de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não precisou de muito tempo para eu me entregar a você. Deixei a sensação tomar conta dos meus sentidos e dei-me de presente. Meu corpo e minha alma eram seus.&lt;br /&gt;No começo, acreditei que você tinha se entregado a mim, mas com o tempo, notei que eu não a possuía. Mesmo assim, permaneci cego e você fazia o que queria de mim. Abusava de meu amor gratuito e incondicional.&lt;br /&gt;Você passou a se tornar arrogante e até mesmo agressiva. Eu fiquei assustado com sua nova personalidade, mas mesmo assim, mantive-me em suas mãos. Era nos seus braços que eu me sentia confortável, não queria estar em outro lugar.&lt;br /&gt;Mas o tempo passou e logo comecei a sentir o poder que exercia sobre mim. Você me roubava aos poucos, tirava de mim aquilo que não deveria ser tomado de ninguém. Promessas são feitas, mas não passam de palavras. Entregamos-nos às pessoas que amamos, mas de certa forma, não falamos literalmente.&lt;br /&gt;Você pediu uma mão, e levou meu braço. Disse que queria meu sorriso e o arrancou de meu rosto. Perguntou-me se meu coração lhe pertencia e quase não tive tempo para dizer que sim, em instantes ele pulsava seus últimos batimentos em sua mão. Sofro até hoje por ter me entregado dessa forma a você. Não sei por que fez isso, mas partiu meu corpo em pedaços. Cortou minha carne como se eu fosse um alimento. Você me esquartejou.&lt;br /&gt;Mas algo me anima. Mesmo quando caminho nessa escuridão infinita do purgatório, sem ter motivo algum para ser feliz, eu consigo sorrir. Pois mesmo depois de ter jogado fora os minúsculos pedaços do meu corpo, você guardou um pedaço. Isso faz a chama da esperança se acender em meu peito. Na terceira prateleira da sua geladeira, dentro de um tupperware, você guardou um pedaço de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2429798738002374890?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2429798738002374890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/um-pedaco-de-mim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2429798738002374890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2429798738002374890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/um-pedaco-de-mim.html' title='Um pedaço de mim'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6381955926196093577</id><published>2011-02-07T03:29:00.000-02:00</published><updated>2011-02-07T23:05:39.975-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Sua sombra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É difícil acreditar que uma semente, um grão tão pequeno e insignificante possa se tornar em algo de tamanho e proporção que chega a intimidar. Mas é isso o que acontece. As primaveras passam e esse pequeno grão brota após colher o mínimo dos nutrientes que precisa.&lt;br /&gt;No começo, não passava de uma frágil e delicada plantinha, capaz de fazer qualquer pessoa se preocupar com sua fragilidade e inocência. O que faria essa pequena muda cercada de gigantes árvores em um mundo tão cruel quanto o nosso?&lt;br /&gt;Mas passam as estações, e aquela muda ganha força. Seu tronco cresce vistoso, suas folhas verdes esbanjam saúde e vitalidade. Suportando chuvas e ventanias, ela perdura.&lt;br /&gt;Os anos correm e nos lembrarmos daquela minúscula semente, não conseguiríamos compreender que ela deu origem a essa imponente árvore. Suas raízes ganharam profundidade, garantindo seu sustento e estabilidade. Não importa quão forte o vento sopre, nada irá tirá-la do lugar. Seu caule ganhou dimensões colossais, tornando-se alto e robusto. Machado algum seria capaz de ferir essa bela demonstração de força. Suas folhas, outrora exclusivas, dividem espaço com os mais saborosos frutos. Carregando preciosas sementes que darão vida a nossas imponentes árvores, seus frutos trazem alimento àqueles que precisam. Em seus galhos, fortes e numerosos, aves ganham abrigo, crianças ganham balanços e a dona deles, ganha companhia. Sorri feliz.&lt;br /&gt;A majestosa árvore vence mais uma primavera, alegrando aqueles que ao seu redor habitam. Ilustrando a mais bela paisagem, ela atrai olhares e admiração. E um desses olhares é o meu, que de longe observo. De longe aprecio sua beleza e invejo sua sabedoria. E é distante de sua imponente presença que lamento.&lt;br /&gt;Lamento o dia em que passei ao seu lado e não adormeci sob sua sombra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;:(&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6381955926196093577?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6381955926196093577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/sua-sombra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6381955926196093577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6381955926196093577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/sua-sombra.html' title='Sua sombra'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4756542190661376625</id><published>2011-02-01T06:11:00.000-02:00</published><updated>2011-02-01T06:11:00.169-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Cuidando de você</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você não sabe quem eu sou, nem mesmo sabe da minha existência. Meu nome soaria totalmente desconhecido para você, assim como meu rosto. Cruzo com você diariamente – e mais de uma vez ao dia -, mas mesmo assim você não faz idéia de nada.&lt;br /&gt;Seus passos confiantes, seu olhar decidido e sua certeza de agir buscando o melhor para as pessoas. Parte disso é mérito seu, que nasceu com o dom de fazer o bem. Mas todo ser humano está sujeito a falhar, a sofrer aquele escorregão onde age de forma egoísta e deixa o altruísmo de lado. Então, nesses momentos que eu interfiro.&lt;br /&gt;Sou eu quem sopra lhe um conselho no pé do ouvido. Sou aquele que surge diante de seus olhos implorando por um sorriso, e ganho mais do que isso. Você não só distribui sorrisos, como transborda aos demais a serenidade e a coragem de seguir em frente. Não importa quão difícil seja a sua jornada, ele sempre estará estampado em seus lábios. Você trás o bem às pessoas.&lt;br /&gt;Já fui o carteiro que lhe entregou uma encomenda, o taxista que a levou para um lugar qualquer e até mesmo o ladrão que a assaltou na semana passada. Em cada momento, pude sentir sua calma e sua bondade transbordado por seus olhos. Você tem o poder da cura.&lt;br /&gt;Talvez você não sinta minha presença; pode até mesmo desconhecer minha existência. Não me importa se acredita nas coisas que faço, ou se um dia será grata a tudo isso. Posso parecer distante, mas saiba que estarei sempre ao seu lado, vigiando, confortando, indicando-lhe o melhor caminho. Enquanto sua missão é contagiar a bondade, a minha é te proteger. E farei isso, o tempo que for preciso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4756542190661376625?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4756542190661376625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/cuidando-de-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4756542190661376625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4756542190661376625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/02/cuidando-de-voce.html' title='Cuidando de você'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4015502493340004426</id><published>2011-01-25T06:27:00.000-02:00</published><updated>2011-01-25T06:27:00.429-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Não precisa procurar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você age como se estivesse com um mapa na mão. Sentado eu lhe observo e é inevitável não rir. Foram exatos trinta e três passos a sudoeste que precederam outros quinze passos ao leste. Talvez fosse preciso olhar para o horizonte e visualizar a imagem de algo se formando no distante rochedo, pois ficou alguns segundos fitando o nada e em seguida, sorriu. Mais alguns passos e notei que tinha voltado para o ponto de partida.&lt;br /&gt;O cabelo mudou de lado, comprimento e sutilmente de cor também. Suas roupas foram do despojado ao mais lindo e elegante vestido noturno. O rosto com e sem maquiagem, não fez muita diferença para mim; minha opinião já estava formada. Mas mesmo passando por tudo isso, eu continuava achando graça do seu ir e vir.&lt;br /&gt;No alto das árvores, no meio dos arbustos, debaixo de uma grande pedra e até enfiou o rosto dentro da água nessa busca. Confesso que esse último me trouxe lágrimas aos olhos de tanto rir. Você demonstrou ser persistente ao lutar incansavelmente por aquilo que quer. Mas, talvez você seja uma péssima observadora, não pensou nisso ainda?&lt;br /&gt;Poucas vezes a vi descansando. Raras as vezes que a vi desanimando. Porém nunca a vi completamente feliz. É por isso que respeito sua dedicação nessa incansável busca. Todos nós buscamos por algo e temos que seguir nossos sonhos, mas talvez você esteja gastando energia. Pois o “x” do invisível mapa que carrega não requer tamanho esforço, ou incansável procura. Basta relaxar, respirar fundo e escutar o vento. Você só precisa enxergar com a mente e o coração, não com os limitados olhos. E então, você verá que aquilo que procura está mais perto do que imagina. Você vai ver que eu estou aqui, do seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4015502493340004426?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4015502493340004426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/nao-precisa-procurar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4015502493340004426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4015502493340004426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/nao-precisa-procurar.html' title='Não precisa procurar'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5973026870206922568</id><published>2011-01-18T19:38:00.001-02:00</published><updated>2011-01-18T19:38:45.905-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Sorrir?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caso não seja um bom observador ou caso seus olhos não sejam aguçados o suficiente para notar detalhes sutis, aquelas pessoas passariam alheias a qualquer tipo de comentário. Nada de especial em sua rotina diária chamaria a sua atenção. Mas havia ali algo de diferente.&lt;br /&gt;Faziam seu trabalho, discutiam idéias e resolviam problemas. Faziam compras, levavam os filhos para passear e voltavam para casa. Tudo parecia estar normal se não fosse um pequeno detalhe que se ausentava na expressão de seus rostos ao longo do dia. Eles não sorriam.&lt;br /&gt;Você pode achar que as pessoas não tinham senso de humor ou que a vida delas era triste e lamentável, mas não. Eles possuíam senso de humor – se é que podemos dizer que uma pessoa que não sorri possui isso. Havia ali casas de espetáculo como em qualquer outro lugar e o lugar não era um dos menos freqüentados, pelo contrário. As pessoas faziam filas para ir aos shows de humor, porém não sei explicar... O humor não estava lá. As piadas eram contadas como se fossem notícias trágicas e ao término do espetáculo, o barulho das palmas era ensurdecedor, mas era só isso. Não havia um só riso, gargalhada, ou discreto sorriso. As pessoas não riam.&lt;br /&gt;Esse fato não me foi contado por ninguém, nem muito menos lido num livro. Não é nenhuma lenda ou mito contado por antepassados. Eu vi; eu vivi isso. Eu estava lá. Eu estou aqui!&lt;br /&gt;Se acha que passou por minha cabeça destruir aquele paradigma dando uma boa gargalhada na rua, confesso que sim. Mas apenas nos primeiros momentos. Hoje eu não me atrevo a pensar ou a fazer algo desse tipo. Não vejo motivo para sorrir e mudar esse estranho comportamento.&lt;br /&gt;Eu reparei nas pessoas que chegavam e tinham o mesmo impacto que eu tive ao notar essa peculiaridade. Era visível a angústia e o espanto no rosto dessas pessoas, mas em pouco tempo, é possível perceber que elas já estavam submissas às novas condições e que o sorriso jamais voltaria a aparecer em seus rostos.&lt;br /&gt;Não existe nenhuma lei, não existe uma regra e nenhuma recomendação jamais foi dada. O fato é que as coisas são assim, quer você aceite ou não. Pode ser que esteja feliz, mas em nenhum momento poderá demonstrar isso.&lt;br /&gt;Mas não deixe isso influenciar sua cabeça. Adoraria ver você aqui comigo, não quer experimentar? Estou em um lugar diferente com pessoas e comportamentos diferentes. Aqui, você poderá viver normalmente, mas saiba... Você não encontrará o sorriso; aqui é proibido sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5973026870206922568?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5973026870206922568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/sorrir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5973026870206922568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5973026870206922568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/sorrir.html' title='Sorrir?'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3037332772433412256</id><published>2011-01-13T22:57:00.001-02:00</published><updated>2011-01-13T22:58:58.299-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Voe</title><content type='html'>Posou suave seus pés no chão.&lt;br /&gt;As asas, então cansadas, doaram o repouso merecido entre todas as penas incompreendidas de um mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis voar o globo terrestre levando a sorte e a graça no bico. Só para semear cor, flor e alegria.&lt;br /&gt;Não assoviava mágoas ou tristezas e o que via era verde esperança sem prazos ou limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaro de asas longas entre cores e vôos altos, amores.&lt;br /&gt;Entre a fé e a força, o suspiro de paz. O desejo de sorte. A ânsia pelo arco-íris depois das bravas tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as frustrações: os braços que lhe faltavam abraços àqueles que nos olhos habitavam tão semelhante brilho, tão intenso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amou o mundo. Voou milhas. Semeou a sorte. Cantou a paz. Coloriu o céu.&lt;br /&gt;Hoje, repousa suas penas pesadas só até aliviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora descansa. E abre as asas. Renova o verde no olhar. E deixa o chão...&lt;br /&gt;O céu sempre foi o seu vício.&lt;br /&gt;Voe, passarinho. Voe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3037332772433412256?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3037332772433412256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/voe.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3037332772433412256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3037332772433412256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/voe.html' title='Voe'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8466274912168215941</id><published>2011-01-11T05:48:00.000-02:00</published><updated>2011-01-11T05:48:00.199-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Olha a ventaniaaaaa!</title><content type='html'>“Tomba pra cá,&lt;br /&gt;tomba para lá.&lt;br /&gt;Fala com pessoas que,&lt;br /&gt;nem sempre estão lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um olho pra esquerda,&lt;br /&gt;o outro pra frente.&lt;br /&gt;Sempre trazendo um sorriso,&lt;br /&gt;mas quase sempre sem dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrota e peida.&lt;br /&gt;Coça o saco e xinga.&lt;br /&gt;Se fosse uma planta, eu diria:&lt;br /&gt;“Xi, essa não vinga!“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa com todos,&lt;br /&gt;Não tem vergonha de nada.&lt;br /&gt;Quando não está dormindo,&lt;br /&gt;Está fazendo alguém dar risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sentem pena,&lt;br /&gt;outros fingem não ver.&lt;br /&gt;Mas todos queriam ser pinguços,&lt;br /&gt;Para cair de tanto beber...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8466274912168215941?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8466274912168215941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/olha-ventaniaaaaa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8466274912168215941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8466274912168215941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/olha-ventaniaaaaa.html' title='Olha a ventaniaaaaa!'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5021306242793027512</id><published>2011-01-10T17:51:00.004-02:00</published><updated>2011-01-10T17:51:32.915-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Petersen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tema livre'/><title type='text'>A menina</title><content type='html'>&lt;link href="file://localhost/Users/leonardolamha/Library/Caches/TemporaryItems/msoclip/0clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;  &lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:Century;	panose-1:2 4 6 4 5 5 5 2 3 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}@font-face	{font-family:Cambria;	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:Cambria;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.0pt 842.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;       &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menina ao ler no jornal que as pessoas devem abdicar do tempo que dedicam à internet e usá-lo para interação familiar começa a desconfiar dos jornais e da mídia como sendo veículos que transmitem informações mas não se preocupam muito em contextualizar o assunto e possibilitar a melhor interpretação para além dos fatos narrados. A manchete espalhafatosa ALIENAÇÃO CAUSA DEPRESSÃO E RECLUSÃO com esses ãos gigantescos e pesados provoca na menina uma pequena reflexão e a faz pensar que gostaria de perguntar ao jornalista o que ela, isto é, a menina, supostamente deve fazer quando se quer ter uma interação familiar mas não dá pois a família é uma família talvez horrorosa que a deixara de lado desde a infância. Não insurge nela, na menina, nenhum grito revolucionário contra a manipulação da mídia, pois ingressou recentemente e um tanto prematuramente na vida adulta mesmo mantendo certas imaturidades, mas sim um extremo incômodo, uma depressão, uma falta de perspectiva de vida, e no final a única eficácia da manchete de jornal é deixá-la mais pra baixo ainda. Se a interação familiar é melhor que a alienação causada pela internet, e ela, a menina, não pode interagir com a família pelo simples fato da família recusar a presença da filha e só deixá-la morar lá por questões legais e por um mui discutível e hipotético peso na consciência ao vislumbrar cenas imaginárias da filha sendo encontrada morta de fome e frio na sargeta perto da casa - então o que fazer? Como mostrar para a menina que há vida além do inferno cíclico familiar em que ela se encontra presa, que aprisiona ao redor de um eixo toda a sua existência. Ela tem que estudar mas não consegue pois a mãe a repreende e diz que estudar é idiota, ela tem que trabalhar mas não tem apoio nem sabe por onde começar, ela tem amigos mas que dizem clandestinamente que não adianta nada ela ficar chorando pois precisa fazer algo, mas essas palavras são vazias pois são só palavras que não trazem em si o real significado da prisão e do ambiente de extrema hostilidade em que ela cresceu e moldou seua mente e seus atos ao longo dos anos e enxergar fora dessas cercas só a afunda mais na depressão aparentemente infinita. Como apontar com o dedo uma saída que para nós parece tão simples e fácil como erguer um dedo e dizer faça isso vá pra lá que tudo vai ficar bem, sendo que esse “isso” e esse “lá” requerem uma quantidade inimaginável de coragem e força de vontade tais que a menina nunca antes aprendeu. Como apreender todo o significado de todos esses problemas em uma peça narrativa constituída de um grande parágrafo que tem como objetivo a tentativa de fazer a menina expandir sua mente e sua capacidade de ver e interpretar as coisas por si só através de um processo de identificação com uma personagem que foi construído de modo a ter os mesmos problemas que ela e cujo objetivo máximo é oferecer um vislumbre do problema todo e tentar criar uma epifania momentânea, um estalo, um clique fulgaz que será o primeiro e mais difícil passo para ela tentar andar sozinha?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Century;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5021306242793027512?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5021306242793027512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/menina_10.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5021306242793027512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5021306242793027512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/menina_10.html' title='A menina'/><author><name>Leonardo Petersen Lamha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-Y4OdKKac9Yw/TbLo73AoWzI/AAAAAAAAAGc/ZgA9lPlr7c4/s220/freyre.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5927481736364666879</id><published>2011-01-04T06:37:00.001-02:00</published><updated>2011-01-04T06:37:00.482-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Pés descalços</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Suas roupas eram imundas. Se é que aquele amontoado de trapo poderia ser chamado de roupa, pois mais pareciam retalhos juntados e grosseiramente costurados. As cores não combinavam e os tamanhos variavam, assim como o tipo de cada tecido. Mas é o mais próximo de uma roupa que ele tinha.