Alma Rasgada
Rasgue a alma.
Feche os olhos.
Me dê as mãos.
Chegue mais perto.
Sinta o calor.
Sinta este respirar sem pudor.
Abra o peito e mostre-me a dor.
Rasgue a alma.
Pulse o peito.
Respire meu jeito.
Queima minha pele.
No susto, me revele.
Me dê medo.
Rasgue a alma,
A minha roupa.
Me deixa louca.
Me morda a boca.
Toque minha alma.
Não precisa ter calma.
Rasgue...
Me retalhe no teu amanhã.
Grave pedaços de mim no teu gosto.
Explore meu corpo.
E me tenha medo.
Desassossego.
Desapego.
Rasgue a alma...
Rabisque os desejos.
Perpetue os sons no meu colo.
Mas, amanhã...
Lave o rosto.
Vista minhas letras.
Mas, me esqueça.
Já vou ter tudo de ti.
E o que há de mim,
Não cabe na alma rasgada.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
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Estou rasgado completamente depois de ler isso daqui...
ResponderExcluirE chega mais um texto seu pra me confundir e não saber qual deles é melhor.
ResponderExcluirUm grande beijo rasgado pra vc.
Nossa! Poema com uma dose de liberdade. Coisa de mulher bem resolvida. Aém do toque sedutor que nos dá vontade de rasgar a alma!
ResponderExcluirParabéns!
Lídia
Rasgando o verbo, como sempre!
ResponderExcluirCom mto talento e beleza!!
Demais!
bjão, £!
Isso sim é uma ferida aberta!
ResponderExcluirPreto no branco!
Adorei!