&lt;br /&gt;Os dentes, ou melhor, os poucos que sobraram, dariam um tremendo trabalho para um dentista, ou trariam uma grande fortuna àquele que fosse fazer-lhe uma prótese. Era lamentável, mas não dispunha de recursos para fazer sua higiene pessoal.&lt;br /&gt;Talvez tenha dormido sobre um lugar chamado: casa; pois o seu lar era qualquer canto. Na hora que o sono batia, ele se preocupava com isso. O seu teto era a imensidão azul do céu.&lt;br /&gt;Já não sentia fome, pois passava tanto tempo sem alimento no estômago, que seu corpo já estava acostumado a viver sem a comida. E quando encontrava algo, estava longe de ser uma refeição digna de um homem.&lt;br /&gt;Sua pele era castigada pelo tempo e pela vida, não aparentava a idade que tinha. Seus recursos e inteligência disponíveis não são o suficiente para preencher um espaço na sociedade. Mas mesmo assim, ele estava lá... Existindo.&lt;br /&gt;Naquele momento em que eu o vi, ele não estava roubando, nem mesmo matando. Não posso afirmar se ele fez ou deixou de fazer alguma dessas coisas. Ele estava sonhando, instantes antes de ser escorraçado pelo comerciante da loja.&lt;br /&gt;Suas mãos faziam o formato de concha ao redor dos olhos para evitar o reflexo do vidro. Parecia um espantalho, tamanha era a sua aparência rústica e deplorável. Com o rosto colado no vidro da loja, ele sonhava. Alheio a qualquer outra coisa do mundo, até mesmo a um prato de comida, aquele homem sonhava.&lt;br /&gt;Sonhava em ser reconhecido pelo mundo. Talvez, sonhava em recuperar parte da dignidade que lhe fora roubada ao longo dos anos. Acho que aquele homem buscava algo naquele momento e não era matar a fome, e nem mesmo melhorar a sua aparência. Hipnotizado pela vitrine de uma loja de sapatos, aquele homem descalço não queria nada além de voltar a ser aquilo que sempre foi... um homem.&lt;br /&gt;Mas o instante passou e a vassoura desceu forte sobre seu corpo. O gesto brutal trouxe-me dos pensamentos, assim como trouxe aquele pobre homem à dura realidade em que ele se enquadrava: a de um animal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5927481736364666879?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5927481736364666879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/pes-descalcos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5927481736364666879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5927481736364666879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2011/01/pes-descalcos.html' title='Pés descalços'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8762256235653274862</id><published>2010-12-28T10:43:00.001-02:00</published><updated>2010-12-28T10:44:27.462-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Serafim</title><content type='html'>Luzes na cidade, barulho do caos e a voz humana turbulenta em meus ouvidos. Ao cair da noite me aproximo deles. No alto do prédio, eu os observo. São fascinantes. Criaturas pecadoras, falsas e sem fé. Mas incríveis assim mesmo.&lt;br /&gt;Chego mais próximo. De uma baixa sacada, espreito... Olho e sinto. Eles não podem me ver. Uma intensidade de luz incomum ao redor de um corpo, um tom de pele cobre inexistente para eles, um par de asas atrás das costas e uma brilhante espada. Tamanha imponência e beleza, mas mesmo assim, os pobres olhos não enxergam.&lt;br /&gt;Olhos sem fé, sem pureza; jamais me enxergarão. Jamais!&lt;br /&gt;Há tempos atrás, seria uma loucura o que faço agora. Cometeria o caos, pois muitos me enxergariam. A fé e a paz existiam naquela época; e nelas, o homem acreditava. Por isso, o surgimento de um anjo poderia trazer imensa confusão.&lt;br /&gt;Mas hoje, eu não temo. Infelizmente a fé acabou. Os anjos não mais usam espadas, nem mesmo caçam os demônios. A fé realmente acabou.&lt;br /&gt;Caminho nas ruas e tento sentir o que eles sentem. É estranho pensar que um anjo, entre os homens, caminha. Vejo crianças. Elas se divertem e nada tiraria a atenção delas. A não ser... eu?&lt;br /&gt;Uma criança me observa; olha em meus olhos. Não compreendo. Como ela pode me ver? Ela se aproxima e ignora o jogo. Sem medo ou desconfiança, estende a mão para mim.&lt;br /&gt;- Quer jogar bola moço?&lt;br /&gt;Incapaz de responder, vacilo. Seus olhos insistem e sua mão permanece estendida. Ela me observa e me tira do transe.&lt;br /&gt;- Moço, pra que essa espada?&lt;br /&gt;Continuo calado, inexpressivo... Mas ela realmente estava lá.&lt;br /&gt;- Essas asas são de verdade? Pra que essa corneta?&lt;br /&gt;Por fim, acordo. Abaixo-me e sorrio para ele.&lt;br /&gt;- O que vê em mim? Com o que pareço?&lt;br /&gt;Sua inocente voz descreve:&lt;br /&gt;- Um moço bronzeado. Com armadura, corneta, espada e asas. São de verdade?&lt;br /&gt;- E em meus olhos? O que vê neles?&lt;br /&gt;Meio assustado ele observa.&lt;br /&gt;- Luz. Eu só vejo luz. Que jogar bola moço?Levanto-me feliz e afirmo: - Sim, são asas de verdade! A armadura é para a minha proteção e a espada será a sua proteção. Se minha espada falhar, com a corneta irei chamar por anjos. E com eles, espadas irão te proteger.&lt;br /&gt;- Você é um anjo?&lt;br /&gt;- Mais do que isso, sou um serafim.&lt;br /&gt;- E você quer jogar bola, Serafim?&lt;br /&gt;- Obrigado. Mas irei torcer por você.&lt;br /&gt;O garoto voltou feliz ao jogo. Um serafim ele tinha visto, mesmo sem saber ao certo o que é um serafim. E foi assim que ele voltou, cheio de orgulho e repleto de paz.&lt;br /&gt;Guerreiro, general, serafim. Um dos mais poderosos anjos do reino dos céus. Criaturas de força e fé indiscutíveis.&lt;br /&gt;Desembainhei minha espada e senti revigoração. A luz de meu corpo se intensificou e o som angelical da corneta soou. A fé e a esperança ainda existiam, em poucos, mas estava lá. Ainda havia um motivo, uma razão, para continuar lutando.&lt;br /&gt;Muitos demônios irão perecer! - Pensei. - E jamais irei descer aos humanos novamente. Pois trarei a fé e todos voltarão a me ver. Os anjos serão vistos e suas cornetas serão ouvidas. Jamais desistirei. Todos os demônios eu vou destruir. Pois a esperança eu vi e por ela vou lutar.&lt;br /&gt;Aquele garoto cresceu e hoje escreve essa história. Essa que acabou de ler. Uma vaga lembrança do serafim foi o que lhe restou. Mas dentro dele existe a paz. A paz que alimenta a força. A força que existe em mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8762256235653274862?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8762256235653274862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/serafim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8762256235653274862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8762256235653274862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/serafim.html' title='Serafim'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3226664431510157705</id><published>2010-12-21T09:49:00.000-02:00</published><updated>2010-12-21T09:49:00.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Receita de fim de ano</title><content type='html'>“Não ferva demais,&lt;br /&gt;e nem de menos.&lt;br /&gt;Controle a temperatura,&lt;br /&gt;rigorosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempere a gosto,&lt;br /&gt;o sabor é fundamental.&lt;br /&gt;Tudo precisa de um sabor,&lt;br /&gt;dê o seu toque pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Use as mãos,&lt;br /&gt;e também os dedos.&lt;br /&gt;Não deixe que outros&lt;br /&gt;façam por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteja sempre de olho!&lt;br /&gt;Não se arrisque e&lt;br /&gt;coloque tudo a perder,&lt;br /&gt;por falta de atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha paciência.&lt;br /&gt;Saiba esperar.&lt;br /&gt;Essa parte é, sem dúvida,&lt;br /&gt;a mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba escolher&lt;br /&gt;o acompanhamento.&lt;br /&gt;Assim como fez&lt;br /&gt;com os ingredientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não coma&lt;br /&gt;antes de agradecer.&lt;br /&gt;Você não fez isso,&lt;br /&gt;sem recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não coma&lt;br /&gt;sozinho.&lt;br /&gt;Não costuma cair bem.&lt;br /&gt;Espere...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor do que:&lt;br /&gt;amigos.&lt;br /&gt;Parentes.&lt;br /&gt;Amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante a refeição,&lt;br /&gt;Não se esqueça de um detalhe.&lt;br /&gt;Sorria!&lt;br /&gt;Fará toda a diferença.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3226664431510157705?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3226664431510157705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/receita-de-fim-de-ano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3226664431510157705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3226664431510157705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/receita-de-fim-de-ano.html' title='Receita de fim de ano'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6904852530952523290</id><published>2010-12-14T05:45:00.001-02:00</published><updated>2010-12-14T05:45:00.159-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Meu recomeço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*espero que consigam sentir o mesmo que senti ao escrever esse conto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo parece como nas outras vezes. O mesmo lugar, as mesmas pessoas, as mesmas palavras de incentivo, enfim... Igual. E como todas às vezes, sinto como se hoje fosse um dia especial, diferente. Apesar de todos os dias eu sentir essa mesma sensação e nada de diferente acontecer.&lt;br /&gt;Mas hoje precisa ser um dia diferente, pois é nisso que acredito. É para conquistar um novo passo na vida que acordo todos os dias, repleto de esperança e dedicação. Meu suor é dedicado a esse passo, minha cabeça lateja e a enxaqueca às vezes me faz desistir de tentar. Mas hoje não, pois hoje será um dia diferente.&lt;br /&gt;Os preparativos de sempre são feitos, como se em um ritual. Fazemos os exercícios, alongamos nosso corpo e preparamos nossa cabeça pra aquilo que está por vir. Sabemos que após conquistar o primeiro passo, teremos muitos outros desafios pela frente, mas esse será o começo. Meu recomeço.&lt;br /&gt;O chão é cuidadosamente preparado com um quebra cabeça acolchoado, como se fosse para receber crianças. Ao longo do trajeto – sim, mesmo sem eu ter conquistado nada, o trajeto é montado por completo –, os corrimões são fixados. Visto o meu melhor tênis, pois é com ele que pretendo seguir minha jornada. Religiosamente sou levado ao começo do percurso, e do lado de fora do corrimão, todos se aproximam para assistir. Enfermeiras, médicos, outros pacientes, mas para meus olhos, todos são meus amigos. Todos os dias fazemos isso uns pelos outros. Nós torcemos.&lt;br /&gt;Chega o momento, aciono os freios da cadeira e o silêncio é a única coisa que habita o ambiente. Mesmo assim, posso ouvir o pensamento de muitos. As palavras, os votos de força e confiança. Todos torcem por mim. Todos nós torcemos para aquele que está aqui. Firmo minhas mãos nos apoios da cadeira e com um tremendo esforço consigo me erguer. A próxima etapa é a mais difícil e é onde eu sempre sou derrotado: o momento em que tiro as mãos do apoio da cadeira e tento me apoiar nos corrimões.&lt;br /&gt;Mas hoje é um dia diferente e sei que vou conseguir. Sinto isso todos os dias. O suor escorre de minha testa e sob minhas axilas. Não é calor, é um suor gelado... Mas também não é medo.&lt;br /&gt;Não sei explicar, mas é fruto de uma ansiedade que consome nosso corpo. Minha enfermeira fica bem próxima, mas ela sabe que não deve interferir. Somente quando eu cair ao chão é que ela deve partir para o meu socorro, antes disso, não.&lt;br /&gt;Meus braços tremem, pois jogo sobre eles o peso do meu corpo. Lembro-me dos conselhos que ouço todos os dias. O peso deve ser jogado sobre minhas pernas, são elas que devem me sustentar. Faço isso, e elas tremem mais que meus braços. Divido o peso e preparo para concentrar a força em um dos lados, é o momento de tentar alcançar o corrimão. Meu braço esquerdo e minha perna esquerda são duramente exigidos, é sobre eles que lanço a carga de todo meu corpo. Agilmente solto o suporte da cadeira e lanço-me para o corrimão. Meu braço direito se flexiona, por pouco não cedo ao peso. Fazendo cachoeiras de suor escorrer do meu corpo e usando toda minha força, consigo me restabelecer.&lt;br /&gt;Agora é o momento que costumo falhar – sou canhoto -; meu braço direito não consegue suportar o peso de todo meu corpo. Mas hoje, é um dia especial e sei que vou conseguir. Sinto isso, todos os dias, mesmo depois de falhar. Hoje, vai acontecer!&lt;br /&gt;Ajeito o punho, asseguro-me que o corrimão está firme sob minha mão. Mais uma vez, lembro-me de colocar o peso sobre minhas pernas, são elas que devem me sustentar. Alivio meus braços, jogo meu corpo sobre o lado direito e avanço. Largo o apoio esquerdo da cadeira e me arremesso em busca do corrimão. Aquele momento parece eterno, mas foi a mesma fração de segundo de ontem. No momento em que vejo minha mão se aproximando do corrimão, no instante seguinte ele foge de mim. Meus dedos ficam longe, pois, assim como ontem, meu lado direito não foi capaz de sustentar o peso e cedeu. Meu corpo foi caindo para a direita e só me dei conta quando o baque chegou aos meus ouvidos. O rosto colado no chão macio, aquele ligeiro formigamento nos braços cansados e uma sutil dor no quadril.&lt;br /&gt;A mesma história de ontem. A enfermeira veio ao meu auxilio, erguendo-me do chão. Fui colocado gentilmente na cadeira sob uma enxurrada de perguntas. Sim, eu estava bem, assim como ontem. Os mesmos conselhos, as mesmas palavras de confiança e força. Todos aplaudiram, como todos os dias. Como sempre fazemos diante do esforço e dedicação de cada paciente que se arrisca a dar um passo. O primeiro passo daquilo que será apenas o começo de tudo.&lt;br /&gt;Deito a cabeça no travesseiro e, poucos instantes antes de cair no sono, sinto algo no peito. Sinto a mesma coisa que senti na noite passada... Sinto que amanhã será um dia diferente. Sinto que amanhã, darei o meu primeiro passo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6904852530952523290?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6904852530952523290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/meu-recomeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6904852530952523290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6904852530952523290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/meu-recomeco.html' title='Meu recomeço'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-291802934465551108</id><published>2010-12-09T20:24:00.001-02:00</published><updated>2010-12-09T20:24:37.158-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Rojão</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;- Não fui eu!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Gritava o torcedor após a partida ser interrompida por um rojão estourado dentro do campo. Todos em volta o acusavam, o time podia ser penalizado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Confessa, seu babaca! Olha a merda que deu!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Tô dizendo cara! Não fui eu!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Eu vi você jogando a bomba, seu animal! – Gritava outro torcedor peitando o acusado, enquanto a policia subia a arquibancada, eram mais de vinte deles.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Você tá maluco! Viu o ...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E Vadinho foi puxado pelo colarinho e arrastado arquibancada abaixo até uma salinha a parte. O jogo pode continuar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É, esse negócio de agressividade na torcida hoje já não funciona mais. Teu time leva punição, e quem perde no final é a torcida. Mas resta uma dúvida, o que é pior? Apanhar da própria torcida, ou dos policiais?&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-291802934465551108?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/291802934465551108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/rojao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/291802934465551108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/291802934465551108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/rojao.html' title='Rojão'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3311192985935595077</id><published>2010-12-07T08:51:00.000-02:00</published><updated>2010-12-07T08:51:00.176-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Um sentimento estranho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu estava dirigindo meu carro, fazendo o mesmo monótono percurso de sempre. Aquele que fazemos até mesmo se estivermos de olhos fechados. Sabe quando saímos de casa, sistematicamente no mesmo horário e percorremos o trajeto que não passa de uma repetição? Foi isso que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Os mesmos semáforos abrindo, os mesmos semáforos fechando. E como todas as vezes, eu xingando pelo fato de ter que parar. As mesmas pessoas que, assim como eu, vivem a mesma rotina, saindo de suas respectivas garagens no exato momento em que eu passo, enfim... uma tremenda mesmice.&lt;br /&gt;Mas eu não estou me queixando, pelo contrário. Gosto disso e os fatores que mudam essa paz no meu trajeto é que me preocupam. Assim como o fato que me ocorreu há alguns meses.&lt;br /&gt;Eu estava dirigindo o meu carro. Fazendo o mesmo monótono percurso de sempre. Quando em um momento de distração, voltei minha atenção para o rádio. Um momento ínfimo, para não dizer nulo. Aquela fração de segundo onde sua vida pode mudar. Uma pessoa atravessou a rua no exato momento em que tirei os olhos dela. Não houve tempo para reações e o impacto foi extremamente violento. O homem foi acertado em cheio, mas ao invés de ter rolado por cima do carro, ele foi derrubado ao chão e as rodas – sim, as duas do lado direito – passaram por sobre seu corpo. Eu senti o solavanco, o impacto. Eu ouvi o barulho do choque, o gemido abafado do ar saindo de seus pulmões quando o carro passou sobre ele. Foi horrível.&lt;br /&gt;Parei poucos metros à frente. Voltei desesperado, tentando inutilmente socorrer aquele homem. Mas ao vê-lo, tive a certeza de que era tarde demais. Seus olhos estavam opacos, fitando o nada; sangue escorria de seu nariz e essa era a parte mais apresentável dele. Seu tronco estava moído, parte de seus órgãos estavam fundidos com o asfalto, deixando um rastro de tecido e sangue por alguns metros. Alguns ossos da costela despontavam pela carne destroçada e não muito distante do seu corpo, um pedaço da coluna podia ser facilmente reconhecido. Seus braços estavam em uma posição desumana, e suas pernas... confesso que nem mesmo consegui identificar onde estavam...&lt;br /&gt;Por outro lado, as minhas pernas tremiam. Meus olhos estavam marejados e minha cabeça só conseguia processar uma única coisa: “Eu matei um cara!”. Peguei o celular três vezes, e três foram as vezes em que o coloquei de volta no bolso. Eu precisava chamar a ambulância, a polícia, a funerária. Sei lá! Mas não tinha coragem. Passava o flash na minha cabeça, onde eu era condenado à prisão como um bandido qualquer, onde tudo o que aconteceu não passava de um acidente. Fiquei alguns segundos vivendo esse conflito mental, até o momento em que me dei conta de que a rua permanecia vazia. As rotinas não foram alteradas. Entrei no carro decidido e parti.&lt;br /&gt;Passei parte do trajeto assustado, culpando-me de cometer um terrível crime. Culpando-me por ter fugido. Eu pensava repetidamente: “Eu matei um cara! Eu matei um cara! Eu matei um cara”. E foi pensando nisso, lembrando do seu corpo destroçado que, em dado momento, eu descobri o que realmente sentia. O sorriso estampou em meus lábios no momento que disse: &lt;em&gt;Eu gostei!&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3311192985935595077?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3311192985935595077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/um-sentimento-estranho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3311192985935595077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3311192985935595077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/um-sentimento-estranho.html' title='Um sentimento estranho'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1493354476493232139</id><published>2010-12-04T01:25:00.000-02:00</published><updated>2010-12-04T01:27:26.585-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Do que gosto...</title><content type='html'>Gosto de bolsos para esconder as mãos.&lt;br /&gt;E gosto do teu colo que afaga minha aflição.&lt;br /&gt;Gosto de xícaras para tomar café.&lt;br /&gt;E das tuas mãos dispostas a me fazer cafuné.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de rabiscos e traços.&lt;br /&gt;Ainda mais, gosto do carinho dos seus abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gosto de um pouco de aventura,&lt;br /&gt;Cachoeiras, mar aberto, até o deserto...&lt;br /&gt;Gosto ainda mais de te ter por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de algumas coisas,&lt;br /&gt;Ou de tudo... um pouco.&lt;br /&gt;Mas é de você que gosto tanto ou mais.&lt;br /&gt;É seu meu encanto...&lt;br /&gt;E é o seu amor que eu quero em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1493354476493232139?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1493354476493232139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/do-que-gosto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1493354476493232139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1493354476493232139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/do-que-gosto.html' title='Do que gosto...'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-7232622774410208195</id><published>2010-12-02T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-12-02T00:01:00.331-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Quem tem olhos e não vê</title><content type='html'>&lt;p&gt;Coração não sente   &lt;br /&gt;O que se vê em frente    &lt;br /&gt;Se o ver por ver    &lt;br /&gt;For tão raso pra crer    &lt;br /&gt;Grande vazio!    &lt;br /&gt;Onde passa o rio.    &lt;br /&gt;Onde está a compreensão?    &lt;br /&gt;Assoreado ribeirão!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Onde está a compreensão?&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-7232622774410208195?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/7232622774410208195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/quem-tem-olhos-e-nao-ve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7232622774410208195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7232622774410208195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/12/quem-tem-olhos-e-nao-ve.html' title='Quem tem olhos e não vê'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3861660983758848218</id><published>2010-11-30T09:36:00.000-02:00</published><updated>2010-11-30T09:36:00.476-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wikkiborn'/><title type='text'>Orfanato da Rua Wikkyborn</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;* Antes de iniciar a leitura, &lt;/strong&gt;recomendo que leia o texto do link abaixo. Não vai se arrepender, eu garanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/04/o-bizarro-acontecimento-na-rua.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/04/o-bizarro-acontecimento-na-rua.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orfanato da Rua Wikkyborn&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas crianças têm o privilégio de viver a infância ao lado dos pais e do conforto do próprio lar. Eu não tive essa sorte e minha infância aconteceu enquanto eu morava em um orfanato na famosa Rua Wikkyborn.&lt;br /&gt;As crianças eram tratadas com severidade e qualquer desrespeito ou mau comportamento era duramente repreendido. Porém, éramos crianças e era inevitável que ficássemos longe dos problemas, eles vinham até nós.&lt;br /&gt;Quando algum garoto era pego fazendo algo de errado, ele levava broncas, às vezes palmatórias e por fim, passava parte do dia sem comer, trancado na sala de castigo.&lt;br /&gt;A sala de castigo era temida, pois era o lugar mais estranho do orfanato. Havia algumas cadeiras de madeira e nenhum outro móvel. Não havia janelas e a única distração era observar um estranho quadro com um palhaço nada amistoso. Por ser o único adorno da sala, todas as crianças falavam do palhaço. Umas diziam que ele era assombrado, outras diziam que ele estava lá para nos observar e nos botar na linha, enfim, todas tinham uma coisa em comum em relação ao palhaço – medo.&lt;br /&gt;Confesso que fui para aquela sala mais de uma vez. E confesso que a cada vez que entrei lá, tive a sensação de que o palhaço estava com suas feições mais duras e fechadas do que da última vez.&lt;br /&gt;Certo dia, uma briga fez com que sete garotos fossem mandados para a sala do castigo, e eu era um deles. Ao entrarmos lá, ocupamos uma cadeira e começamos a falar do palhaço e da suspeita de que ele estava cada dia mais zangado. De fato estava.&lt;br /&gt;Em um momento de distração, notamos que o olhar do palhaço estava inflamado e seu rosto tristonho havia se transformado em um sorriso vingativo de arrepiar os cabelos. Levantamos das cadeiras assustados, começamos a gritar por socorro, mas a porta estava trancada. Foi inocência nossa dar as costas para o temido quadro, ao olharmos de volta, nos demos conta de que a moldura estava vazia, e o palhaço estava de pé, diante de nós.&lt;br /&gt;Os gritos foram substituídos por lágrimas, as quais foram inúteis. O palhaço pegou um garoto por vez. Uns foram mordidos na garganta e seus corpos largados no chão com convulsões e espasmos que antecederam a morte. Outros tiveram alguns membros quebrados antes de serem asfixiados pelas mãos cobertas por luvas. Enquanto o palhaço, com garras as quais eu não imaginei que existiam, dilacerava o penúltimo garoto, eu ajoelhei no chão implorando pelo seu perdão. Disse a ele que faria qualquer coisa que ele quisesse. Prometi nunca mais ofendê-lo. Após largar o garoto no chão com parte de suas entranhas para fora, ele se aproximou de mim com o sorriso desumano e olhos predatórios. Tive o corpo erguido do chão por uma única mão do palhaço e em seguida com a outra ele fez sinal de silêncio. Senti a força de sua mão apertando minha garganta a ponto do ar não mais chegar aos pulmões. Antes de perder a consciência, pude ouvir sua voz entrando em minha mente. Ele dizia que pouparia minha vida caso eu demonstrasse maior respeito aos quadros. Disse que eu deveria adornar minha casa com o maior número de quadros que fossem possíveis, tornando-me o maior colecionador do mundo. E foi ouvindo essas palavras que perdi a consciência.&lt;br /&gt;Sou o Lorde Dorian Gray e fui considerado o maior colecionador de quadros do mundo. Aprendi a gostar e a respeitar os quadros a ponto de desejar que meu próximo quadro seja um auto-retrato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3861660983758848218?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3861660983758848218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/orfanato-da-rua-wikkyborn.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3861660983758848218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3861660983758848218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/orfanato-da-rua-wikkyborn.html' title='Orfanato da Rua Wikkyborn'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3576655009262703898</id><published>2010-11-25T00:11:00.000-02:00</published><updated>2010-11-26T12:58:52.244-02:00</updated><title type='text'>País das Maravilhas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sinceramente, não sei de onde surgem as pessoas! Num momento você está abstraído no seu canto, ouvindo sua musiquinha no fone de ouvido, e no seguinte, aparece alguém que parece ter saído daqueles livros de fantasia estranhos. Ainda mais em ônibus. Acho que esses veículos abrem um portal com outro mundo quando chegam a certa velocidade transportando certa quantidade de massa. Mas isso é problema da física, o meu é como um ônibus pode se transformar num país das maravilhas ambulante!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Faltava pouco para a porta fechar, mas o motorista foi iluminado de esperar um segundo para que aquele personagem entrasse, trazendo consigo seus 3 filhos. E que personagem, por pouco não preenchia duas poltronas. Um de seus filhos vinha no colo, era uma menininha de poucos meses, que olhava tudo com seus olhinhos lindos esbugalhados. Já os outros dois, gêmeos e deviam ter seus cinco anos. Duas pestes. Sentaram-se à minha frente, pois uma senhora deu seu lugar para que eles sentassem. Um dos garotos ficou de pé, de frente para eles.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Até aí você pode estar pensando, “Mas e daí? Cadê a graça? Isso eu vejo todos os dias, e coisas bem piores!” Tudo bem, você tem razão, e talvez você nem notasse isso acontecendo milhões de vezes a sua volta todos os dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acontece, que, geralmente,as crianças se comportam dentro de um ônibus. As crianças brincam, quando se tem lugar pra brincar, mas aquelas se superaram. Era mola maluca pra todo lado, corriam pelo corredor e discutiam fantasias heróicas na escola.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Seis da tarde, crianças correndo e gritando. Pensou que só veria em sua casa isso? Sim, era em pleno ônibus em movimento. Por um momento pensei que iria cair num buraco perseguindo um coelho branco. Mas algo me despertou pra realidade: uma bolha de sabão. Quando abri meus olhos, ela, uma enorme bolha colorida flutuava em frente ao meu rosto, até que estourou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você sabe o que é uma bolha de sabão, mas acho que quando se está num ônibus, a pressa de chegar faz a gente esquecer tudo que a gente sabe. Quando dei por mim, estávamos viajando pela cidade com o ônibus colorido de bolhas. E a garotinha no colo da mãe erguia os braços pra tentar pegá-las.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um riso infantil brotou de minha alma crescida, e não consegui o segurar, ri francamente, e isso contagiou quem estava em volta, todos riam, davam gargalhadas e entravam na fantasia. Aquele garoto enchia suas bolhas de ar inocente, e isso nos fazia esquecer as preocupações cotidianas. Até o motorista sorria pelo retrovisor, mesmo eles, que já viram tudo na vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Só sei que quando eles desceram, perdeu-se a graça, e voltamos à realidade, como que acordados de um sonho mágico. Só fiquei imaginando depois, que num lugar tão cinza, o colorido faz tanta diferença!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3576655009262703898?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3576655009262703898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/pais-das-maravilhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3576655009262703898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3576655009262703898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/pais-das-maravilhas.html' title='País das Maravilhas'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1542561649008620470</id><published>2010-11-23T03:53:00.000-02:00</published><updated>2010-11-23T03:53:00.725-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Instinto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz parte da sua raça seguir os instintos. Por mais inteligente que possa ser, parte de suas ações são feitas por puro impulso. Não existe ninguém soprando em seus ouvidos o que deve ser feito. Ela sabe o que fazer; apenas não se sabe o porquê disso.&lt;br /&gt;Depois de feito, ela sente. Não através de alguns de seus apurados sentidos, mas através da sua alma. Ela sabe que deu certo e o que deve fazer em seguida.&lt;br /&gt;A partir disso, infeliz será aquele que cruzar o seu caminho. Seja sua caça, seja semelhante ou até mesmo, um predador. Não há inimigo capaz de lhe fazer algum mal, pois ela tem uma missão a cumprir e não permitirá que nenhuma outra espécie a coloque em risco. Lutará com suas unhas e dentes, até eliminar os seus adversários.&lt;br /&gt;O tempo passa e ela carrega esse fardo, que ganha força aos poucos. Sua vida passa a não ter mais importância. Mas mesmo com parte dos movimentos restritos devido ao enorme volume em seu ventre, ela continua mortal. Tomando a vida daquele que ameaçar o que há de mais precioso.&lt;br /&gt;Mais algumas semanas se passam e ela ocupa o seu dia preparando o local ideal. Protegido de predadores, quente e confortável. O lugar perfeito. E no momento perfeito, pois a hora se aproxima.&lt;br /&gt;Não pense em um mar de filhotes, e nem mesmo em uma ninhada de diversos herdeiros. Quando falamos dela, estamos falando de uma única cria. Um animal que será forte e mortal, assim como sua progenitora. O ovo foi botado e em poucos instantes estará eclodindo.&lt;br /&gt;A força e a fúria da raça foi passada para a nova geração, que facilmente destrói a dura casca com seus afiados dentes. A carinhosa mãe observa sem esboçar nenhuma ajuda. Apenas admira sua cria.&lt;br /&gt;Ao sair do ovo, a mãe aproxima o focinho para cheirar. Usa a língua para limpar, mas ao fazer isso recebe uma ousada mordida. Seus olhos se estreitam e ela se afasta por alguns instantes. Ela observa a ousadia de seu filhote ao atacá-la e no instante seguinte, sem hesitar, abocanha o recém nascido. Parte seus frágeis ossos e engole a massa de carne de uma só vez.&lt;br /&gt;Ela não fez por mal, apenas agiu por instinto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1542561649008620470?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1542561649008620470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/instinto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1542561649008620470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1542561649008620470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/instinto.html' title='Instinto'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4425657123452101614</id><published>2010-11-20T12:45:00.000-02:00</published><updated>2010-11-20T12:46:08.016-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Orações</title><content type='html'>Orações&lt;br /&gt;É como escrever nas pedras...&lt;br /&gt;Esperando que as águas nunca venham com muita força...&lt;br /&gt;Sonhando que as letras durem o tempo de uma vida inteira com você...&lt;br /&gt;Mas eu me cansei de forçar a ordem natural das coisas...&lt;br /&gt;Comprei um licor de chocolate e vou viver a insônia esperando que algo aconteça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom ou ruim, nada pode ser pior que este nada à sombra de tudo...&lt;br /&gt;O vazio ecoa a saudade dos tempos em que éramos só sonho e hoje, o pó...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resto de um passado mal conjugado,&lt;br /&gt;Em orações formadas por verbos imperfeitos...&lt;br /&gt;Orações sem fé, terminadas com substantivos abstratos e reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo pelo chão toda nossa estrada sem voltas.&lt;br /&gt;Passagens, idas e vindas, morte de planos sem sorte.&lt;br /&gt;Em toda raiz, meu nome junto ao teu.&lt;br /&gt;Orações com fé, finais pontuados depois da palavra saudade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais, pegadas...&lt;br /&gt;Passos que não me levam a lugar algum...&lt;br /&gt;E aqui, ainda, esta esperança pesada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4425657123452101614?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4425657123452101614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/oracoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4425657123452101614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4425657123452101614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/oracoes.html' title='Orações'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8575944967578890548</id><published>2010-11-18T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-11-18T00:01:03.136-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Incorpóreo</title><content type='html'>&lt;p&gt;No pé da janela,    &lt;br /&gt;A mão sobe a xícara de café.     &lt;br /&gt;Quero ficar acordado essa tarde.     &lt;br /&gt;À olhar os vagantes lá em baixo     &lt;br /&gt;Nesse calçadão cinza     &lt;br /&gt;Embaixo de um céu ainda mais dessa cor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fico a pensar nesse frio. Agasalhado.    &lt;br /&gt;Porque será estou aqui,     &lt;br /&gt;E eles lá a vagar com seus guarda-chuvas.     &lt;br /&gt;Formas coloridas colorindo as ruas.     &lt;br /&gt;Um olhar a vagar de corpo em corpo,     &lt;br /&gt;Adivinhando desejos, passados e pensamentos.     &lt;br /&gt;Um observador imaterial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poderia eu ser um deles,    &lt;br /&gt;Esquecendo-me tanto assim de mim,     &lt;br /&gt;Que deixo meu corpo     &lt;br /&gt;Para minha alma vagar nesse ar gelado     &lt;br /&gt;Sem sentir frio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sim,    &lt;br /&gt;O observador não existe a olho nu.     &lt;br /&gt;O olhar é a captura do imaginário para o imaginário     &lt;br /&gt;Tornando o irreal, palpável menos ainda.     &lt;br /&gt;Poderia eu ser um deles,     &lt;br /&gt;Ou eles serem meus personagens:     &lt;br /&gt;Fazer o que fazem, nos meus papéis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Poderiam eles ser um eu?    &lt;br /&gt;Se de fato, existem,     &lt;br /&gt;Não apenas em minha cabeça...     &lt;br /&gt;Penso, penso... logo existo.     &lt;br /&gt;Será que os outros existem para mim enquanto penso?     &lt;br /&gt;Poderiam ser partes de mim     &lt;br /&gt;Se não fossem apenas:     &lt;br /&gt;Eles?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas por enquanto,    &lt;br /&gt;Sou apenas uma mosca,     &lt;br /&gt;Incorpórea, aérea, etérea,     &lt;br /&gt;Vagueando vidas alheias     &lt;br /&gt;E sorvendo minha cafeína.     &lt;br /&gt;Enquanto vivo a vida de outros.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8575944967578890548?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8575944967578890548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/incorporeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8575944967578890548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8575944967578890548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/incorporeo.html' title='Incorpóreo'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4413956427487919576</id><published>2010-11-16T20:06:00.003-02:00</published><updated>2010-11-16T20:10:36.618-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Morro de rir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você pode ter a melhor visão do mundo, mas mesmo assim você não seria capaz de ver como vejo. Não importa se está claro, escuro, seco ou molhado. Vejo cores, sombras e vejo o calor do seu corpo. Não há como se esconder.&lt;br /&gt;Talvez tenha trabalhado como apreciador de vinho, sendo capaz de distinguir pelo olfato o local, ano e tipo de safra. Por mais que esse sentido seja treinado, ele não será como o meu, capaz de sentir o cheiro salgado do suor que escorre da sua testa, mesmo estando a quilômetros de distância.&lt;br /&gt;Não tente correr, fugir ou me despistar. Você pode conhecer as ruas, a selva, o deserto ou o mar. Mas não seria o suficiente para conseguir escapar de mim, eu serei mais rápido de qualquer forma.&lt;br /&gt;Já vi você brigando e tenho que reconhecer que é um ótimo lutador, mas toda a sua habilidade não ajudaria em nada. Você não seria capaz de permanecer em pé por muito tempo.&lt;br /&gt;Talvez você seja o modelo de um ser humano. Aquela obra prima criada por Deus, capaz de superar qualquer outro semelhante em todos os quesitos. Você continuaria sendo qualquer um. Além disso, sua fé não pode me comover.&lt;br /&gt;Confesso que uma coisa você foi capaz de fazer comigo. Você me fez rir, ou melhor, gargalhar. Eu admito que me mato de rir ao imaginar o que você faria com sua visão, olfato, velocidade, força, habilidade, coragem e com sua fé, quando a coisa mais importante que vai tentar fazer é segurar suas tripas que estarão caindo de sua barriga. Vai ser hilário!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4413956427487919576?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4413956427487919576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/morro-de-rir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4413956427487919576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4413956427487919576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/morro-de-rir.html' title='Morro de rir'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3331276160013529074</id><published>2010-11-12T00:10:00.000-02:00</published><updated>2010-11-12T00:11:35.977-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Um Minuto em Desencanto</title><content type='html'>Pelas estradas, chuva forte...&lt;br /&gt;Vento santo, gira o mundo, girassol.&lt;br /&gt;Sementes de sonhos.&lt;br /&gt;Se mente em sonhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas exatas, &lt;br /&gt;Destinos concretos.&lt;br /&gt;As dúvidas e as sombras no equilíbrio bambo das pernas cansadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem fato. &lt;br /&gt;Nem ato.&lt;br /&gt;A solúvel fé que adoça o desespero do impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me farto. &lt;br /&gt;Me ardo. &lt;br /&gt;Quase me mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas mentiras sinceras...&lt;br /&gt;Gira o Sol, gira o mundo.&lt;br /&gt;Vento canta o desencanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu em estrelas folgadas.&lt;br /&gt;Acordadas a espera de desejos mornos.&lt;br /&gt;Nem cadente, nem mágicas.&lt;br /&gt;Parecem cansadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sementes, estradas, girassóis.&lt;br /&gt;Rodopiam meus sons, &lt;br /&gt;Me roubam as fadas.&lt;br /&gt;Dorme em dia o meu Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desencanto mudo deste mundo sem cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resgate vale menos que minha dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3331276160013529074?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3331276160013529074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/um-minuto-em-desencanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3331276160013529074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3331276160013529074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/um-minuto-em-desencanto.html' title='Um Minuto em Desencanto'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2615089367926094929</id><published>2010-11-11T07:48:00.003-02:00</published><updated>2010-11-11T07:52:51.977-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Inverno e Queda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/TNu8avbnQaI/AAAAAAAAA8U/zDdPaDyT68A/s1600/029_Inverno%2Be%2BQueda%2B_%2Bby%2BEdson%2BGodinho.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/TNu8avbnQaI/AAAAAAAAA8U/zDdPaDyT68A/s320/029_Inverno%2Be%2BQueda%2B_%2Bby%2BEdson%2BGodinho.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538227334377062818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sinceridade se paga!&lt;br /&gt;O sincero se apaga&lt;br /&gt;Meio a mentira&lt;br /&gt;De uma mente hipócrita&lt;br /&gt;Afaga!&lt;br /&gt;Porque o silêncio é mortal&lt;br /&gt;Dizer a verdade&lt;br /&gt;E ouvir o nada&lt;br /&gt;É desigual!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o que tem,&lt;br /&gt;Tenho o que dôo.&lt;br /&gt;Se já não sou mais tua meta&lt;br /&gt;Passa reto!&lt;br /&gt;Discretamente!&lt;br /&gt;Porque falta de respeito&lt;br /&gt;Eu não Perdôo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho esperança&lt;br /&gt;Dou-lhe dez chances&lt;br /&gt;E quantas mais precisar&lt;br /&gt;Porque sei que é humano&lt;br /&gt;Que aqui se erra e aqui se aprende&lt;br /&gt;Se engana e arrepende&lt;br /&gt;O que importa é tentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarei aqui&lt;br /&gt;Mas não para sempre&lt;br /&gt;Meu coração não finda,&lt;br /&gt;Mas minha vida se gasta, ainda&lt;br /&gt;Se houver retorno&lt;br /&gt;Mesmo que morno&lt;br /&gt;O inverno haverá de passar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;[Ilustração por Edson Godinho]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2615089367926094929?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2615089367926094929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/sinceridade-se-paga-o-sincero-se-apaga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2615089367926094929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2615089367926094929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/sinceridade-se-paga-o-sincero-se-apaga.html' title='Inverno e Queda'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/TNu8avbnQaI/AAAAAAAAA8U/zDdPaDyT68A/s72-c/029_Inverno%2Be%2BQueda%2B_%2Bby%2BEdson%2BGodinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8670920919546327967</id><published>2010-11-09T08:04:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T08:04:00.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Nossa estante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seus olhos... gentis. De uma forma da qual eu não me lembro de ter visto antes. Não posso dizer se são expressivos, porém são capazes de transmitir uma sensação de bondade e serenidade que viaja milhares de quilômetros e me confortam. Não me canso de olhar para eles.&lt;br /&gt;Não posso dizer se seu riso é contagiante, mas o seu sorriso traz uma beleza peculiar. Capaz de confundir o sorriso de uma garota com o de uma mulher. Mas mais importante que seu sorriso, são as palavras que saem de sua boca. Não que eu já as tenha ouvido, mas consigo senti-las através de tudo que sei sobre você. Educação, simplicidade e um carinho em cada gesto seu.&lt;br /&gt;Impressionam, cativam, desnorteiam.&lt;br /&gt;Um conjunto físico encantador, mas que fica ofuscado por aquela beleza que não vemos em uma foto. Dona de uma beleza que está extinta num ser humano, extinta em todos os lugares que vejo e por isso, fui encontrá-la em terras tão distantes. Mas não longe o bastante para deixar de ser real.&lt;br /&gt;A distância que existe entre nós pode ser vencida por um braço estendido. Foi assim que nos conhecemos. Organizávamos nossas estantes, por título, autor ou por gosto - tanto faz. Foi quando nossos dedos se tocaram e nosso olhar se cruzou. O silêncio perdeu sua vez e uma sugestão de leitura foi pedida, dada e lida.&lt;br /&gt;Não precisamos falar do livro, pois ele está lá. Agora não só na minha, mas na sua estante também. Nossas mãos ainda se tocam, assim como nossos olhares continuam se cruzando. O silêncio jamais retornou. Mas uma coisa ainda me deixa inquieto... Seu sorriso. Mas não aquele que vi nas fotos, aquele que sinto em suas palavras; aquele que sinto através de você. Esse sorriso me encantou e foi por isso que o coloquei em minha estante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dedicado a Kerlynha!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8670920919546327967?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8670920919546327967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/nossa-estante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8670920919546327967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8670920919546327967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/nossa-estante.html' title='Nossa estante'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4525042614629269344</id><published>2010-11-04T23:25:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T23:27:55.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Ao Dizer que Ama</title><content type='html'>Ao dizer que ama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer que ama, não importa se diz para um amigo, um parente ou namorado... É preciso conscientizar que, as pessoas não são segundo a nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um é à sua maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a tentativa de agir conforme nossas vontades prevaleça. Por mais que queiram agradar e fazer feliz, um dia a pessoa que você disse que ama, vai errar. E quem não erra? Você? – Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que seja construído um sólido currículo de bons antecedentes, de excelentes ações, chega o dia que a gente não atende às expectativas e “plaft”. Para onde vai o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer que ama, tenha a certeza plena que o amor compreende. Que o amor perdoa. Que o amor é benevolente e paciente. E, segundo palavras da bíblia, “Não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal.&lt;br /&gt;Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade.&lt;br /&gt;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizer que ama, tenha consciência de que quem recebeu a palavra, pode te amar também. E que se ama mesmo, vai saber o real valor dos teus atos, mesmo que eles não correspondam às expectativas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4525042614629269344?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4525042614629269344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/ao-dizer-que-ama.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4525042614629269344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4525042614629269344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/ao-dizer-que-ama.html' title='Ao Dizer que Ama'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4637377231213358657</id><published>2010-11-04T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-11-04T00:01:01.222-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Entre</title><content type='html'>O ônibus não existe...&lt;br /&gt;É um entre A e B físicos,&lt;br /&gt;Simbólicos, estáticos.&lt;br /&gt;Um "entre" mutante&lt;br /&gt;Que se move no tempo-espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cenário que passa&lt;br /&gt;Que é, que era.&lt;br /&gt;Deixa de ser.&lt;br /&gt;Um passageiro que entra&lt;br /&gt;Não é o mesmo que sai.&lt;br /&gt;O tempo muda as pessoas&lt;br /&gt;O espaço muda as pessoas&lt;br /&gt;Mudam os passageiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que fica de um meio?&lt;br /&gt;O que fica entre A e B&lt;br /&gt;que não seja o espaço?&lt;br /&gt;Um vazio? O vácuo?&lt;br /&gt;Ficam as linhas lidas&lt;br /&gt;De um livro qualquer?&lt;br /&gt;Uma ficção maior que esta em volta?&lt;br /&gt;Ou ficam as pessoas?&lt;br /&gt;Que ficam cada uma em seu ponto final.&lt;br /&gt;Um sinal, uma placa, um traçado?&lt;br /&gt;Outdoor, uma curva ou cruzamento?&lt;br /&gt;Ou a lembrança de um lugar&lt;br /&gt;Passado.&lt;br /&gt;Agora,&lt;br /&gt;Passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4637377231213358657?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4637377231213358657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/entre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4637377231213358657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4637377231213358657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/entre.html' title='Entre'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5922315391579627666</id><published>2010-11-02T22:04:00.003-02:00</published><updated>2010-11-02T22:11:50.763-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Aqueles olhos</title><content type='html'>"Saio de casa,&lt;br /&gt;o tempo está neutro.&lt;br /&gt;Olho para o céu,&lt;br /&gt;não vejo estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço ruidos,&lt;br /&gt;ouço vozes,&lt;br /&gt;Minha mente está cheia.&lt;br /&gt;Minha mente está vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nada penso,&lt;br /&gt;em tudo penso.&lt;br /&gt;Não sei no que penso.&lt;br /&gt;Eu penso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos, viraram horas.&lt;br /&gt;Horas, viraram segundos.&lt;br /&gt;Não medi o tempo.&lt;br /&gt;O tempo passou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um sorriso.&lt;br /&gt;Vejo um rosto,&lt;br /&gt;já conhecido.&lt;br /&gt;Mas ainda desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava inseguro,&lt;br /&gt;estava ancioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles olhos,&lt;br /&gt;me perseguiram.&lt;br /&gt;Ou será que me seguiram?&lt;br /&gt;Ou então, nem me viram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estavam lá,&lt;br /&gt;me olhando.&lt;br /&gt;Observando.&lt;br /&gt;Estudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como,&lt;br /&gt;mas me senti seguro.&lt;br /&gt;Fiquei bem.&lt;br /&gt;Estava em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou.&lt;br /&gt;Passou?&lt;br /&gt;Mas foi como&lt;br /&gt;se estivesse parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa.&lt;br /&gt;E sorri.&lt;br /&gt;Um rosto novo,&lt;br /&gt;eu conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fico pensando&lt;br /&gt;naqueles olhos.&lt;br /&gt;Eles me olharam.&lt;br /&gt;Mas será que me notaram?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5922315391579627666?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5922315391579627666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/aqueles-olhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5922315391579627666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5922315391579627666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/11/aqueles-olhos.html' title='Aqueles olhos'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8274005583952971750</id><published>2010-10-29T00:00:00.000-02:00</published><updated>2010-10-29T00:00:00.608-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Menos ainda, amor.</title><content type='html'>Não quero morada no teu coração.&lt;br /&gt;Quero correr pelo teu sangue, entorpecer a tua mente, queimar a tua face, dilatar tuas pupilas.&lt;br /&gt;Ser teu vício, teu destino mal dito e mal feito, sem escolhas e mil defeitos.&lt;br /&gt;Viver em teus sonhos como pesadelos para que me tenha medo.&lt;br /&gt;Não quero morada no teu coração.&lt;br /&gt;Quero, descalça, pisar no teu chão sem flores e refazer as migalhas do que te resta. Arrancar-te o fôlego, a roupa e o resto.&lt;br /&gt;Não quero morada no teu coração.&lt;br /&gt;Quero teus suspiros de saudade.&lt;br /&gt; Minha falta entre as tuas.&lt;br /&gt;E no sereno desconcerto do que sentes, o susto e a surpresa:&lt;br /&gt;- Não é nada.&lt;br /&gt;Só uma aventura, uma sorte, um doce entre os dentes.&lt;br /&gt;Não é nada, menos ainda, amor.&lt;br /&gt;Paixão, com pouquíssimo pudor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8274005583952971750?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8274005583952971750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/menos-ainda-amor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8274005583952971750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8274005583952971750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/menos-ainda-amor.html' title='Menos ainda, amor.'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4337544085451054095</id><published>2010-10-28T00:01:00.001-02:00</published><updated>2010-10-28T00:01:04.666-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Mais que uma Folha</title><content type='html'>Na tempestade&lt;br /&gt;à mercê do vento&lt;br /&gt;Qual confio minha seiva,&lt;br /&gt;Minhas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chamem pra roda&lt;br /&gt;voz em vôo&lt;br /&gt;Todos aqueles que me fazem dançar&lt;br /&gt;Chamem a água e a terra; a Lua&lt;br /&gt;Pois a noite que chega,&lt;br /&gt;É jovem e Nova.&lt;br /&gt;Chamem também o fogo e o ar:&lt;br /&gt;O sol se vai, mas retornará.&lt;br /&gt;E não se esqueçam&lt;br /&gt;De convidar&lt;br /&gt;Os filhos da noite e do dia,&lt;br /&gt;E toda família&lt;br /&gt;Todas as estrelas e astros do céu!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o momento&lt;br /&gt;A fogueira se acende&lt;br /&gt;A brisa a belisca&lt;br /&gt;E no chão batido&lt;br /&gt;Envolto por brumas&lt;br /&gt;Solo e teto giram&lt;br /&gt;E o tempo corre,&lt;br /&gt;Cósmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era círculo,&lt;br /&gt;Se põe numa reta:&lt;br /&gt;O olho se fecha, maravilhado.&lt;br /&gt;O consciente torna-se in&lt;br /&gt;E a folha segue seu fluir,&lt;br /&gt;Seu existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4337544085451054095?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4337544085451054095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/mais-que-uma-folha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4337544085451054095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4337544085451054095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/mais-que-uma-folha.html' title='Mais que uma Folha'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1852269468770438414</id><published>2010-10-26T22:48:00.000-02:00</published><updated>2010-10-26T22:49:13.712-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Você não me conhece</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gravata bem feita e a camisa de gola engomada podem te levar ao equívoco. Algumas coisas podem ser ditas através de uma rápida observação, outras não.&lt;br /&gt;Sei como a lâmina do frio corta. Minha pele foi cortada inúmeras vezes por esse metal. Também sei como o ronronar da fome dói, pois ficar horas sem comer não é nada para quem passou dias. Talvez você saiba como é ruim andar algumas quadras com um sapato apertado, mas experimente caminhar meses sem um calçado no pé.&lt;br /&gt;Calos, bolhas, cortes, assaduras. Dores. Você não sabe o que é sentir dor, eu sei! Eu passei por coisas que você jamais imaginou.&lt;br /&gt;Não se iluda com o meu cabelo penteado e o cheiro do perfume que sente ao cruzar comigo no corredor. Você não me conhece. Não pense que cheguei aqui por sorte.&lt;br /&gt;Roubei, pois tinha fome, frio, sede. Nunca tive dinheiro nas mãos para me livrar desses fantasmas. Se não estudei na hora certa, foi porque não tive a oportunidade. Mas nada disso é capaz de ditar meu comportamento. Não me venha com essa de destino. O destino é refúgio para fracos que não têm coragem de mudar sua própria condição. Eu lutei, eu me esforcei. Eu venci! Mudei aquilo que você diria ser o meu destino. Minha escolha foi deixar de ser pobre.&lt;br /&gt;Supletivo, cursos públicos, dedicação e garra. Decidi mudar minha vida, e foi assim que superei o frio, a fome e a sede. Foi assim que conquistei um teto e não um concreto qualquer para ficar entre meus olhos e a poluição do céu.&lt;br /&gt;Pensa que o carro que dirijo foi presente do meu pai? Acha que a casa que tenho foi feita por um arquiteto famoso? Não se precipite.&lt;br /&gt;Meu passado me fez ser quem sou hoje. Então, não me julgue antes de ver os calos em minhas mãos e as cicatrizes nos meus pés. Você não me conhece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1852269468770438414?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1852269468770438414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/voce-nao-me-conhece.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1852269468770438414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1852269468770438414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/voce-nao-me-conhece.html' title='Você não me conhece'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3189360819659300595</id><published>2010-10-22T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-10-20T23:28:42.685-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>Me peça silêncio.&lt;br /&gt;E exija de mim a ação breve de te desejar sem pudor.&lt;br /&gt;Só não me queira sorrisos demais.&lt;br /&gt;Hoje minhas portas se trancararam.&lt;br /&gt;Meus sons se calaram...&lt;br /&gt;E o silêncio que vaga,&lt;br /&gt;Me avisa que asas me levam daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me peça em silêncio,&lt;br /&gt;Com os olhos de quem ama em momento.&lt;br /&gt;E abrace com braços e pernas de quem não me quer distante, agora.&lt;br /&gt;Por um momento, exija de mim versos que te fazem voar.&lt;br /&gt;Só não me peça mais do que eu posso dar.&lt;br /&gt;Minhas janelas se fecharam e já não vejo mais o mar.&lt;br /&gt;E este silêncio necessário,&lt;br /&gt;Emudece a voz de quem não canta dores em versos de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me silencie.&lt;br /&gt;Me cale.&lt;br /&gt;Tenha de mim, olhares.&lt;br /&gt;Mãos nas suas...&lt;br /&gt;E corpos unidos como um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será eterno, é certo.&lt;br /&gt;Mas o céu vai se abrir em cores...&lt;br /&gt;E a canção, em segredo, te dirá que teve de mim mais que a paz...&lt;br /&gt;Silêncio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3189360819659300595?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3189360819659300595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/silencio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3189360819659300595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3189360819659300595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2359983510487932035</id><published>2010-10-21T00:01:00.000-02:00</published><updated>2010-10-21T00:01:00.313-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Confessionário</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ele disse, “Meu patrão se reelegeu, rapá! To susse!”.  Era o fim da picada! Depois de um dia daqueles, eu ainda tive que  escutar isso. Trabalho sério, sou mãe de dois filhos, dou duro na vida,  pra ouvir um moleque daqueles, sim um moleque! Falando aquelas  besteiras!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- E o que aconteceu? – me perguntou o homem ao meu lado pra quem eu contava a história.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;-  Aquele ônibus lotado, sem lugar direito pra respirar, aquele som  ambiente que tenta nos acalmar, mas só nos estressa mais, e aquele  moleque falando alto e dando risadas. Ele falava, “Sou assistente do  gabinete dele, e ele disse nessas eleições que era pra gente trabalhar,  que depois teríamos mais três anos de folga! E agora to tranqüilo!  Hahaha”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Dentro do ônibus?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;-  Lotado! Fiquei incorfomada! Foi quando perdi a paciência! E disse na  cara dele, “Seu babaca! Você é um babaca! Nós sabemos que a coisa  funciona assim, mas precisa jogar na nossa cara? Você é um moleque  babaca! Você e seu deputado!”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- E aí?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;-  Ele me olhou assustado, com medo de ser jogado pra fora pela janela.  Mas uma mulher quis se intrometer, disse, “Mas que mulher barraqueira!  Que horror!”, Aí não agüentei. Chegou no meu limite. Virei pra ela,  “Barraqueira? Nós trabalhando duro pra por pão e água em casa, pagando  um imposto maior que nosso bolso, e esse filho da deputada toda  debochando do país inteiro! Você é uma tonta, escutou? Pois é você que  está pagando o salário desse debochado!”. Então voltei pro babaca, “Quem  é o teu deputado, seu malandro?”. Ele ficou roxo, rosa, verde, e tudo  mais, deve ter percebido a grande cagada que fez. Ficou quieto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- E o resto do ônibus?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;-  Ficou dividido, oras. Entre o pessoal que ficou quieto fingindo que não  era com eles, e os que me apoiavam, encarando o moleque.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- E ele? Respondeu?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;-  Não. Mas depois de eu perguntar algumas vezes, uma outra mulher, um  pouco distante interrompeu a tortura, “Pode deixar, se ele não falar, eu  descubro, sou promotora do tribunal! Descubro fácil quem é teu  manda-chuva seu malandro! Quem mandou dar com a língua nos dentes!”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Bem feito!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;-  Bem feito mesmo! E quando eu tiver férias, pode ter certeza, vou correr  de gabinete em gabinete, pra encontrá-lo de novo, e descobrir quem é o  tal deputado. E falei isso pra ele.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Incrível ele não ter apanhado!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Foi por pouco. Mas ele desceu na primeira parada. Agora tenho que ir, meu ônibus chegou. Até mais!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Até! E vamos ver como essa história acaba!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2359983510487932035?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2359983510487932035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/confessionario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2359983510487932035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2359983510487932035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/confessionario.html' title='Confessionário'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-9160219484781166335</id><published>2010-10-19T09:57:00.000-02:00</published><updated>2010-10-19T09:57:00.207-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Grave!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É engraçado sair a noite, ver o agito dos bares, casas noturnas e restaurantes. Meus amigos são muito solidários e nunca me deixaram de fora de nenhuma dessas badaladas noites de farra. Mulheres lindas dançam. Eu flerto com elas, mas me mantenho alheio da pista de dança. Fico com minha bebida gelada na mão, o pé e a cabeça balançando suavemente de acordo com o grave que faz tremer os copos e garrafas. O grave faz tremer o meu peito!As garotas pensam que sou tímido, mas a verdade é que eu sou na minha. Confesso que uma vez ou outra, tento roubar um beijo, mas isso não é freqüente. Algumas mulheres se aproximam, jogam o seu charme e eu hesito. Sorrio, troco olhares, mas fico no meu canto.Sou modesto, mas deixarei a modéstia de lado para dizer que sou um cara atraente. Minha franja jogada, meu sorriso sedutor e meu olhar frio fazem um tremendo sucesso. Esse sucesso faz algumas garotas chegarem em mim. Mas as únicas que provaram do meu beijo foram aquelas que chegaram e me beijaram. As outras, pulei fora. É terrível dizer, mas pulei fora.O final da noite é sempre o mesmo: meus amigos tirando sarro de mim por sair zerado da balada. Eu não ligo, pois sei que eles estão apenas brincando. São irmãos de verdade dos quais jamais encontrarei igual. Eles não sabem como é, mas fazem idéia.Adoro a noite e adoro sair para baladas. A música eletrônica é a minha religião. Não tente me levar para um forró, um samba ou show de rock, pois em todos esses lugares eu vou sentir a falta do grave.Algumas noites, mesmo com o som bem alto da balada, fico pra baixo. Difícil encontrar alguém que não se anime com a música, afinal, é algo que nos faz bem. Mas mesmo assim, eu entristeço em alguns momentos. E isso acontece sempre quando as músicas não têm grave. Quando isso acontece, os copos não vibram. O meu peito não vibra. Quando isso acontece, eu não sinto a música.Você não faz idéia de como é triste nunca ter ouvido o som de qualquer coisa. Você não imagina como é viver sem nunca ter ouvido música... Eu não posso ouvir, apenas sentir. E é por isso que, para eu estar bem e para a música ser boa, essa música tem que ter grave! Só assim, serei capaz de sentir a música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;*para aqueles que já conheciam, desculpe por repetir. Estou viajando e não tive tempo de fazer nada inédito! Sorry   ;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-9160219484781166335?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/9160219484781166335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/grave.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9160219484781166335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9160219484781166335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/grave.html' title='Grave!'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-7658832142113733734</id><published>2010-10-14T00:01:00.005-03:00</published><updated>2010-10-14T00:01:02.730-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Gatos no forro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As batidas de suas patas o denunciavam. Era ele novamente. Aquele gato desgraçado em nosso forro. Como aquilo incomodava! Arranhava, corria, e me deixava nervoso. Aquela casa de madeira estava caindo e o que faltava era apenas um gato sobre nossas cabeças.&lt;br /&gt;Abrimos o forro, aquela tampa velha e cheia de cupim que por muito tempo descansava inerte e criava centenas de teias de aranha. E naquele imenso negrume profundo surgiu sua face. Branca imunda e felpuda. Um felino asqueroso e tenebroso! Ao ver-nos arreganhou as presas e miou bravo! E no segundo seguinte, pulou sobre nossas cabeças. E no terceiro segundo, sumiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nefeshy, a nossa pintcher, saiu em disparada atrás daquele demônio, e logo apareceu um outro gato, mais comportado lá em cima. Enquanto o outro pulava, a cachorra ia atrás do bicho, lá pro fundo da casa, até que o alcançou e eu só ouvi o barulho de carne rasgando, um último miado, e o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Você pegou o que sobrou, e jogou fora.&lt;br /&gt;Felizmente, o feitiço foi cortado pela raiz, antes que a gata desse filhotes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-7658832142113733734?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/7658832142113733734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/gatos-no-forro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7658832142113733734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7658832142113733734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/gatos-no-forro.html' title='Gatos no forro'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-9041195132795991513</id><published>2010-10-12T07:55:00.000-03:00</published><updated>2010-10-12T07:55:00.653-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Meu medo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aquela perturbação e inquietação são nítidas aos olhos, nossas mãos tremem e na desesperada tentativa de ocultar o que acontece conosco, buscamos algo para nos apoiar, ou então, espalmamos a mão sobre a mesa ou sobre a perna.&lt;br /&gt;A garganta seca dando início a tudo, sendo logo seguida pela boca e lábios. A saliva desaparece de nosso corpo e nos perguntamos para onde ela teria ido. Eu sei; para nossas axilas, palmas das mãos e às vezes para nossa nuca e pescoço. Suamos frio, sentimos o calafrio, sentimos o sangue gelar e parar de circular em nosso corpo. Mas isso seria contraditório, pois meu coração bate mais forte do que nunca, como se fosse explodir ou saltar pela garganta.&lt;br /&gt;Nossos olhos, apesar de estar esbugalhados, pouco conseguem ver. Ou melhor dizendo, eles enxergam melhor do que nunca, mas na esmagadora maioria das vezes, só vemos uma coisa: aquilo que nos fez ficar dessa forma. Além disso, além do causador de nosso medo, não vemos mais nada. É como se estivéssemos enxergando através de um cano ou de um buraco de fechadura.&lt;br /&gt;Retesados, rijos e sólidos como rocha. Nossos músculos demonstram a intensidade do efeito causado. E apesar de demonstrarem tamanha força, eles recusam-se a nos ajudar a tomar alguma ação. Seja reagir, correr ou apenas desfalecer.&lt;br /&gt;Mas apesar disso tudo, não tenho nada contra o medo, pelo contrário. Relato com tamanho domínio no assunto, por ser um medroso nato. Tenho medo por mim, pelos outros e por aquilo que nem mesmo está próximo de mim. Sinto medo.&lt;br /&gt;Mas existem momentos que, não sei por qual razão, eu não sinto medo. Permaneço frio e impassível, com a expressão firme e singular diante daquilo que deveria me trazer o medo. Em momentos como esse meus olhos deixam de ser amigáveis, meu sorriso desaparece e confesso que deixo de me reconhecer. Torno-me outra pessoa. E quando esse tipo de coisa acontece, sinto medo. Sinto muito medo de mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-9041195132795991513?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/9041195132795991513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/meu-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9041195132795991513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/9041195132795991513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/meu-medo.html' title='Meu medo'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2019348150149289319</id><published>2010-10-08T11:54:00.000-03:00</published><updated>2010-10-08T11:56:03.886-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>O Sol Não Dorme</title><content type='html'>O Sol não dorme&lt;br /&gt;Amanhece, amanhecemos.&lt;br /&gt;Anoitece, anoitecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como camaleão, vamos nos adaptando...&lt;br /&gt;Mudando as cores, mudando os tons...&lt;br /&gt;Nos forçando a vestir de realidade...&lt;br /&gt;E nas fugas interiores, brincando de ser quem somos...&lt;br /&gt;Encenando personagens que existem no elo entre nossa sabedoria e nossa loucura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que não nos deixa morrer?...&lt;br /&gt;E o que acorda nosso sonhos evitando que eles durmam para sempre de tão cansados?...&lt;br /&gt;Parece e pode ser algo maior...&lt;br /&gt;Intenso, insensato, inexplicável.&lt;br /&gt;Talvez o tempo...&lt;br /&gt;Ou, talvez algo que habita em nós, além do tempo que faz moradia dentro e fora de qualquer ser humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por sombras...&lt;br /&gt;Desastres, desatinos...&lt;br /&gt;Mas há uma doce misericórdia por nós:&lt;br /&gt;A certeza de que tudo passará um dia...&lt;br /&gt;Talvez passe no mesmo flash que chegou a dor...&lt;br /&gt;Ou, talvez... dure o tempo de compor muitas melodias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda que vivam as lembranças...&lt;br /&gt;Viveremos a expectativa maior de sermos mais...&lt;br /&gt;De termos mais... De sermos maiores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também doce a espera pelo o arco-íris...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tempestades se farão sempre... Inevitável...&lt;br /&gt;Mas, nenhuma tempestade vai embora sem deixar o colorido que esperamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol não dorme...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2019348150149289319?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2019348150149289319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/o-sol-nao-dorme.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2019348150149289319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2019348150149289319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/o-sol-nao-dorme.html' title='O Sol Não Dorme'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8749388988887907664</id><published>2010-10-07T00:51:00.001-03:00</published><updated>2010-10-11T23:21:27.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Em Tarde Ser Sereno</title><content type='html'>&lt;p&gt;Um grão de terra morna,   &lt;br /&gt;A ouvir as cigarras em côro,    &lt;br /&gt;A se agasalhar com a brisa,    &lt;br /&gt;Que nasce por trás dos morros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do galho ali, ao horizonte   &lt;br /&gt;Cantam os sabiás,    &lt;br /&gt;Que tentam trazer de volta    &lt;br /&gt;O colorido que dissipará.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Perfumam-se com a vinda do véu,   &lt;br /&gt;As flores que vivem de estrelas.    &lt;br /&gt;Aprumam seus vestidos de pétalas,    &lt;br /&gt;Para o baile da lua cheia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os quentes das cores vivem eternamente,   &lt;br /&gt;Com a sinfonia da primavera,    &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Em tarde ser&lt;/i&gt; sereno    &lt;br /&gt;Para &lt;i&gt;a noite ser&lt;/i&gt; mais bela.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8749388988887907664?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8749388988887907664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/em-tarde-ser-sereno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8749388988887907664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8749388988887907664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/em-tarde-ser-sereno.html' title='Em Tarde Ser Sereno'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1519207033608372545</id><published>2010-10-05T06:29:00.000-03:00</published><updated>2010-10-05T06:29:00.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Se... porque</title><content type='html'>"Se eu durmo tarde,&lt;br /&gt;foi porque você me prendeu aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu perco a hora,&lt;br /&gt;foi porque fiz cera pensando em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se passo dias sem comer,&lt;br /&gt;é porque seu amor me alimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu ando distraido,&lt;br /&gt;é porque só existe você em minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje eu choro,&lt;br /&gt;é porque sinto sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje fico triste,&lt;br /&gt;é porque preciso de você por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje estou fraco,&lt;br /&gt;é porque me falta a sua força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje estou morrendo,&lt;br /&gt;é porque me falta a vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É porque eu vivo você!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1519207033608372545?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1519207033608372545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/se-porque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1519207033608372545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1519207033608372545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/se-porque.html' title='Se... porque'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-89268265359576095</id><published>2010-10-04T00:01:00.000-03:00</published><updated>2010-10-03T23:45:51.771-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Petersen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tema livre'/><title type='text'>Projeto Ficcional (pt 2 - fim)</title><content type='html'>Primeira parte &lt;a href="http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/projeto-ficcional-pt-1.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Ele se levanta e põe as mãos nos ombros dela. Ela está olhando para baixo, em silêncio. Os dois permanecem assim por vários segundos. Ele a abraça. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tec tec tec&lt;/i&gt;. “Como vai o seu ensaio?”, ela pergunta. “Vai mal”, ele responde, “cada vez mais eu percebo como é impossível representar o amor, o desejo na arte através de uma linguagem fria, não apaixonada.” “Entendo.” Ele desenlaça os braços dela, vai até a janela e fica olhando o mar, as ondas batendo e voltando, a espuma surgindo e morrendo no caminho de volta. “O que eu mais sinto falta nesse trabalho é de um personagem pra viver precisamente aquilo que eu estou analisando. Assim a coisa se tornaria eloquente por si só, e aboliria qualquer necessidade de um raciocínio lógico e embasado.” Ele se vira e olha para ela. “Você sabe que é minha musa inspiradora. Não sei o que seria de mim e de minha carreira sem acordar de manhã e encontrar sua beleza na cozinha ainda de camisola. Ainda não te mostrei aquele conto que escrevi sobre você.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Ela o escuta com atenção. Ele termina de falar e ela percebe sua expressão ficar subitamente séria. Ele começa a andar na direção dela. O caminho da janela até ela é longo. Uma onda atravessa o seu corpo. Ela se inclina para o lado, a alça da camisola cai. Ele a beija na testa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;calor &lt;/i&gt;e diz que precisa voltar ao trabalho, e se senta novamente em frente a máquina. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tec t-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Ela sente seu estômago queimar. Vai até ele, põe a mão nos seus ombros, dá-lhe um beijo na bochecha. “Meu amor, me explica melhor o seu ensaio. Por favor. É um pedido da sua musa.” Ele olha para ela e abre um sorriso enorme. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Ela agora está sozinha. Olha para o mar. Sente algo cozinhando em seu ventre. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;“Claro que eu explico. Primeiro eu escrevi uma ficção onde eu tentava me autorepresentar como uma figura fria que era incapaz de sentir desejo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Uma coisa morta é isso que eu sou, uma coisa morta, fruto do desejo interrompido, eliminado, a semente desgastada de um falo inútil, que dá a vida mas não a vive&lt;/i&gt; mesmo ele estando bem diante de mim,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;e tentei trazer a isso uma questão mais geral, sobre a incapacidade de se falar de fato sobre a arte de modo não-artístico. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;que tem a chama a queimar eternamente, consumindo a si própria, incinerando as entranhas no calor infinito, o inferno do desejo, do ardor, &lt;/i&gt;O próprio personagem teria a consciência da sua frieza e falharia ao ser posto em conflito com o desejo real. Mas mesmo ele tendo a consciência do problema ele não conseguiria superá-lo, pois no fim das contas é impossível falar de certas coisas a não ser por meio da ficção, e a autoconsciência metalinguística é só uma coisa cerebral.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; que resiste ao vento frio, que se se mantém quando o universo congela, sinto o vento frio e nada posso fazer pois não apago, continuo queimando, tudo queima, arde, dói, faminta incendeio florestas inteiras, desmato a vegetação e elimino toda a vida em busca da fruta suculenta, que é cabornizada no meu toque&lt;/i&gt; O conto em si seria a representação disso tudo. As falhas são óbvias, mas tentei trabalhá-las dentro da verossimilhança, meio que me antecipando aos problemas que eu próprio teria criado. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sou uma aranha nessa floresta de fogo sendo devorada pela minha cria, sofro o castigo eterno de um deus, sou parte de um infinito tecer de um ser nojento curvado sobre si mesmo que me tece e em seguida me suga a vida para si próprio criar as suas&lt;/i&gt; O trabalho conteria em sua estrutura essa incapacidade, e no fundo passaria a ideia de que só é realmente possível trabalhar o desejo através da narrativa, como trabalham os mitos dos deuses gregos, e qualquer tentativa de autoconsciência levaria invariavelmente ao fracasso. E dentro do conto, você é o contraponto a essa frieza, com sua beleza, seu frescor juvenil, seu estatuto, para mim, de deusa.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; sou bela mas minha beleza é tomada de mim, sou a espuma do mar eternamente contemplada pelos amantes que tomam meu amor para me observarem nascer e morrer no belo rítmo das ondas sou essa música eterna crescendo crescendo crescendo crescendo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Para completar, o ensaio seria a última camada lógica e racional da análise da minha própria ficção.” &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;crescendo crescendo crescendo&lt;/i&gt;. Ele termina, e o silêncio do quarto torna-se palpável. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;até sair.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-89268265359576095?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/89268265359576095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/projeto-ficcional-pt-2-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/89268265359576095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/89268265359576095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/projeto-ficcional-pt-2-fim.html' title='Projeto Ficcional (pt 2 - fim)'/><author><name>Leonardo Petersen Lamha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-Y4OdKKac9Yw/TbLo73AoWzI/AAAAAAAAAGc/ZgA9lPlr7c4/s220/freyre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4400446854673550331</id><published>2010-10-01T11:43:00.000-03:00</published><updated>2010-10-01T11:45:36.984-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Prenda-me "Em Canto"</title><content type='html'>Me prenda.&lt;br /&gt;Me abrace.&lt;br /&gt;Não desfaça as amarras.&lt;br /&gt;Me queira presa em teus braços.&lt;br /&gt;Sou livre quando algemada em teu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentre sem bater.&lt;br /&gt;Quero tua voz fingindo promessas de amor.&lt;br /&gt;Ser teu sono, tua falta, teu engano, teu calor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformar teu sonho, paisagem.&lt;br /&gt;Riviver estrelas no mar do Arpoardor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Borde em meus cabelos teus carinhos.&lt;br /&gt;Grave em mim tuas palavras.&lt;br /&gt;Beba em minha boca o que te mata a sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intensifique as notas e aumente os tons.&lt;br /&gt;Me viva em cada refrão.&lt;br /&gt;Me consuma.&lt;br /&gt;Me ame em cada pedaço de chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mate e reviva teu peito em meus tambores.&lt;br /&gt;Sou quase som quando ouço tua voz.&lt;br /&gt;Sou quase poesia quando me prendo no teu beijo.&lt;br /&gt;Sou quase céu quando te tenho sol.&lt;br /&gt;Sou quase lua quando te tenho noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me amarre em seus versos.&lt;br /&gt;E não me solte em rimas.&lt;br /&gt;Quero ser a melodia dos teus passos&lt;br /&gt;A caminhar pelas estrelas do meu chão.&lt;br /&gt;Quero ser prisioneira da tua canção.&lt;br /&gt;Prenda-me, encanto. Em canto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4400446854673550331?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4400446854673550331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/prenda-me-em-canto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4400446854673550331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4400446854673550331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/10/prenda-me-em-canto.html' title='Prenda-me &quot;Em Canto&quot;'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8751348244787093784</id><published>2010-09-30T10:54:00.001-03:00</published><updated>2010-09-30T10:54:25.221-03:00</updated><title type='text'>Vota Cão</title><content type='html'>&lt;p&gt;Palavras bonitas    &lt;br /&gt;Gravatas engomadas     &lt;br /&gt;Sapatos engraxados     &lt;br /&gt;E no canil,     &lt;br /&gt;Caras ensebadas,     &lt;br /&gt;Trapos e patas no chão     &lt;br /&gt;Sem alfa nem Beto.     &lt;br /&gt;Vai cão!     &lt;br /&gt;Vota!     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Tem direito!     &lt;br /&gt;Mesmo de esquerda,     &lt;br /&gt;Tá na constituição!     &lt;br /&gt;Constitui cão     &lt;br /&gt;Todo aquele que sabe latir.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Então,     &lt;br /&gt;Vira a lata,     &lt;br /&gt;Faz forféu.     &lt;br /&gt;Das madames de fitinha rosa,     &lt;br /&gt;Aos sarnentos de plantão.     &lt;br /&gt;Cão é cão,     &lt;br /&gt;E merece atenção!     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mas não balance o rabo à toa,     &lt;br /&gt;Pro primeiro que lhe der a mão.     &lt;br /&gt;Porque tem cão que é raposa,     &lt;br /&gt;Mas não engana não.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Totó um ossinho aí!     &lt;br /&gt;Joga o galhinho pra buscar.     &lt;br /&gt;E assim que o sol se pôr,     &lt;br /&gt;- Vai pra fora e fica quieto.     &lt;br /&gt;Se latir apanha,     &lt;br /&gt;Se cagar na grama,     &lt;br /&gt;Te mato!     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mas vai cão!     &lt;br /&gt;Vota!     &lt;br /&gt;Tem opção?     &lt;br /&gt;Opa cão!     &lt;br /&gt;Escolhe teu dono então.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8751348244787093784?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8751348244787093784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/vota-cao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8751348244787093784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8751348244787093784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/vota-cao.html' title='Vota Cão'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5461106715428908455</id><published>2010-09-28T08:36:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T08:36:01.054-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Toquinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não me lembro do primeiro, nem mesmo lembro o último. Mas lembro dele e é isso que importa. Injustiça quando dissermos a respeito do último, pois nunca saberemos quando iremos recorrer a ele.&lt;br /&gt;Os primeiros tiveram o mesmo tamanho. Uns preferiam ter um para cada assunto, outros, preferiam ter um para todos os temas e colocar tudo lá dentro, sem ter preocupações para organizá-lo.&lt;br /&gt;Alguns eram meigos, outros eram mais &lt;em&gt;heavy metal&lt;/em&gt; e sempre tinham aqueles que não tinham ‘cara’ de nada. Mas independente de como era sua aparência, o mais importante é aquilo que estava no seu interior. E mesmo para aqueles que não guardavam quase nada em seu interior, ele era sempre levado pra cima e pra baixo.&lt;br /&gt;Lembro-me que alguns eram usados apenas para nos proteger da chuva, quem é que não fez isso? Às vezes, ele só era lembrado no momento de uma guerrinha durante a ausência de algum professor na escola. Ele estava lá, presente. Ao nosso lado, para nos servir.&lt;br /&gt;Confesso que guardei muito mais do que algumas informações e conhecimento naqueles que usei. Guardei parte de mim. Guardei sangue, lágrimas e letras. Nele eu registrei momentos que jamais voltarão, assim como a caricatura de um professor, que minha mente se recusa em lembrar o seu verdadeiro rosto. Guardei conversas, colas, rascunhos. Guardei idéias, sonhos. Posso não tê-lo mais em minhas mãos, mas sua serventia foi indiscutível, pois permitiu que minha mente fosse libertada.&lt;br /&gt;Querido Toquinho, posso ter deixado meu caderno num canto qualquer, mas tenho certeza de que junto do caderno, deixei parte de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5461106715428908455?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5461106715428908455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/toquinho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5461106715428908455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5461106715428908455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/toquinho.html' title='Toquinho'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-8583429279288200691</id><published>2010-09-27T15:10:00.005-03:00</published><updated>2010-09-27T15:16:47.723-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Petersen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tema livre'/><title type='text'>Projeto Ficcional (pt 1)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Antes mesmo do ato ela ouve seu grito ressoando através da sala e desaparecendo no silêncio dele. Ela o sente nas têmporas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Pelo barulho dos passos no piso de madeira, enquanto seus pulmões rasgam, ela percorre sua via-crucis diária até lá em cima, no quarto dele: ela na cozinha lavando os pratos, secando a roupa, vagando pela casa. Ela sentindo aquela fisgada e a chama se acendendendo e ela largarndo tudo e sendo guiada por estímulos ancestrais através dos cômodos até chegar ao quarto dele, ele a vê, ela está de camisola, uma das alças caídas no ombro, um vislumbre róseo, o marido sentado à máquina, seu corpo curvado, as mãos erguidas inertes no espaço entre o dorso e a máquina, olhos vazios fitando a porta, ela o olhando diretamente nos olhos e se aproximando, e mais um passo e o bater no teclado do computador, o olhar dela morrendo invisível no meio do caminho. A chama se congela e forma-se um lago de onde emerge um monstro de mil olhos que cercam a mulher &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ridícula, seminua, puta&lt;/i&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tec tec tec&lt;/i&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tec tec tec&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O silêncio ao redor deles forma uma malha sísmica no ar; os dois como placas tectônicas, o silêncio como o estrago visível na superfície. Ela respira fundo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tá vendo esse silêncio, seu cafajeste, ele é seu, é meu presente de guerra, meu esforço de humanidade no meio da matança geral, meu tratado de paz, mas não tiro o dedo do gatilho, nunca se sabe se o canalha esconde a arma entre os contratos de paz na mala &lt;/i&gt;mas o ar sufoca o grito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A parte interior dela que chama de consciência refugiou-se no lodaçal onde nasce a raiva, invencível. Do mesmo modo como abandonara a si mesmo e se entregara de corpo e alma ardentes para ele, do mesmo modo fora rejeitada, seu corpo em brasas relegado a um canto frio da imaginação dele, de onde a apanharia de acordo com as imposições da folha em branco, que é como ele entitulava o sistemático processo de humilhação ao qual a submetia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Ela não pode chorar. Tenta não tremer. Muda a posição das mãos e dos pés, procurando na gesticulação uma justificativa para seu corpo estar onde estar, de camisola em plena luz do dia.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Tec tec tec&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;é o som do silêncio&lt;/i&gt;. Não há um ruído no quarto, modorrento. A escada está limpa, recém encerada, a sala quieta. Não possuem filhos. O vento não sibila no jardim. Da janela se vê o mar, muito distante, cujo som morre no meio do caminho, como o olhar dela. A espuma das ondas uma faixa branca muito longe, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;desejo desperdiçado, vida desperdiçada, um homem castrado, a semente esparramada, longe, tão longe, batendo e voltando, morrendo no meio do caminho, do esperma no mar nasceu a deusa do amor, trancafiada em suas próprias entranhas por um cafajeste&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;   &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;O som da máquina cessa. Ele a olha e pergunta “o que foi?” Ela deixa o mar&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;como Afrodite&lt;/i&gt; e&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; olha para ele, que está falando&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ele está falando ele está falando. O que foi? O que foi? Não foi nada, só estou aqui presa dentro de mim sendo queimada pelo fogo e não consigo sair, e não consigo fazê-lo sair e você não dá a mínima não mais me olha nos olhos não me pega nos braços não tira a minha roupa me faz&amp;nbsp; sentir uma puta horrível aleijada quando venho até você com o corpo que ainda possuo por sabe deus quanto tempo, e aí depois de uma semana assim você de repente aparece um dia no meu quarto e me dá um beijo um amor e me pega pela mão em silêncio e transforma a chama num fogo que incedeia nós dois juntos e me faz acreditar que eu não mais vou morrer incendiada sozinha, então quando nós dois estamos deitados abraçados eu perco o medo da morte pois você se se juntou a mim no fogo e no silêncio e no meu medo da noite e aí eu não tenho mais medo da morte pois sei agora que ninguém morre sozinho… e aí e aí no dia seguinte você &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;“Não é nada”, ela responde.&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(continua)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-8583429279288200691?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/8583429279288200691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/projeto-ficcional-pt-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8583429279288200691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/8583429279288200691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/projeto-ficcional-pt-1.html' title='Projeto Ficcional (pt 1)'/><author><name>Leonardo Petersen Lamha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-Y4OdKKac9Yw/TbLo73AoWzI/AAAAAAAAAGc/ZgA9lPlr7c4/s220/freyre.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-778065278972311929</id><published>2010-09-24T11:33:00.000-03:00</published><updated>2010-09-24T11:34:37.088-03:00</updated><title type='text'>Vésperas, outra vez.</title><content type='html'>E o mesmo filme reprisa sem dó e com pressa na tela de sua vida.&lt;br /&gt;Nascimento, infância, adolescência estranha e quase adulta... &lt;br /&gt;Os sonhos realizados, os outros tantos refeitos, transformados... Alguns mortos, outros suicidas, alguns abortados pouco antes de serem concebidos... E muitos outros sonhos e tantos a serem conquistados, vividos...&lt;br /&gt;Às tantas da manhã, ela ainda consegue derramar lágrimas sabendo bem de quê, mas acorda com o sorriso feito e sincero, pois é dela a alegria de viver.&lt;br /&gt;Abraça com os braços estreitos tudo aquilo que lhe é bem quisto, bem vindo. E aperta, quase sufoca, o que lhe é garantia de risos e lembranças doces.&lt;br /&gt;É estranha. Uma dualidade sem fim, umas contradição sem norte... &lt;br /&gt;Às vezes é não, às vezes é só sim.&lt;br /&gt;Mas deixou há quilômetros e há anos todas as certezas... Demorou, mas hoje finge que entendeu que as certezas se desfazem... Embora a sua certeza nunca tenha se desfeito...&lt;br /&gt;Tem nos olhos o mesmo brilho. Só que,  às vezes, o opaco da razão o emudece.  &lt;br /&gt;E, embora ainda não saiba se é bom ou ruim, é teimosa a ponto de reinventar todos os seus passos, às vezes cansados, só para viver uma vida inteira.&lt;br /&gt;Anda com medo dos “tics e tacs” do seu relógio. Ela tem tanta pressa que aprendeu a seguir só, caso alguém demore muito para ir junto.  Porém, vive a reclamar a falta do abraço... do colo de quem nem precisa ouvir nada. Apenas sentir este coração que desaprendeu o ritmo e desacelera todas as paixões.&lt;br /&gt;Vésperas... e, amanhã sendo primavera, não é preciso estação para quem tem suas flores brotando todos os dias... E dos espinhos, faz arte com dor ou, com cicatrizes... Só nunca deixa de plantar as sementes...&lt;br /&gt;Ela não sabe muito de nada... E nem pouco de tudo... Mas celebra sempre o viver...&lt;br /&gt;Vésperas... e amanhã, mais uma primavera...&lt;br /&gt;(escrito em 14/09/2010)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-778065278972311929?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/778065278972311929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/vesperas-outra-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/778065278972311929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/778065278972311929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/vesperas-outra-vez.html' title='Vésperas, outra vez.'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5963520678367738554</id><published>2010-09-23T10:36:00.004-03:00</published><updated>2010-09-23T11:23:19.930-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Lançamento</title><content type='html'>3.. 2.. 1..&lt;br /&gt;E somos lançador pro ar.&lt;br /&gt;É muito fogo, é muita fumaça.&lt;br /&gt;Mal dá pra respirar.&lt;br /&gt;A vida inteira somos lançados,&lt;br /&gt;Arremessados num céu infinito&lt;br /&gt;Sem saber aonde isso vai dar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ar!&lt;br /&gt;Ao vivo, vivendo mesmo.&lt;br /&gt;Porque a queda é braba,&lt;br /&gt;Pode deixar sequelas,&lt;br /&gt;É pra valer!&lt;br /&gt;Mas tá valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vingar,&lt;br /&gt;Iremos até o mundo da lua,&lt;br /&gt;E lá, sem os pés no chão,&lt;br /&gt;e sem gravidade,&lt;br /&gt;o que é gravíssimo!&lt;br /&gt;Seguiremos sonhando.&lt;br /&gt;Sem deixar o tanque esvaziar,&lt;br /&gt;Abastecendo-o de muitas ideias&lt;br /&gt;Sempre de férias com a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num lançamento, eu minto&lt;br /&gt;Invento que um dia vou voltar&lt;br /&gt;Mas por um momento,&lt;br /&gt;Eu penso,&lt;br /&gt;Eu sei que não tenho data nem hora,&lt;br /&gt;Pra chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora,&lt;br /&gt;E nesse instante,&lt;br /&gt;Nessa contagem regressiva&lt;br /&gt;que não parece terminar,&lt;br /&gt;Ficamos com as cabeças nas nuvens,&lt;br /&gt;Sem saber se o piloto é a sorte ou o azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fogo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5963520678367738554?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5963520678367738554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/lancamento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5963520678367738554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5963520678367738554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/lancamento.html' title='Lançamento'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-736668852656423618</id><published>2010-09-21T08:04:00.000-03:00</published><updated>2010-09-21T08:04:00.606-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>A última carona</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Não importa o tempo que leva,&lt;br /&gt;para o sol se por ao longo do dia.&lt;br /&gt;Nem mesmo o tempo que leva,&lt;br /&gt;Para a lua orquestrar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou dizer aquilo que penso,&lt;br /&gt;fazer aquilo que quero.&lt;br /&gt;Vou amar aquilo que faço.&lt;br /&gt;Viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se estará ao meu lado,&lt;br /&gt;ou se terei que fazer tudo sozinho.&lt;br /&gt;Não faz diferença se estarei com alguém,&lt;br /&gt;pois não é o que me preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso cometer um erro, ou dois.&lt;br /&gt;Posso estar enganado.&lt;br /&gt;Mas jamais estarei arrependido&lt;br /&gt;de seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o único caminho,&lt;br /&gt;para me fazer voltar pra casa.&lt;br /&gt;Estaria você comigo?&lt;br /&gt;Estaria você ao meu lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho pressa.&lt;br /&gt;Nem mesmo,&lt;br /&gt;todo o tempo do mundo.&lt;br /&gt;O tempo é esse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ou sem você,&lt;br /&gt;seguirei minha vida.&lt;br /&gt;Estendo minha mão,&lt;br /&gt;uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo pode passar mais rápido,&lt;br /&gt;Ou então mais devagar.&lt;br /&gt;Ele só não vai voltar atrás,&lt;br /&gt;de novo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-736668852656423618?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/736668852656423618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/ultima-carona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/736668852656423618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/736668852656423618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/ultima-carona.html' title='A última carona'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1691037844659420748</id><published>2010-09-16T01:26:00.001-03:00</published><updated>2010-09-16T01:26:54.799-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Sono</title><content type='html'>&lt;p&gt;Felicidade, não tem idade,   &lt;br /&gt;Tem dia.    &lt;br /&gt;Curiosa simpatia,    &lt;br /&gt;De deitar a cabeça no travesseiro,    &lt;br /&gt;Faceiro!    &lt;br /&gt;Sem nenhum peso ou arrependimento,    &lt;br /&gt;Por um momento refletir:    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;“Será que antes do sol se pôr,    &lt;br /&gt;Seja por ódio ou por amor,    &lt;br /&gt;Fiz mal a alguma criatura?    &lt;br /&gt;Ou, por ventura,    &lt;br /&gt;Saciei todas minhas vontades?”    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;É tarde.    &lt;br /&gt;Outra oportunidade, só depois de sonhar.    &lt;br /&gt;Pois acordar, quem diria,    &lt;br /&gt;É um truque de sabedoria.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1691037844659420748?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1691037844659420748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/sono.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1691037844659420748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1691037844659420748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/sono.html' title='Sono'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2729298638605037301</id><published>2010-09-14T23:10:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T23:11:20.604-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Revolta das sombras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ruído do sapato quebrou o silêncio da noite. O rapaz corria com dificuldades, pois já estava correndo há muito tempo. Buscava um lugar seguro, escuro ou repleto de luzes. Foi isso que pensou. Mas não encontrava nada parecido e por isso corria.&lt;br /&gt;Olhava para trás com o pânico nos olhos e já pensando em se entregar. Dobrou mais dois quarteirões e desistiu. Começou a caminhar, não quis olhar para trás. Fechou os olhos. Foi quando sentiu seu corpo ser puxado, o frio percorreu seus membros e a escuridão cobriu seus olhos. Estava morto.&lt;br /&gt;A cidade estava em caos, pois era o 14º desaparecimento naquela semana. Nenhum corpo encontrado, nenhum vestígio, nenhuma pista. Não havia perfil para vítimas e a única coisa que se sabia, é que os desaparecimentos ocorreram durante a noite e com pessoas que estavam sozinhas.&lt;br /&gt;Ninguém mais permanecia nas ruas depois do pôr do sol. O medo era geral, e nem mesmo as autoridades arriscaram alguma atitude.&lt;br /&gt;O lar era a única salvação. Era a segurança. Mas não tardou para ser o lugar mais perigoso para se ficar. As pessoas começaram a desaparecer dentro de suas próprias casas. Nenhum sinal de tortura, armas ou de uma entrada forçada nas casas. Pelo contrário, o lugar sempre estava como fora deixado no dia anterior.&lt;br /&gt;Não havia mais uma noite segura. Alguns buscaram se mudar, outros buscaram se reunir para passar as noites. Mas isso não impedia que novos ataques ocorressem. Era algo silencioso, sutil e definitivamente mortal.&lt;br /&gt;A jovem garota estava tendo pesadelos e acordou no meio da noite. Estava assustada, mas algo dentro de si a impediu de gritar. Ao contrário disso, caminhou lentamente para o quarto dos pais. A porta estava entreaberta e pode ver uma delicada claridade que entrava pela janela do quarto.&lt;br /&gt;Assim que pensou em entrar no quarto, recuou. Notou que a sombra formada pela janela tinha se mexido. Pensou num gato ou num galho de árvore, mas a sombra continuava se movendo. O retângulo formado pela janela mudou de direção e sua claridade subia pela cama de seus pais. Não sabia o que estava acontecendo, mas logo descobriu. A claridade da janela estava sobre o rosto de seus pais e, de uma forma mágica, ela foi diminuindo. Quando a claridade da janela desapareceu, o corpo de seus pais não estava mais lá.&lt;br /&gt;Gritou. Entrou em desespero. Tinha acabado de ver a sombra da janela ‘engolir’ seus pais. Virou-se para correr, mas a claridade da janela já tinha voltado ao normal; tal claridade, tinha formado a sombra de seu corpo. Calou-se, e ainda soluçando, pode ver sua sombra abrindo os braços e lhe abraçando. Um abraço frio, um abraço escuro. Não gritou, não chorou, e nem teve medo; estava morta.&lt;br /&gt;Com o passar das semanas, as pessoas foram sendo exterminadas. A cidade ficou vazia; não havia mais nenhuma pessoa. Não havia nenhum corpo. Não havia mais nada.&lt;br /&gt;Os braços das sombras levavam a morte e eles se estenderam para as cidades vizinhas; em seguida, para os outros estados. Cruzaram paises e continentes. Quando o mundo se deu conta da revolta das sombras... ele não mais existia. Pois a sombra da lua engoliu a Terra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2729298638605037301?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2729298638605037301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/revolta-das-sombras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2729298638605037301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2729298638605037301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/revolta-das-sombras.html' title='Revolta das sombras'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4477416161276096413</id><published>2010-09-10T00:00:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T00:00:01.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Lamentações</title><content type='html'>Lamento por me permitir chegar a este ponto: - o de resumir minhas noites de insônia em lamentações sem rimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também lamento pela falta de sono, pelas olheiras de amanhã, pela falta de dinheiro e pelas muitas idéias que fabrico durante toda madrugada sobre "como ficar rica".&lt;br /&gt;Aliás, lamento por desejar ainda ser rica. &lt;br /&gt;Lamento pelos cálculos que antes eram feitos por possíveis fortunas e hoje são feitos por inúmeras contas a pagar.&lt;br /&gt;Lamento pelo IPVA, pelo IR, ISS, e tantos outros "I"s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento por não ser mais a cdf do colégio, nem a capitã do time de vôlei, nem a garota que andava 15 km de bicicleta todos os dias.&lt;br /&gt;Lamento. E lamento ainda mais as lamentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lamento pela Terra Nunca ser só fantasia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento por insistir com os pés enterrados no passado enquanto a vida passa, enquanto ele passa.&lt;br /&gt;Lamento ainda, não conseguir, pelo menos um dia, ficar sem pensar nele (mesmo que seja mal).&lt;br /&gt;Lamento não dar "enter" e começar outra história, mesmo que seja para lamentar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento pelos passos obrigados a conhecer o fracasso, a desilusão e a distância da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento pela anfetamina, pela ração humana, pelos cremes anti-rugas e anticelulites.&lt;br /&gt;Pela tinta no cabelo, pelo corte mais curto e pelas unhas vermelhas.&lt;br /&gt;Lamento pelos CDs substituindo minhas fitas K-7 e por eu ter que reescrever minhas lamentações no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, lamento por ter me transformado nesta pessoa que vomita suas lamentações na madrugada e no dia seguinte tem a cara lavada e sorriso no rosto, sustentando a bandeira de que vale a pena viver.&lt;br /&gt;Difícil é aceitar que, envelhecer e amadurecer, fazem parte do processo. É, também, viver.&lt;br /&gt;Já são 02:38 da manhã. Preciso dormir.&lt;br /&gt;Amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Recomeço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4477416161276096413?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4477416161276096413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/lamentacoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4477416161276096413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4477416161276096413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/lamentacoes.html' title='Lamentações'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2821918776554397959</id><published>2010-09-09T00:01:00.000-03:00</published><updated>2010-09-10T00:40:42.500-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Paulo Alonso'/><title type='text'>Cada um em seu Tempo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sei que o lado de lá   &lt;br /&gt;E o de cá    &lt;br /&gt;Cada um é um    &lt;br /&gt;E cada qual    &lt;br /&gt;É tal    &lt;br /&gt;Que não são os mesmos relógios    &lt;br /&gt;Que o ponteiro roda desigual    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Cada um tem suas vontades,    &lt;br /&gt;Dos que já foram e desejam ajudar,    &lt;br /&gt;Dos que irão e querem ir felizes.    &lt;br /&gt;Mas cada um tem seu tempo    &lt;br /&gt;Fazer todos fazem    &lt;br /&gt;Todos são capazes    &lt;br /&gt;De mudar e mudarem-se    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Se cada um tem seu tempo,    &lt;br /&gt;Para aprender, entender e fazer,    &lt;br /&gt;Então cada um tem seu pulso e batedor,    &lt;br /&gt;E não pode exigir um minuto sequer    &lt;br /&gt;De outro que anda atrasado ou adiantado,    &lt;br /&gt;Seja por preguiça, desaforo, ou até mesmo amor.    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Por fim,    &lt;br /&gt;Só há um tempo a confiar    &lt;br /&gt;Um coração pra bater    &lt;br /&gt;E viver e pulsar.    &lt;br /&gt;Um pulso egoísta inconsciente,    &lt;br /&gt;Que deve sempre fluir em frente    &lt;br /&gt;Pois viver sozinho no meio das pessoas,    &lt;br /&gt;É o caminho.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2821918776554397959?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2821918776554397959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/cada-um-em-seu-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2821918776554397959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2821918776554397959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/cada-um-em-seu-tempo.html' title='Cada um em seu Tempo'/><author><name>Paulo Alonso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13132354786532871256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_lFPzAsTwyG8/SjjsmjQAC4I/AAAAAAAAAsc/e8BDo5nOapM/S220/P1220749.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1074297822431948080</id><published>2010-09-07T21:22:00.001-03:00</published><updated>2010-09-07T21:22:33.629-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Recompensa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você está com aquele olhar de novo. Aquela cara de piedade que costuma fazer quando se sente contrariada. Nem pense nisso, eu lhe proíbo!&lt;br /&gt;Mas é olhando no fundo dos seus olhos que eu ainda vejo aquele brilho; sim, aquela chama que mostra que você tem mais energia guardada. Mesmo o seu rosto, sua expressão, seus sinais de fadiga, não são o bastante para me convencer, pois aquela chama no fundo dos seus olhos me confirma. Ela diz que ainda podemos continuar; que ainda posso extrair mais de você.&lt;br /&gt;Não foram minutos, não foram horas... Levou muito mais tempo. Durante o caminho, nós nos machucamos e parte dele ficou marcado com o nosso sangue. Marcado com o nosso suor.&lt;br /&gt;Sempre soubemos que enfrentaríamos um terrível obstáculo. Sempre acreditamos que tudo isso valeria a pena, pois no final seriamos recompensados. O convívio nem sempre permaneceu como queríamos. As discussões foram inevitáveis, mas foi tudo fruto do cansaço. Conseguimos superar isso também.&lt;br /&gt;Nos momentos mais difíceis, usamos o ombro um do outro para nos apoiar. Nos obstáculos mais altos, um sempre estendeu a mão ao outro, e foi assim que conseguimos subir até aqui. Nos momentos de frio, eu lhe aqueci. Nos momentos de insegurança, você me confortou. Nos momentos de dúvida permanecemos abraçados por mais um dia, pensando na melhor decisão. E sempre tomamos a melhor decisão e prosseguíamos com nosso trajeto.&lt;br /&gt;Quando você ia cair, eu estava lá para evitar sua queda e quando eu estava a ponto de desistir, aquele brilho em seus olhos me confortou e me trouxe de volta. Chegamos aqui juntos, então não me faça essa cara de cansaço. Falta pouco.&lt;br /&gt;Algumas horas depois, após termos passado por uma dezena de rochas, a grama começou a pintar o chão rochoso de verde. A subida que antes era totalmente íngreme, passou a se tornar suave. Demos as mãos e corremos até o topo. Chegamos na hora certa; a tarde estava caindo.&lt;br /&gt;Sentamos um ao lado do outro, você apoiou a cabeça em meu ombro e juntos assistimos o pôr-do-sol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1074297822431948080?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1074297822431948080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/recompensa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1074297822431948080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1074297822431948080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/recompensa.html' title='Recompensa'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-841618354052633716</id><published>2010-09-03T12:27:00.001-03:00</published><updated>2010-09-03T12:29:09.486-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Tua Verdade Se Foi</title><content type='html'>A tua verdade se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te fiz altar, te circundei de flores e pintei minhas cores nas tuas tardes pálidas.&lt;br /&gt;Anunciei tua mansidão, abracei o teu carinho e transpirei teu amor.&lt;br /&gt;Te criei e recriei.&lt;br /&gt;Te fiz santo,  profano, encanto e canto.&lt;br /&gt;Te vesti de conto de fadas.&lt;br /&gt;Esbocei sorrisos de telas na tua face.&lt;br /&gt;Bordei no teu dia o brilho do Sol&lt;br /&gt;E pintei na tua noite os mistérios da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rola lágrima em pranto.&lt;br /&gt;Te ver partir é meu desencanto.&lt;br /&gt;Tua sombra aqui é sem cor, sem brilho e nem mistérios.&lt;br /&gt;É o que sobrou das verdades que criei.&lt;br /&gt;No chão da minha alma,&lt;br /&gt;Apenas a cópia fria e sem graça do teu retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua verdade se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dói.&lt;br /&gt;Dói saber que quem amei,&lt;br /&gt;Não passava de uma mentira minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-841618354052633716?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/841618354052633716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/tua-verdade-se-foi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/841618354052633716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/841618354052633716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/09/tua-verdade-se-foi.html' title='Tua Verdade Se Foi'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-634868256680436470</id><published>2010-08-31T18:30:00.000-03:00</published><updated>2010-08-31T18:31:08.253-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não gosto dela! E acho que esse não é um sentimento que apenas eu alimento. Os vizinhos também não gostam dela. E pensei que a história ia parar por aí, mas notei que todos que conhecem, não gostam dela! Realmente, somos a maioria.&lt;br /&gt;Não pense que é por má vontade, ou por falta de tentativa, mas a convivência com ela é insuportável. Por mais que eu seja educado, prestativo e interessado, não consigo me dar bem com ela, e vice-versa. O desgosto é mutuo. E não sou eu o problema, pois assim como todas as outras pessoas não a suportam, ela não suporta ninguém além da própria presença.&lt;br /&gt;Sua voz, seu cheiro, seu olhar. Suas roupas, suas escolhas, seus gostos e suas opiniões; tudo é detestável. O ar fica pesado quando ela está por perto, e ela sempre está por perto. Por mais que eu tente ignorá-la, não consigo deixar de perder a paciência.&lt;br /&gt;Já tentei veneno de rato, calmante e até mesmo jogá-la da escada, mas nada disso adiantou. Ela continua viva, atormentando meu mundo e voltando ainda mais indesejável do que antes. Confesso que desisti de dar cabo dela, afinal... não adianta.&lt;br /&gt;No começo, quando estamos apaixonados – ou não, isso não é fator de preocupação. Isso não chega nem mesmo a ser algum tipo de pré-requisito. Não damos bola para coisas banais. Porém, o tempo passa e conhecemos melhor tudo aquilo que cerca o amor, e é nesse momento em que caímos do cavalo. Foi nesse momento que a conheci.&lt;br /&gt;Não pense que eu deixei de amar, pelo contrário, eu amo minha esposa mais do que nunca e é por isso que suporto a presença da mãe dela. Mas suporto isso ciente da lição que eu aprendi. Não se trata apenas de um ditado, o fato é que, realmente, a Esperança é a última que morre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-634868256680436470?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/634868256680436470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/esperanca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/634868256680436470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/634868256680436470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/esperanca.html' title='Esperança'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-7593255795564012412</id><published>2010-08-27T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-08-27T00:00:03.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Quase Primavera</title><content type='html'>Morrem flores que foram sementes um dia. &lt;br /&gt;E no jardim, renovam-se as rosas de cor azul. &lt;br /&gt;Regam plantas e replantam todas as magias que dão cores ao dia. &lt;br /&gt;O tempo te faz cético. E todas as cores correm o risco de tornarem-se preto e branco, quase cinza. &lt;br /&gt;O mistério e o desvendar tornam-se fagulhas desinteressantes. Porque o tempo te faz sábio. E, às vezes, a sabedoria é um tanto sem graça. &lt;br /&gt;Adeus ao frio na barriga, aos olhos assustados, à angústia do medo, à adrenalina da ousadia. Porque o tempo te faz sereno. &lt;br /&gt;E aumento o cuidado para que o vento não seja apenas fenômeno físico. Porque é tão bela a poesia que sopra teus cabelos.&lt;br /&gt;E, então, há uma destreza para que as linhas do arco-íris emoldurem aquele dia sem graça depois da chuva. Porque as tardes não podem morrer sem graça nos braços de quem tudo já viu.&lt;br /&gt;Tempo passa, passa tempo. E o relógio pesa mais a cada “tic” e enlouquece o são a cada “TAC”. &lt;br /&gt;Sem medidas, sem pesares. &lt;br /&gt;Sem data de nascimento. &lt;br /&gt;Renovam-se todas as flores, porque vem chegando primavera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-7593255795564012412?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/7593255795564012412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/quase-primavera.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7593255795564012412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7593255795564012412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/quase-primavera.html' title='Quase Primavera'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-763548318966457571</id><published>2010-08-24T06:59:00.001-03:00</published><updated>2010-08-24T19:17:13.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Perseguidos com razão!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eles sempre foram pequenos diante dos demais e passaram a vida inteira sendo subjugados pelos marmanjos. A única vantagem que levavam era o fato de serem irmãos e estarem sempre unidos para amenizar o castigo.&lt;br /&gt;Seu principal algoz era conhecido por ser realmente mau e por sempre perseguir o trio indefeso, que por diversas vezes buscaram alguma solução para evitar as incansáveis investidas contra eles. Tentaram se disfarçar e tentaram se defender. Tentaram reforçar os acessos para a sua humilde casa, mas nada disso adiantou. O perverso algoz superava facilmente a palha, a madeira e até mesmo o resistente tijolo.&lt;br /&gt;Diante da modernidade do mundo e das oportunidades de aprendizado que eram oferecidas a jovens interessados, os três irmãos decidiram pelo estudo. Agüentaram por mais tempo a exploração do malvado algoz, visando o retorno em médio prazo. Cada um dos irmãos buscou uma especialização, estudaram de forma dedicada para serem os primeiros alunos de suas turmas.&lt;br /&gt;Após um tempo de formados, os três pequenos irmãos indefesos decidiram contra-atacar e aplicaram o seu plano e seu conhecimento adquirido. O primeiro especializou-se na arte da caça, capturando o terrível algoz dos trigêmeos. Já o segundo, estudou com afinco as técnicas do corte. Aprendendo os segredos dos melhores açougueiros do mundo. Por fim, o terceiro irmão, especializou-se na arte da culinária e tornando-se perito no preparo de todos os tipos de pratos.&lt;br /&gt;Durante a refeição, onde os três felizes porquinhos saboreavam o delicioso assado de lobo mau, o terrível algoz, o caçador perguntou ao cozinheiro:&lt;br /&gt;- O que é esse grande curativo na sua barriga?&lt;br /&gt;O cozinheiro terminou de mastigar, suavemente limpou a boca no guardanapo e respondeu:- Não é a toa que sempre fomos perseguidos. Esse prato não estaria tão gostoso se não tivesse bacon.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-763548318966457571?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/763548318966457571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/perseguidos-com-razao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/763548318966457571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/763548318966457571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/perseguidos-com-razao.html' title='Perseguidos com razão!'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2421101164349704013</id><published>2010-08-20T18:45:00.001-03:00</published><updated>2010-08-20T18:45:55.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Pessoas</title><content type='html'>Há um minuto não me sentia&lt;br /&gt; Nem me encontrava,&lt;br /&gt; Mas também não me perdia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quase sem razões... Estacionei meu tempo...&lt;br /&gt; Este mesmo tempo, único!!!&lt;br /&gt; Igual para todos em qualquer lugar do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cem razões surgiram...&lt;br /&gt; Muito ainda há para viver em um minuto.&lt;br /&gt; Muito há para  aprender neste mesmo "um minuto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sigo, a cada instante, observando os atos...&lt;br /&gt; Os desatos e fantásticos "natos" desta louca vida.&lt;br /&gt; Esta louca que nos transforma em monstros..&lt;br /&gt; Por vezes santos, outros loucos e sábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sou um pouquinho de você&lt;br /&gt; E somos um pouquinho de cada um...&lt;br /&gt; Na verdade, somos o composto do que apreciamos mais um nos outros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tenho sorte por conviver com pessoas distintas,&lt;br /&gt; Com pessoas especiais, fantásticas e loucas...&lt;br /&gt; Diferentes... Parecidas... Identidades sem números!&lt;br /&gt; Tão loucas e santas que me tornam esta mistura que sou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pessoas: Composto sem fórmula&lt;br /&gt; Remédio sem bula&lt;br /&gt; Livro sem editorial&lt;br /&gt; Caminhos de lições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pessoas... Um pouco de mim...&lt;br /&gt; Um pouco de você...&lt;br /&gt; Um pouco de nós...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2421101164349704013?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2421101164349704013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/pessoas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2421101164349704013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2421101164349704013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/pessoas.html' title='Pessoas'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-7500642471928431108</id><published>2010-08-18T12:41:00.003-03:00</published><updated>2010-08-18T12:48:19.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* M. D. Amado'/><title type='text'>Não é nada demais...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vento gelado no rosto te surpreende com um misto de sensações. É um tapa do frio ou um carinho da solidão? É o vento o único que te compreende em meio a multidão da Av. Paulista. A noite pintando os tons escuros em contraste com as luzes da cidade que te acolhe/recolhe. É só um passeio, uma pequena estadia e você não sabe ainda se tem saudade da sua casa, ou se prefere se misturar nas fachadas de concreto e vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos ardem, marejados, mergulhados em seus fracassos e sedentos por noites melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos ardem apenas pelo vento e nada mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você consegue ouvir seus próprios passos se destacando na marcha. Músicas distintas num descompasso harmonioso. É a partitura escrita por São Paulo. Tocada pelo charme da Paulista, cuspida pelas saídas do metrô. Cospem seres... Humanos ou não. Seus olhos fotografando segundos. Cabelos, roupas e tribos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos fotografam e nada mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de ficar parado e deixar o vento congelar suas lágrimas antes que elas saiam. Congelar as vontades antes que nasçam. Evitar as decepções, personagens principais da sua própria avenida... Paulista ou Afonso Pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés caminham e nada mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-7500642471928431108?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/7500642471928431108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/nao-e-nada-demais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7500642471928431108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/7500642471928431108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/nao-e-nada-demais.html' title='Não é nada demais...'/><author><name>M. D. Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12165970777570734498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EcxcB5oQADI/S5e1omdSNEI/AAAAAAAAASQ/yPzOq7c84qg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1230805700702190550</id><published>2010-08-17T08:29:00.001-03:00</published><updated>2010-08-17T08:29:00.154-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Espelho de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meu franco sorriso e meu mais transparente olhar, parecem não fazer efeito algum. Minha precisa e discreta observação, que levam a detalhes que você nem mesmo notou. Meus gestos, meu toque e o som que sai da minha voz, não foram o bastante.&lt;br /&gt;Eu fiz tudo àquilo que precisava fazer para você notar a minha presença. Sussurrei o seu nome para o vento e deixei que o mesmo fosse carregado para todos os cantos. Visitamos lugares os quais nunca sonhamos. Nem isso você foi capaz de perceber.&lt;br /&gt;Estou precisando do seu toque, do seu olhar, do seu cheiro. Eu preciso que retribua tudo aquilo que fiz por você. Eu preciso do amor capaz de espantar todo esse frio. Talvez aquele capaz de me fazer esquecer o sentido da vida e me entregar ao momento. Eu preciso do amor que lhe ofereço todos os dias.&lt;br /&gt;Olhe para mim e veja, não apenas olhe. Sinta meu cheiro, não apenas respire ao meu lado. Observe meu sorriso e não apenas devolva o sorriso, mas devolva uma gargalhada. Olhe para mim e dê o amor que eu sempre lhe dei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1230805700702190550?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1230805700702190550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/espelho-de-mim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1230805700702190550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1230805700702190550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/espelho-de-mim.html' title='Espelho de mim'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-304853519588460923</id><published>2010-08-13T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-08-13T00:00:00.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Toca, toque</title><content type='html'>Toca... Toque...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vaga, mente, sinto, sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos a me despir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu pescoço, teus dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca, muda, quente, beija.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus lábios santos, encantos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo teu gosto canto a canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopra, vento, toca, pele, encosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respire, suspire, acelere o ritmo, toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toca... se toca... me encosta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma, mais duas, mais três, mais ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-304853519588460923?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/304853519588460923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/toca-toque.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/304853519588460923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/304853519588460923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/toca-toque.html' title='Toca, toque'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-3364058035882433772</id><published>2010-08-08T23:18:00.000-03:00</published><updated>2010-08-08T23:23:45.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Você estava lá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu tinha certeza de que aquela seria a última chance. Olhei para todos os lados, mas não encontrei você. Ouvi o disparo e pulei. Prendi a respiração por muito tempo, acho que por um tempo o qual eu nunca tinha conseguido antes. Usei toda a força do meu frágil corpo, superei as dificuldades respiratórias que protagonizaram o meu início naquele esporte. Fui mais ágil que os outros. Eu venci! Ouvi aplausos, elogios e aquele monte de gente desconhecida comemorando. Procurei inutilmente, mais uma vez. Você não estava lá.&lt;br /&gt;Meu estômago doía tão insuportavelmente quanto a minha canela. Meus olhos mal conseguiam enxergar em função do suor e daquele sufocante capacete. As luvas cansavam meus braços, e o protetor no peito mais me desgastava do que me protegia. Antes do terceiro e último round começar, olhei a cadeira a qual deveria te encontrar, mas não te encontrei. A pancada no estômago me trouxe a realidade novamente e por pouco não fiquei sem ar. Consegui me esquivar dos outros golpes e reagir. Usei ambas as pernas para chutar o meu adversário e marcar pontos importantes. Desferi dois golpes certeiros em seu peito e por fim, venci. No ponto mais alto do pódio, recebendo a medalha mais desejada, procurei por seu sorriso, mas ele não estava lá.&lt;br /&gt;Minhas pernas estavam cansadas, os músculos estavam latejando. Estava inseguro e assustado, era muita responsabilidade. O professor conversou comigo, como se soubesse o que sentia. Deu-me uma atenção especial, injetando força e confiança. Ele me mostrou que podia contar comigo e que eu não o decepcionaria. Foi aí que olhei a arquibancada na incessante procura do seu rosto. Mas você não estava lá. Meus amigos fizeram a parte deles, assim como o nosso goleiro, que defendeu o último chute do outro time. Era a minha vez, eu só precisava marcar o gol. O campeonato estava em meus pés. Caminhei em direção a marca do pênalti, olhando sobre meu ombro, procurando você. Ajeitei a bola, tomei a devida distância e bati com perfeição. Durante a corrida, a musculatura cansada não fraquejou, nem mesmo a incerteza do lado em que eu chutaria a bola. Eu coloquei a bola onde queria. Fiz o gol e meu time venceu, mas você não estava lá.&lt;br /&gt;Todos os anos, quando chega esse dia eu me entristeço. Depois que você partiu, eu nunca mais encontrei o seu rosto para compartilhar comigo as vitórias e fracassos que enfrentei ao longo da vida. Mas depois de tanto ter chorado, depois de tanto ter lamentado a sua ausência eu pude perceber que aquele fôlego extra, aquela agilidade que precisei e a calma e tranqüilidade para o chute perfeito, foram graças a você. Foram nos momentos em que procurei pelo seu rosto e que não o encontrei, que você veio até mim. Foram naqueles momentos em que você me provou que estava lá. Você estava lá, meu pai! E só eu sei que estava!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-3364058035882433772?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/3364058035882433772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/voce-estava-la.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3364058035882433772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/3364058035882433772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/voce-estava-la.html' title='Você estava lá'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-6649811336514969969</id><published>2010-08-06T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-08-06T00:00:01.306-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Meias Palavras</title><content type='html'>Me declaro.&lt;br /&gt;As palavras que saem de mim são sempre verdades.&lt;br /&gt;Embora eu saiba dizer meias palavras.&lt;br /&gt;Nestas metades, guardo a intensidade que você ainda não soube merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvio os olhares sempre confessos.&lt;br /&gt;É bom que eu te olhe pouco para que não saibas o quanto de ti há em mim.&lt;br /&gt;É bom que não tenhamos tanto de nós um na mão do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas meias palavras...&lt;br /&gt;E me calo...&lt;br /&gt;Porque também sei ser silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu barulho faço para disfarçar minhas margens que transbordam de gestos teus.&lt;br /&gt;Gravei teus movimentos...&lt;br /&gt;Te sinto na sombra dos meus versos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu corpo soam tics e tacs que insistem em contar meu tempo.&lt;br /&gt;Cedo ou tarde...&lt;br /&gt;Nossas esquinas se cruzam no futuro de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há sobras de caminhos não traçados.&lt;br /&gt;Somos inexatos...&lt;br /&gt;Suspeitos por transformar a vida em doce.&lt;br /&gt;Condenados a manter laços.&lt;br /&gt;Mesmo que musicais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-6649811336514969969?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/6649811336514969969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/meias-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6649811336514969969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/6649811336514969969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/meias-palavras.html' title='Meias Palavras'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5203501109411069395</id><published>2010-08-04T08:51:00.002-03:00</published><updated>2010-08-04T08:55:09.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* M. D. Amado'/><title type='text'>O Preto e o branco pintam as cores de que eu preciso</title><content type='html'>Já me cansei dos quadros de cores amargas.&lt;br /&gt;Pintava minhas cenas em tons previamente determinados,&lt;br /&gt;pensando que as cores quentes trariam excitação&lt;br /&gt;e que os tons pastéis pintariam romances rosados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me cansei das formas convencionais.&lt;br /&gt;Moldava minhas telas em quadros normais,&lt;br /&gt;achando que as bordas perfeitas, assim o eram&lt;br /&gt;e que os pincéis não poderiam ultrapassar os limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu prefiro a vida em preto e branco.&lt;br /&gt;Sem medo que as folhas secas caiam sobre a tela,&lt;br /&gt;sem me preocupar se insetos secaram sobre a tinta&lt;br /&gt;e deixando que os pincéis criem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali no canto, os tons cinzas podem dizer muito&lt;br /&gt;e eu não preciso saber com antecedência.&lt;br /&gt;Os olhos apenas fotografam o momento&lt;br /&gt;enquanto deixo a luz se encarregar do resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela poça, pode ser vinho escorrido de uma taça,&lt;br /&gt;pode ser sangue de um corpo sem vida&lt;br /&gt;ou água da chuva ou do chuveiro.&lt;br /&gt;Podem ser as lágrimas de uma caneta tinteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua pode ser um rio, a curva pode ser um fio,&lt;br /&gt;pode ser um traço perdido ou um braço estendido.&lt;br /&gt;O preto e o branco podem ser o roxo e o gelo,&lt;br /&gt;podem ser um abraço ou um atropelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num suspiro de final de tarde, reflito...&lt;br /&gt;Para que preciso de cores pintadas em falso,&lt;br /&gt;se tenho nos tons de cinza a vida correndo em tons reais?&lt;br /&gt;Por que não deixar que os olhos sintam seus próprios sabores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais cores amargas, nem telas simétricas&lt;br /&gt;Quero meus panos tortos, órfãos de molduras.&lt;br /&gt;E as únicas cores que me permitirei pintar,&lt;br /&gt;virão dos tons verdes e azuis de um certo olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5203501109411069395?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5203501109411069395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/o-preto-e-o-branco-pintam-as-cores-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5203501109411069395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5203501109411069395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/o-preto-e-o-branco-pintam-as-cores-de.html' title='O Preto e o branco pintam as cores de que eu preciso'/><author><name>M. D. Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12165970777570734498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EcxcB5oQADI/S5e1omdSNEI/AAAAAAAAASQ/yPzOq7c84qg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-4858143398040873377</id><published>2010-08-03T08:10:00.000-03:00</published><updated>2010-08-03T08:10:01.368-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Cores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gostaria de controlar o tempo, ser capaz de parar o mundo e vagar pelo negro da noite. Ter o poder de limpar as impurezas desse céu azul e observar cada estrela brilhar ainda mais forte. Quisesse eu poder passar um pano na sujeira do mundo, varrer as ruas e remover toda cor cinza.&lt;br /&gt;Com o tempo parado, eu poderia regar todos os jardins e fazer o verde respirar. Não tiraria o vermelho das rosas, e nem mesmo o amarelo dos girassóis. Faria com que ambas as flores se fundissem e só depois de ter feito o laranja eu deixaria o tempo correr para o sol se por.&lt;br /&gt;Se eu fosse dono do tempo, eu poderia admirar as qualidades do negro e do branco. Faria o mesmo com o vermelho e com o amarelo. E quando o tempo voltasse a caminhar, todos poderiam dar mais valor para os outros.&lt;br /&gt;Quando olho no espelho, percebo que não faz diferença se o tempo está parado, ou se ele está passando, sorrateiro por trás do meu ombro. O fato é que vejo um rosto que abriga todas as cores.&lt;br /&gt;Então não faz diferença alguma se eu posso ou não controlar o tempo. Basta-me dar valor às cores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-4858143398040873377?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/4858143398040873377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/cores.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4858143398040873377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/4858143398040873377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/08/cores.html' title='Cores'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-5749468357906858428</id><published>2010-07-30T00:00:00.000-03:00</published><updated>2010-07-30T00:00:02.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Débora'/><title type='text'>Encena Ação</title><content type='html'>Em prece, face esquece.&lt;br /&gt;Em silêncio minha, tua flor.&lt;br /&gt;Atenta aos teus passos, enfim...&lt;br /&gt;Em mim... Criação, “Cria dor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encena, acena, em cena.&lt;br /&gt;Palavras soltas,&lt;br /&gt;Letras tuas tão minhas.&lt;br /&gt;Tão minhas cenas tuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastos os gostos em saltos de tempo.&lt;br /&gt;Gestos intentos em busca de santos.&lt;br /&gt;Santos olhares atentos, intentos...&lt;br /&gt;Luzes teus cantos em busca de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos distantes que seguem sem sono.&lt;br /&gt;Em segredos as saudades...&lt;br /&gt;E no palco, repetidas cenas de preces...&lt;br /&gt;Que volte, que fique, se entregue.&lt;br /&gt;Pequenas cenas, repetidas preces.&lt;br /&gt;Que volte, que fique, que sejam duas almas, uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cena, ação.&lt;br /&gt;Encenação.&lt;br /&gt;De coração, amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-5749468357906858428?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/5749468357906858428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/07/encena-acao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5749468357906858428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/5749468357906858428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/07/encena-acao.html' title='Encena Ação'/><author><name>Débora Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02795912428975022334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_S_iI040KY2E/Sl06FFNGozI/AAAAAAAAACY/vzaccStcEng/S220/viajando.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-2953809788340300142</id><published>2010-07-28T09:29:00.001-03:00</published><updated>2010-07-28T09:29:28.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* M. D. Amado'/><title type='text'>Psicopatia Verbal</title><content type='html'>Insanidades&lt;br /&gt;Rotulam meu escrever&lt;br /&gt;Psicopata... Dizem&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;Talvez o seja&lt;br /&gt;Torturo as teclas&lt;br /&gt;Entorto a tela&lt;br /&gt;Vejo tinta e papel&lt;br /&gt;Séculos retornam&lt;br /&gt;Psicose&lt;br /&gt;Compulsão&lt;br /&gt;Insana idade&lt;br /&gt;De nada vale&lt;br /&gt;Experiência aqui?&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;Insanidades...&lt;br /&gt;Psicopata do verbo&lt;br /&gt;Destroços e ruínas&lt;br /&gt;Sentimento patético&lt;br /&gt;O Sangue coagula&lt;br /&gt;Alguém há de escrever&lt;br /&gt;É lindo falar do lindo&lt;br /&gt;E do feio, pois&lt;br /&gt;Insano? Eu?&lt;br /&gt;Apenas escrevo&lt;br /&gt;Não possuo&lt;br /&gt;Posse. Errata. Pose&lt;br /&gt;Anjos falsos&lt;br /&gt;Demônio em versos&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;Eu sou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-2953809788340300142?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/2953809788340300142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/07/psicopatia-verbal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2953809788340300142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/2953809788340300142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/07/psicopatia-verbal.html' title='Psicopatia Verbal'/><author><name>M. D. Amado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12165970777570734498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EcxcB5oQADI/S5e1omdSNEI/AAAAAAAAASQ/yPzOq7c84qg/S220/of.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553407086598246672.post-1952901651908629901</id><published>2010-07-27T07:22:00.001-03:00</published><updated>2010-07-27T07:22:00.440-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='* Leonardo Pezzella'/><title type='text'>Diferença entre nós</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu poderia intervir, alterar o curso das coisas e dizer aquilo que eles deveriam fazer. Poder para isso, não me falta. Pra ser sincero, eu tenho até de sobra. Mas não é esse o meu papel; eu devo apenas observá-los e defendê-los de um eventual ataque.&lt;br /&gt;Por outro lado, meu coração se parte. A luz do meu corpo fica opaca por presenciar gestos e atitudes como essa sem fazer nada para mudá-los. Não consigo permitir isso, preciso salvá-los.&lt;br /&gt;Sangue, ódio, ingratidão. Se me der um minuto, eu o completo com outros exemplos. Mas se me der a eternidade, não será demasiado tempo para dar mais exemplos, pois eles estão repletos de sentimentos que apodrecem a própria alma e enfraquecem a luz de meus olhos.&lt;br /&gt;O fio da minha espada já não corta os demônios com tanta facilidade, assim como a cicatrização dos meus ferimentos já não é tão rápida como antigamente. A fé acabou.&lt;br /&gt;Eu tenho o poder para interferir. Posso soprar-lhes algumas palavras as quais ajudariam a colocá-los nos eixos novamente. Eu poderia salvar os humanos da destruição. Mas se assim eu o fizer, estarei deixando de fazer aquilo que devo... E essa é a diferença que existe entre nós. Essa é a diferença entre os homens e os anjos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553407086598246672-1952901651908629901?l=ilusionistasdoverbo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/feeds/1952901651908629901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/07/diferenca-entre-nos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1952901651908629901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553407086598246672/posts/default/1952901651908629901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusionistasdoverbo.blogspot.com/2010/07/diferenca-entre-nos.html' title='Diferença entre nós'/><author><name>Leonardo Pezzella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03479275417156057960</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_-fE4PCq2FAk/SxGXaxUapdI/AAAAAAAAARQ/b2MTv2SFk-g/S220/Rosto38+copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
